domingo, 28 de junho de 2009

Mesmos olhos, novas cores...


Fantasticamente, hoje estou em paz. Há muito não tinha "inspiração" e em consequência disto estava entrando em desespero. No entanto, e ainda que me sinta uma irresponsável, pois amanhã tenho prova de matemática e não estudei, tudo me parece tão sereno! Surpreende-me a falta de preocupações no momento.
Embora eu saiba que o tal Futuro irá me pegar de surpresa e que grande parte das decisões que tomarei agora serão decisivas, ainda me encantam as estrelas, as pessoas, as músicas...
Não sei se de fato tento evitar sair da redoma em que venho vivendo, cheia de fantasias e ilusões cativantes, mas, usando desta visão protegida, os acontecimentos e os seres ao meu redor continuam tão fascinantes!
A mesma rotina, e novas descobertas... Me resta a dúvida: estou ainda tão imatura, ou o mundo ainda tem algo de belo?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Não se acustume. Não se esqueça. Não tanto assim...


Observando casais de longa data em geral, pude notar um comportamente no mínimo estranho.
Na maioria das vezes, acontece da seguinte maneira.
Quando o relacionamento está no início, tudo segue às mil maravilhas. São beijos, abraços, sorrisos e gestos encantadores incessantemente.
Aqueles casais que provocam inveja em qualquer um e enternecem todos que encontram pela frente, tamanha fofurice.
No entanto, conforme o passar do tempo, esses casais vão se acostumando com a compania um do outro. Esquecem que o amor, a paixão ou mesmo o gostar devem ser cultivados. Que o respeito e a admiração precisam ser regados diariamente. Que toda construção, se não recebe a manutenção necessária, acaba ruindo.
E assim, se esquecem de ser um casal. Esquecem as gentilezas, esquecem que todos os problemas do dia a dia podem ser solucionados. Basta trabalhar em conjunto, e não reclamar tanto, ou descontar a raiva em que não merece.
Não percebem toda a magia indo embora, não conseguem enxergar onde está o erro.
E assim, vários relacionamentos se vão.
Quando questionados, respondem: "Ah, não deu certo..."
É claro que não. Estavam acostumados com o outro ali, sempre ao lado. Esqueceram que o ser humano precisa de carinho, precisa de afago. Precisa de companheirismo.
Posso estar enganada. Mas, espero sinceramente que não aconteça comigo.
Quem sabe o que o futuro me reserva, certo?
Aguardo boas surpresas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Egoísmo, um bem necessário.

Tenho uma linda natureza egoísta que não gosta de me ver triste.
Quando morre uma pessoa, por alguma razão que desconheço e à qual só posso atribuir um profundo egoísmo, convenço-me, sinto, que essa pessoa está bem, que está aliviada, que está em paz, o que de alguma forma ameniza a minha tristeza. Também, quando morre uma pessoa, essa pessoa não “me” morre. é como se estivesse ausente, mas nunca me preocupo em pensar que nunca mais a vou ver, parece até engraçado mas esse pensamento faz com que meu coração acalente. Penso que ela não está ali e não me preocupo mais com isso. Da mesma maneira, quando acontece uma fatalidade dessas, a única coisa que consigo lembrar dela são as coisas boas, os gestos e as palavras de carinho, os momentos que me fizeram rir, o que me torna a alma leve. A minha natureza, pelo visto, é profundamente egoísta e não gosta de me ver triste.
Faz com que venere objetos que vos pertenciam, que guardo comigo religiosamente, mas que quando os vejo, em vez de suspirar de saudade me fazem rir porque me lembro de tantas coisas boas, que passamos juntos. Como várias fotos que guardo comigo, que trouxera-me tantas lembranças, que quase poderia ter apagado o fato de teres partido.
Eu sei que foste para um lugar melhor. Mas a tua partida não foi única. Partiste também o meu coração. Neste sábado, choquei muitas pessoas, pois ao invés de você me ver triste aí em cima, você me viu feliz... Eu ria dos momentos, das aventuras quase de filme, do rocambolesco e quase ridículo de algumas.
Jurei a mim a mesma que antes de te dar o último adeus físico, haveria de cantar a última música que me ensinaste: "a lua, é um planeta, que faz careta a quem não sabe namorar". E aposto que lá de onde estas agora, tu me protege. Partiste-me o coração. Mas só te agradeço por isso. Porque isso só demonstra o quanto foste importante para mim. E também te agradeço o teres passado na minha vida. Agora eu sei que nos vamos voltar a encontrar.

Até sempre.


Dedicado ao pai de um Amigo meu, Sr. Jardel.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SÓTÃO DA ESCRITA

Não puxei os olhos de minha mãe, nem o nariz. Puxei os ouvidos. Ir ao começo das coisas já é chegar ao fundo. Amêndoa poderia ser somente uma palavra que ainda teria gosto. A árvore faz contas debaixo da casca. Eu me reclino ao mar com dois travesseiros de vento. A mão sem anel é mais lenta. Vim bem antes da bagagem. Não tenho força para chamar meu grito de volta. Se o rio escutasse, ele não retornava. A casa em que se dorme fica acordada no sangue. Abro um livro como quem descobre um sótão. Eu me iniciei em telhados. A uva que não virou vinho é uma amiga infiel. Não me obedeço. Os braços são lâmpadas sem paredes. As pedras deveriam dizer tudo o que pensam para as sombras. Quando quero morrer, me tranco no quarto do apelido e não atendo pelo nome. Minha memória se acostumou a se imaginar nas falhas. O mel é o imã das formigas. Escrever é um excesso imperdoável que nasce da falta.



Fabrício Carpinejar.

terça-feira, 16 de junho de 2009


Nas últimas semanas tenho refletido bastante cerca de alguns dos valores essenciais na minha vida. Revelou-se um período profundamente bom. [re]Descobri que:
Tenho amigos maravilhosos, tais como você.. e uma mãe e um pai de uma ternura extrema e de um caracter e generosidade absolutamente irrepreensíveis;
A vida [apesar de nada fácil e sempre tomada a pulso] tem sido [nos momentos cruciais] generosa comigo...
Começar de novo não significa "regressar à casa da partida" mas significa [sobretudo] uma oportunidade de aprender com os erros para evoluir e melhorar; Aprendi muito com você sobre isso! E acima de tudo a ter respeito por quem você jamais imagina que irá conhecer, e que as amizades podem ter muito mais fundamento, e que sem muitas delongas e paparicações, tem valor surreal e são intocáveis. Tal como a nossa!
Queria aprender a ser como você; Tudo no 'pá/puf' mais conhecido como "irei chutar o balde"
Não posso proteger-me das desilusões. [Quando amamos ficamos expostos.] Não quero [nunca mais] impedir-me de viver. Tenho em cada dia segundos para viver novas experiências, fortalecer laços com as pessoas que amo, fazer o que me dá prazer, ser menos implacável comigo mesma, melhorar [sempre] como pessoa. Para ser feliz.

Nem sempre poderei compreender a mudança, os sentimentos ou as ideias, mas devo aceitar a diferença e apoiar o caminho que cada um deseja percorrer. Acredito incondicionalmente no poder da amizade, no poder da nossa amizade, e que os sentimentos verdadeiramente fortes e genuínos resistem a todas as adversidades, ausências e contratempos!
Tenho que escutar mais atentamente a voz da minha intuição. A dor que senti já não tem espaço no meu coração, a dor de amizades com juras eternas; que não passaram de juras sem fundamento algum.
Depois de um tempo, com novos amigos que tenho, pude ver que meu coração é grande demais para a alegria. É demasiado pequeno para a tristeza.
Todo o bem que fiz, [a quem não o reconheceu, ignorou ou me magoou] fiz sempre de coração. Voltaria a fazê-lo em dobro. Se caso você quiser e precisar de mim!
Não vou dedicar o meu precioso tempo, o meu pensamento e o meu sono a pormenores sem importância. Assim como fazia, mas, você é um caso a parte... só quero que saiba que estarei aqui!
Nunca escolhi percorrer o caminho mais fácil. [Tanto que sempre me surpreendi com a má vontade, com a má intenção, mentiras e tals...]. "Sempre preferi o caminho das pedras, que por vezes se a figura extenuante mas que me revela as melhores paisagens."

Obrigada por cada fragmento de sua paciencia comigo, sinceridade e confiança.
Esses três itens são 'dons' que não se solidificam com o tempo. Obrigada também por me tranquilizar, por me fazer rir. E quero que saiba que recostada nos seus ombros é onde me sinto em paz.

Um beijo à ti, Cachorro Safado. :* (L)

Fecho os olhos e em alguns pequenissimos segundos estáis ao meu lado. A sorrir com aquele sorriso tímido que se abre lentamente e te ilumina os olhos que passam de tristes à sonhadores. "Pegue na minha mão e passeie com os teus dedos pelos meus" tal como suavemente pudesses me ver e me quisesse conhecer tacteando a minha pele. Dizes que me vês inteira e completa, e que lá dentro [onde não conseguia chegar] brinca uma menina com estrelas-do-mar e flores no cabelo. Cozinhas pratos mágicos e o meu rosto sorri com as cores que desenhas para mim. Arrumas o puff verde com as tuas mãos que agarram o mundo inteiro e saltamos ao mesmo tempo como quem tenta apanhar aquela nuvem perfeita. Agarras-me e seguras-me e prendes-me a ti com tanta força que me sinto sufocar. Passo a mão na tua cabeça como se pudesse ler-te o pensamento e chegar-me a mim.
Conto secretamente os passos que dá pela casa e adivinho a sombra projectada pelo teu perfil. Escrevi em papeis simples segredos, ria sempre que lembrava de ti, até às lágrimas das ausências e dos desencontros viessem à minha mente. E logo, cantas para mim baixinho até eu adormecer do teu lado e entro sorrateira nos teus sonhos. Beijas a curva do meu ombro para me acordar delicadamente. Enroscas-te a fingir que queres rever um filme antigo e adormeces nos meus braços protegido de todas as sombras. Ficas a ronronar muito quieto e eu não ouso mexer um único músculo. Fico a olhar-te como se nada mais existisse. As curvas perfeitas dos teus lábios e a cicatriz enigmática que conheço milimetricamente. Aproximo-me de mim cada vez que te chegas mais perto. Arrancas com as tuas mãos toda a tristeza arquivada no meu coração e dizes-me que nunca irá partir, denovo. Porque me vês com uma certeza inabalável.. "Porque sabes que sou eu desde o primeiro dia. Quando escrevi para ti e completei as tuas palavras."

Fecho os olhos e estás ao meu lado...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Diga a verdade ao menos uma vez na vida"

Taí algo que me deixa profundamente irritada. O fato de falar o que eu penso em estados etílicos um pouco acima do habitual. A tendência é de quase sempre não ser levado a sério ou coisa do tipo. Geralmente são pessoas que não encontro todos os dias. Mas oras bolas? Elas esperam que eu marque um reunião formal e diga as mesmas coisas? É só pedir então. Que fique claro, bebida é uma circunstância do ambiente. Até porque toda essa coisa de beber para criar coragem é desculpa de quem nunca a teve.
Ai me perguntaram hoje: "Mas você não tem nenhuma ressaca moral?". Tive muitas. Todas elas por ter ficado calada.
Mas fica ai a lição, escolherei melhor as palavras na próxima vez.

E tenho dito.