Então, que seja doce.
Repito todas as manhãs, ao abrir os olhos para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante... Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.
Tudo é tão vago como se fosse nada. Qe seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce... Tão doce quanto sonhar com tudo isso.
E uma capacidade de desarmar com um sorriso. Ela estava recheada de flores.
É que no fundo, existem coisas que são só dela.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Esse era só o segredo, nada mais.

Foi pegando, uma a uma. Guardou dentro da cápsula.
sacudiu, sacudiu, sacudiu.
abriu e, derramou só coração.
Mas sempre gostei de colecionar segredos.
Coisas grandes, que guardava dentro de uma caixinha.
É doce, doce, extremamente doce, tão doce... E eu ficava ali, mastigando alegrias.
Acontecem coisas estranhas quando estou num espaço muito amplo. Uma vontade irrevogante de voar, parece que bastaria abrir os braços para fundir-me com o céu.
Ao mesmo tempo, dá vontade também de ficar na terra, e viver, viver muito, com todas as miudezas do cotidiano. Impressão de ser maior que tudo, sensação de força, certeza de vitória, vitória tão certa e fácil como as coisas da natureza que se mostram ali. E também uma grande humildade, consciência de ser ínfimo em relação ao azul-azul do céu, ao azul-em-cor do rio. Procuro palavra para definir o que sinto e não encontro. Talvez elas nem sequer existam, talvez seja apenas um fluxo mais forte de vida abrindo os sentidos, embrutecendo o raciocínio.
Pensando bem, era um "processo" interessante. Ao mesmo tempo pertubador.
Avançava tão rápido, que já tinha culminado no ápice. De uma maneira tão seca, que havia atingido o nível das imagens... As cores haviam se perdido. Aquele lugar era sombrio, nublado. E o que restava, aparentemente, era uma espécie de loucura.
Uma coisa qualquer que definhava.
...E que ninguém poderia jamais imaginar aonde iria terminar.
e eu que observava a tudo, através da armadura, cada vez mais assustada.
Assinar:
Postagens (Atom)