sábado, 28 de agosto de 2010

Pode parecer que está tudo mudando , dando ao dito como inseguro e ao imprevisível uma habitação novamente nesta minha casa cor de sonho... Os momentos e os tais sentimentos humanos parecem ser sempre tão circunstanciais, abaláveis, sensíveis, terrenos. Sinto muito por isto. E me percebo tão anormal e estranha, por não conseguir cultivar determinados brotos mais duros em meu coração. Não questione esse meu jeito “perdoativo” de ser. Você provavelmente não irá conseguir encontrar maiores fundamentos embasados nisso tudo, até porque não são abstratos demais para a racionalidade que todos aqui utilizam.

Mas é que, mesmo não devendo apalpar os próximos segundos e assegurá-los a procedência, guardo em mim a mais pura certeza: conhecemo-nos muito bem. É até contraditório, diante dos nossos pontos de vista, por tantas vezes conversamos sobre tudo que nos trouxe até os lugares onde estamos hoje ou sobre os medos, acertos e erros que cometemos. Tão incrível como um silêncio, um sorriso, um olhar, um gesto possam expressar tanto sobre nós.

Compreendemos... Nós não fingimos que entendemos, nem camuflamos o que verdadeiramente pensamos, queremos, sabemos. Quem disse que é fácil, quem disse que seria fácil? Atentamente nossas razões concretizam, para tomar as atitudes nas horas que achamos cabíveis. Essa é a mágica, a chave e base de tudo. Você espera o meu tempo, atentamente e cuidadosamente. Observar esse jeito com seus olhos de ternura que consigo sentir a kilometros. Eu sinto cheiro de equilíbrio no ar. Parece tanto com as cores azul das nossas paredes imaginárias. Leva-me contigo, está bem?

Infelizmente, se o amanhã não nos permitir continuar cultivando esta paz e este jardim, ambos saberemos seguir em frente e, se precisarmos olhar para o passado, teremos respeito, maturidade e carinho suficientes, para guardar as memórias de todos os momentos vividos. Mas isto é uma hipótese
beeeeeem remota! Pois, você sabe que perdi a chave do meu coração, desde que resides por aqui. Ele é só seu. Só seu. Só meu. Nosso.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pequenos detalhes.

"Dê-me sua mão, enquanto penso cair. Por favor, não se assuste comigo, sou sempre e sempre serei assim... Não me olhe com esses olhos de quem de mim tem medo, eu não sou capaz de nada a não ser murchar-me em lágrimas. Não sou capaz de tantas loucuras que bem entendo mesmo um pouco louca, não sou tão volúvel, tão mesquinha. Minhas palavras não exageram o que sinto, mas isso é efeito de todo melodrama que deposito em mim, bem escondido. Sei que não falo sempre de flores, mas acredite, sou amável e sincera, sou forte e muito otimista. Meus dramas são espetáculos pecaminosos, para muitas vezes chamar atenção, enfim. Às vezes estranho que em meu peito haja mesma tristeza e neblina, pergunto-me a mim, em silêncio, se é mesmo verdade ou se é mais uma peça de meu próprio teatro. E sim, é. É verdade, é tristeza. Tanta que deixa-me assim, tão fraca. Tão sensível e pequena. Aquela voz forte que declama as coisas com tanta certeza, vai sumindo. Nem mesmo voz existe. Apenas meu olhar mudo e tristonho para si. Então, dê-me sua mão e me aninha em seus braços. Chega de ouvir tanta coisa, preciso de abraços apertados, preciso sentir-me segura... Enxugue minhas lágrimas, arranque-me um sorriso. Diga que sou fraquinha, que tudo isso nem é tão ruim e que vai passar. Fale que sou sua e que preciso de seus braços para me defender de todo mal, que sou menininha chorona, mas de quem se orgulha, de quem mais admira e ainda, dizendo do futuro, do nosso futuro, da nossa vida, de que o sol nascerá mais lindo amanhã. Prove pra mim que você é capaz de arrancar meu sorriso e que sempre fará isso comigo, só porque sou sua."