segunda-feira, 19 de julho de 2010

Colecionadora de decepções.

Poderia colecionar qualquer coisa. Mas eu escolhi colecionar isso...
Tarefa fácil? Pra quem está fora, pra quem está longe dessa minha "zona de proteção".
Sentir-se infeliz ou passar por momentos ruins lhe torna mais forte. Ok, sim. Mas e depois? Como você reage quando está no escuro e apenas sabe que no seu interior há algo apodrecendo, perdendo cor, perdendo vida...
E lá vou eu falando de cores novamente... Tão aleatório pensar nisso. Surge, como surge o sol... Falando em sol, a tempos não amanheço com pensamentos ensolarados, necessito urgentemente de cores quentes que aqueçam minha alma e me fala sentir meu coração pulsar como antes...
Não quero esquecer de mim, e se for pra esquecer que seja desse eu de agora!
Eu já me vejo sangrando a tanto tempo e sei que nada costuma "parar" tão rápido assim, tampar a ferida não resolve... é pouco demais pra um coração amargurado, calejado, triste.

Quero colecionar cores alegres, músicas de bom tom e palavras subentendidas boas de não ouvir... ótimas de sentir.
É cruel pensar sobre a eternidade... É fácil sentir vontade de viver assim...
Tristeza combina comigo, eu sei, falar disso também é bom pra mim... MAS até quando?
Estou cansada de colorir quase tudo em preto e branco, minha caneta secou, mas e agora?...
Estou cansada de me limitar pra me encaixar na sua definição.
Aqui, neste pedaço lamentações: toda a tristeza que sinto. E sofro. E sinto. E a omito. Não que seja uma tristeza remota, repetitiva, insistente... É a tristeza de um modo agudo, intenso, afobado. Sinto minha falta hoje, mas acredite, não é todo instante. E quando vem, rouba essas lágrimas que caem agora de mim. Aflita, abraço a mim mesma com facas cortantes, na tentativa de ser forte, eu mesma me machuco. Mesmo que eu tente fugir do lirismo e ir para racionalidade, cá está toda essa saudade involuntária, sufocando minhas decisões. Ela é filha de uma emocionalidade que agora considero tosca. E usando a razão, seria loucura eu não senti-la.


Mesmo assim, antes que a imagem que pintamos nos engula, cuspa fora!
E sendo assim, me veja sofrendo e sangrando como de costume...
...perdoe-me enquanto eu explodo por dentro!