quinta-feira, 9 de julho de 2009

ATÉ TU, BRUTUS?

Hoje é um dia qualquer. As coisas acontecem sempre num dia qualquer, nós é que referenciamos o dia em que as coisas aconteceram. O 27 de Dezembro, o Dia 15 de Janeiro, o 2 ou 3 de Fevereiro...
E todos os dias acontecem coisas importantes para cada um de nós, só que há dias em que as coisas que acontecem são importantes para todos. Então o dia
deixa de ser um dia qualquer e, à posterior, é quase sempre,
e para sempre, um dia de referência. Foi num dia qualquer que te conheci. E, num dia qualquer, comecei a senti-me estranha. E essa sensação ainda é obscura. Todos os dias. Até qualquer dia. O amor, a dor, a gente, toda a gente, acaba, inevitavelmente, num dia qualquer...
Ontem, ao luar fiquei observando a lua e fiquei um bom tempo até surgir a tal ideia de quê "nada dura pra sempre" coisinha clichê mas que é a realidade.
Nunca consegui ficar longe do mar, como fiquei esses últimos meses. A minha adolescência ficara cheia de areia e de conchinhas, de tempestades, de nomes de barcos e de peixes...
Conheci a ansiedade daqueles que, ao entardecer, olham meio cegos a vastidão incendiada do oceano - e ninguém sabe se esperam alguma coisa, alguma revelação, ou se estão ali sentados, apenas, para morrer.