quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Um violão que emite notas de melancolia. Junto com a chuva que faz lacrimejar, elas são como nuvens prontas para trovejar meu coração. O céu que era colorido agora esta acinzentado complicado até para descrever, já que meus olhos estão carregados de pranto... fazem um dilúvio em mim.

Como um esconderijo uma cachoeira iria muito bem neste momento, para afogar lágrimas sem ao menos ninguém perceber... Essas lágrimas não saem doces como antes, estão amargas... O sabor que emana dentro de mim como uma daquelas cachaças destiladas vendidas no bar da esquina. O primeiro gole é repugnante. Porém, o segundo gole é macio, como a raiva que desce queimando. Pode-se dizer que o amargo agora satisfaz, porque faz pensar que nada é tão lindo como antes, o amargo coloca nossos pés na realidade mais profunda.

Não desejo a solidão, nem pra mim. Ser solitário deve ser triste, sinto falta de conversas despreocupadas apenas com a vontade de coloca-las para fora de si, que faz entender que as expectativas estão enferrujadas desde aquela chuva forte que misturou-se com as lágrimas. E ainda sim, ela intimida...

E meus olhos estão se encontrando do lado de dentro, em busca de um amanhecer caloroso...