domingo, 25 de outubro de 2009
A mãe disse um dia quando ainda era pequena, que a gente não chora por amor. E se chora cada gota de lágrima é um pouco do amor que vai embora. Guardei. Hoje, levo umas cenas que pintamos juntos. Umas pancadas do lado de dentro que nos demos, nossa afinidade descontrolada... O intenso e o delicado das oscilações junto com a certeza da minha segurança. Levo lamúrias sertanejas, conversas sem fim, fumaça. Muita fumaça ao teu lado. Guardei. Guardamos. E o que extrapole, fica resevado aos que hão de vir. E virão. Se dói? Dói. Mas deixa explodir. Minhas verdades valem, porque eu acredito no que é belo. Eu entro, arranco, finco, pinto, desenho. Desbaratino e devolvo. Como um sopro que arranca de mim um alívio doente. Praga. Parece. Hoje sou vermelha e você, cinza. Insisto no que é colorido e acredito quando meus olhos brilham. Insisto no que é lindo. E verdadeiro. E o bom da vida vai prosseguir...
Volte a padecer.
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Breve o sorriso dos satisfeitos. Largo. Vasto o dos descontentes. E da alma estática e sem rumo? Não há riso? Não há choro?
Nem o suspiro de virgens desmaiadas. Alma de luto, sem lamúrias. Nem palavras que anunciam solidão. E do leito de mágoas antes deitado, sem vestígios.
Alma acromática.
Alma indolor.
Outrora, quando tantas almas riam dentro da minha, e tantas outras choramingavam, o toque era sentido. Tudo doía. Tudo amava...
Mesmo sem saber

É nela que mora o desafio. Dentro. Num lindo lugar onde guarda todas as coisas bonitas da vida. Aprende todo dia que a felicidade acende sua luz quando a alma vibra numa frequência macia pra acordar o riso. O tempo ensina que existe um terreno pantanoso também. Habitado por Gentes com fome de brilho do olhar e leveza de alma... Mas acreditar é uma palavra que ela gosta. Porque é simples, porque se importa com o que faz a vida cantar. E isso pode não importar a mais ninguém, mas não tem importância alguma. Porque ela gosta de rabiscar folhas por todo lado acreditando que isso tem algum significado. E tem. Sempre tem. Aprende que o egoísmo do Outro fala alto quando abafa a voz do amor de dentro. Talvez porque é venenoso, corrosivo. Mas esse mal, vai ter que engolir sozinho. Porque ela tem sua melhor aula com ela mesma. Que algumas coisas só se aprende com o tempo e que só com o tempo é que a gente começa a aprender!
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