Ultimamente, minhas dores viraram a transformação isobárica dos signos linguísticos à energia existencialista. Não grito mais aqui, não tenho mais o grito quando venho aqui escrever...
Ele se dissipa, se auto-dissipa em todas as energias e transformações necessárias para me sustentar a essa jornada, que luto com a maior vontade do mundo. Isso, não sei, se é bom ou ruim, mas é o fato que procede o estouro, o meu gritinho de agora.
Não sei o que aconteceu exatamente. Eu nasci de novo, depois que me auto-destrui. Eu me auto-prometi que a vida será vivida, será frutífera... Não serei igual a ninguém, nem muito menos, irei me espelhar nos fracassados. Criarei uma força, inexorável.
Eu só penso no meu sonho, na minha vida que um dia há de viver, nas coisas loucas que tenho certeza, que serão reais, que serão minhas conquistas, que eu terei. Eu quero compensar meu erro, ou melhor, todos os meus erros. Difundidos em um único ato terrorista e inumano, uma idéia rabugenta e tosca, medíocre, podre! Idiota! Eu cresci com tudo que fiz, com toda a podridão que fiz feder. Eu cresci, mudei. Agora estou numa escada maior, num degrau maior. Numa vida maior. Em expansão, volume e área por vida ao quadrado.
Eu vou ter, porque eu tenho desde já. Se penso, logo será meu.
Penso, logo tenho. Não falo como uma mimada que bate o pé para ter o que quer. Posso até infringir minha negação e dizer que é mais ou menos assim, com uma notória diferença: não bato o pé, mas tudo. Tudo e qualquer milímetro sacrificado do meu corpo. Meu sangue que nem corre nas veias, flutua e faz meu oxigênio ser o reagente em excesso e bom suficiente para ainda está de pé.
Não vou parar. Não vou morrer. Se paro, morro. Se paro meu sonho morre. Se meu sonho morrer, eu não terei vida por dentro e sim uma casca grossa de fingimento e existencialismo
Só paro se eu morrer. Quando morrer, descanso. Não paro. Não paro e não paro!
Esse sonho já é meu, custe o que custar. Doa, o que já está doendo.
sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Parágrafos Lúdicos.
Em vão, fiz os maiores espetáculos. Você não olhou direito para mim e eu cansei de atuar. Agora provoco-lhe perguntas que não, eu não vou mais conseguir responder.
Quase um quilo de papelada, joguei fora. Mudei minha cama de posição e estou esperando uma nova mobília. Mais uma vez prometo mudança, honrando o orgulho que defendo por nós.
Quero um novo cabelo e planejo mudar de número, quero fugir. Mereço um cativo mais monstruoso, que me faça arder e não ter tempo de sentir, estudando e comendo os nossos santos livros de cada dia. Sem desistir, persisto em um, talvez, grande erro. Tudo bem, sempre desprezei o dom da vida, embora viva intensamente, há armagura por demais nesse mundo e eu não exagero, nem dramatizo, simplesmente a sinto. Como quem sente a brisa, eu sinto o gélido vento dos horrores humanos. Viver para mim jamais será um desperdício e morrer também não, e um pouco de medo para mim.
Mas eu estou aqui, movendo minha vida para algum lugar. Em qualquer lugar haverá isso, eu. Lá. Com todo prazer e lágrima que posso suplantar, deliciando com a dor que causei.
Já prometi tantas vezes mudar e de todas essas vezes eu sempre mudei! Aos poucos, virei o meu jogo. E finjo que ganho alguma coisa, porque permanece a sensação corrosiva de ser tão frágil, tão frágil.
Brinco de ficar com raiva, implanto inimigos imaginários no meu cérebro dos quais jogo toda a culpa de estar atingida. Mas cabe a mim toda a culpa de ser tão luna. De ser tão explosiva, intensa, tão viva e sempre morrendo demais. Cabe em mim toda a sorte de bênção e maldição, vinda do mérito ou da vontade divina, por usufruto de alguma vontade que não é páreo para meu entendimento. Sim, eu falo de Deus.
Com Deus, tenho sussurros da minha boca e é quase sempre clamando por socorro. A voz aos poucos vai sendo calada e destruída, à medida que nos entregamos ao que resta das decepções e a própria imaturidade de não suportar o conhecimento -a ciência. Mas Deus ainda existe em mim, a cada queda. E cada subida.
Eu só quero lhe dizer que não vou mais ser a mesma. E só para não esquecer, vou mudar fora, vou mudar dentro. Vou apagar muita coisa por aí, vou começar ou recomeçar, seja lá o que for. Vou até mudar o tom de voz. Qualquer coisa. Só pra sentir a sensação de mudança.
Quase um quilo de papelada, joguei fora. Mudei minha cama de posição e estou esperando uma nova mobília. Mais uma vez prometo mudança, honrando o orgulho que defendo por nós.
Quero um novo cabelo e planejo mudar de número, quero fugir. Mereço um cativo mais monstruoso, que me faça arder e não ter tempo de sentir, estudando e comendo os nossos santos livros de cada dia. Sem desistir, persisto em um, talvez, grande erro. Tudo bem, sempre desprezei o dom da vida, embora viva intensamente, há armagura por demais nesse mundo e eu não exagero, nem dramatizo, simplesmente a sinto. Como quem sente a brisa, eu sinto o gélido vento dos horrores humanos. Viver para mim jamais será um desperdício e morrer também não, e um pouco de medo para mim.
Mas eu estou aqui, movendo minha vida para algum lugar. Em qualquer lugar haverá isso, eu. Lá. Com todo prazer e lágrima que posso suplantar, deliciando com a dor que causei.
Já prometi tantas vezes mudar e de todas essas vezes eu sempre mudei! Aos poucos, virei o meu jogo. E finjo que ganho alguma coisa, porque permanece a sensação corrosiva de ser tão frágil, tão frágil.
Brinco de ficar com raiva, implanto inimigos imaginários no meu cérebro dos quais jogo toda a culpa de estar atingida. Mas cabe a mim toda a culpa de ser tão luna. De ser tão explosiva, intensa, tão viva e sempre morrendo demais. Cabe em mim toda a sorte de bênção e maldição, vinda do mérito ou da vontade divina, por usufruto de alguma vontade que não é páreo para meu entendimento. Sim, eu falo de Deus.
Com Deus, tenho sussurros da minha boca e é quase sempre clamando por socorro. A voz aos poucos vai sendo calada e destruída, à medida que nos entregamos ao que resta das decepções e a própria imaturidade de não suportar o conhecimento -a ciência. Mas Deus ainda existe em mim, a cada queda. E cada subida.
Eu só quero lhe dizer que não vou mais ser a mesma. E só para não esquecer, vou mudar fora, vou mudar dentro. Vou apagar muita coisa por aí, vou começar ou recomeçar, seja lá o que for. Vou até mudar o tom de voz. Qualquer coisa. Só pra sentir a sensação de mudança.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Corte.
Insisto em seguir essas linhas traçadas, opacas e tortas
Insisto em pensar que usar uma dose de destino mais um quê do acaso, irá trazer você de novo.
Insisto em lembrar do meu erro, que já é tarde
Insisto em acreditar no porquê de brindar e ter um orgulho maior de mim
e o orgulho despreza o arrependimento.
Porque, no fundo, gosto e me simpatizo com o meu silêncio, que hoje grita por socorro.
E eu sei que errante já me guio por essa estrada...
Porque eu confesso minhas lágrimas e tenho olhar cabisbaixo de uma humildade enfiada guela a baixo!
Porque o que prevalece ainda em mim é o orgulho, e agora, me diga, desistir?!
me restam décimos, um, dois pontos.
Quando era mais cedo, eu deveria ter desistido.
Mas há excesso de fé, força e juventude dentro do meu pobre coração.
Agora, tão fria, tão machucada, tão impotente
Não desisto pela lógica, falta tão pouco...
E eu não sou de esperar as coisas mudarem, não por vontade própria.
Insisto em pensar que usar uma dose de destino mais um quê do acaso, irá trazer você de novo.
Insisto em lembrar do meu erro, que já é tarde
Insisto em acreditar no porquê de brindar e ter um orgulho maior de mim
e o orgulho despreza o arrependimento.
Porque, no fundo, gosto e me simpatizo com o meu silêncio, que hoje grita por socorro.
E eu sei que errante já me guio por essa estrada...
Porque eu confesso minhas lágrimas e tenho olhar cabisbaixo de uma humildade enfiada guela a baixo!
Porque o que prevalece ainda em mim é o orgulho, e agora, me diga, desistir?!
me restam décimos, um, dois pontos.
Quando era mais cedo, eu deveria ter desistido.
Mas há excesso de fé, força e juventude dentro do meu pobre coração.
Agora, tão fria, tão machucada, tão impotente
Não desisto pela lógica, falta tão pouco...
E eu não sou de esperar as coisas mudarem, não por vontade própria.
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