Acabada, destruída e fragilizada.
Diante das circunstancias já não sei mais o que é certo ou errado. O que convém, não agrada a muitos. O chão está mole, gosmento, fragil. Meu nome? não sei. Meu sonho? esvaindo em lágrimas. Meu orgulho? sumiu. Só me resta o nada, o pasmo e a dor decorrente e duradoura. Quem são essas pessoas que garantem ser felizes? Onde está o brilho, a cor e o involuntário? Morto...São essas palavras que saem do meu coração, dos meus dedos sangrando, da minha voz calada, fraca... Estou sem tom, sem dó nem ré maior. Não há sintonia, não há firmamento. Mais uma vez, quem sou eu?! tudo distorcido, interrompido, doloroso demais. Não me vejo nessas palavras, não acredito que elas saem dos meus dedos... meus carinhosos dedos. Não acredito que quem lê isso são meus olhos... olhos impactantes, sinceros e fiéis. Não acredito que as palavras que saem da minha boca são incrédulas... logo meus lábios, apaixonados e tão únicos. Não acredito no som que ouvi... logo meus ouvidos que sempre foram acostumados e orientados pela melhor voz do mundo. O que está acontecendo?! Onde está o lindo, o maravilhoso e o incrível? Tirou férias?! Volta, imploro, volta logo! Minha alma precisa, meu coração precisa e minha vida precisa. Não quero me abandonar, não quero desistir dos meus ideais, não quero crer e aceitar. Não me sinto viva, me sinto vegetando, me sinto verdadeiramente morta. Enterrada viva. Céus, não sinto orgulho de nada, não sinto cheiro, gosto, nem vontade...
Sim, meu mundo acabou, mais uma vez...