sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Último, do ano.

Começo a compilar uma lista do que mais me amedrontava, queira Deus que não fosse medo de coisas novas. Começo também, a cantarolar canções em minha mente, que de tão baixas mal consigo distingui-las. As notas nascem conforme minha respiração morre em meus lábios. Uma postura perfeita para alguém como eu, diga-se inerte ou algo parecido. Creio que seja uma capa, algo que uso para esconder os anseios e remorsos de um ano cheio de obstáculos e esperanças... Emoção desagradável de não conseguir colocar em palavras, rimas, sílabas ou letras o que hoje se rotula como pressentimento ou pelo reconhecimento sobre mim. Originalmente conhecidas como: terror, pavor, pânico, susto ou sobressalto. Hoje, minhas mãos são frias não derretem quentes e, em alguns casos a sensação de outra pulsação humana é transportada. Posso criar aqui e agora as sensações de atravessar camas da minha pele enrijecida e pálida. E isso é tudo?
A resposta de cada pergunta que me fiz neste ano me interessa muito, embora eu não possa permitir que elas me seduzam. Eu sou a sugestão, eu sou o conselho, mesmo sendo eles imaginários. Esse círculo está desigual e os minutos estão escoando, pesados. Na parte da manhã inspecionaram-se os danos, esses eram contidos nos tais ingredientes, que a cada dia longe da sua única e fiel animação tornavam-se mais densas e dispersas... Havia rumores carregando cacos, cacos de si.
Pessoalmente falo por mim, já que irei ou não me engasgar com a própria poeira refletida no agora. Oportunidade, chance de avanço ou progresso. Minimamente confesso estar feliz por mais este ano. E espero ainda passar por esse arame que postou-se sobre minha frente.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ai que mim.

É dezembro, luzes irritantemente radiantes brilham na minha rua. E eu nada posso contemplar, estou presa no tempo e sou da cor cinza, tanto faz.
Pago pelo preço impagável, busquei exatamente aquilo que não me era bem-vindo. "Tome cuidado com seus sonhos" me diziam, mas eu achava prazeroso por demais e não iria, nem sob tortura, parar de sonhar.
Hoje resta de mim pedaços, talvez. Sou sangue vivo e cinza pálido. Ferida e ainda naquele estado escrupuloso de latência. Reservando minha vida para mais tarde e é exatamente esse mais tarde que nunca chega. Por mérito.
Eu mereço cada lágrima derramada. Eu mereço cada grito enfraquecido. Eu mereço cada passo negativo, que é fracasso, mas é parte de uma suposta vitória.
Cada não que decorei. Cada obra maldita que contemplei. Cada dor no ego. Cada fratura da alma, exposta.
Ai de mim, que não tomou juízo. Que quer a regalia sem ao menos ter mérito.
Outra vez me ponho frente aqui, neste sepulcro mórbido de mais uma esperança. Estou flagelada, estou feia.
Ao menos, finalmente, descobri meus erros e mais que isso: assumi a culpa.
Eu sou apaixonada por cada milímetro de dor, masoquista ou não, eu gosto. Desafiei a vida, ela não foi obra do destino, não deixei ninguém traçar meu futuro. Eu quis tudo, tudo, tudo isso. Embora não soubesse dos detalhes, eu sabia que nada seria fácil, ainda mais para uma desmedida e por demais intensa como eu.
Preciso me expremer mais um pouco. E farei até acabar tudo de mim.
Eu sou apaixonada por cada milímetro da minha vida. Essa merda, ao menos, fui eu, a dona, quem fiz.
Daqui a pouco sigo em frente, não outra vez, mas de uma vez, talvez.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Seguir ou não.

Entre buracos, cortes e cutículas dos pedaços de misturas do meu tempo. Eu estou, justo, na direção de todas as ramificações, hoje dia Nove de Novembro sou o passado, presente, eu sou futuro. Eu sou seus risos e abraços, suas promessas malditas, você foi e foi de novo. Eu sou a revolta do porquê que foi assim. E por que mesmo que foi? Categorias nostálgicas se organizam em minhas veias, quentes, fervendo, quero a saudade morta, mas na verdade, quem morreu foi você. E eu não fui ao seu enterro.
Ah, se me dessem. Eu cavaria sua cova, abraçaria-o do mesmo jeito. E você, mesmo póstumo, seria ainda aquela estrela que fiz brilhar.
E isso é : você sumiu e me deixou aqui, seguindo estrelas, outras estrelas. Vãs. Sua insubstitualidade ainda me comove. Eu fraca, latejo veneno, rogo-lhe pragas e espero que você sofra. E que seja muito, muito feliz. Você, ah você, sumiu.
O tempo não curou-me a ferida, convenhamos meu bem, o tempo não é nada. Estou na bifurcação do tempo! O tempo é um fingido. E pesa em cima de mim. Não, eu não tenho o poder que você insistia em afirmar.
Ouvir sua música favorita, lembrar. Buscar explicações e cair no vazio da irrealidade. É um absurdo, eu já amadureci meus ramos e não choramingo por pouca bobagem. Mas é que, entenda, foi hoje. Nove de Nov... e acabou. A vida segue, meu bem. E eu não fui aos seus enterros.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Feita de trevas.

A alegria era contida em cápsulas, onde as dosagens baseavam-se por meus anseios. Andava e dançava conforme a música que por sua vez, era uma valsa triste. Cartas, aniversários, puro afeto sumiram e escorregavam pelo vão de meus dedos e ainda em sua mente cantarolava canções fúnebres numa grande precipitação de ilusão, pela segunda vez dentro do seu inerte coração.
O prólogo dessa vivência era contido em fundamentos que por sua vez tinha vários traços e aspectos, escombros eram encontrados e diversas vezes superados, mas até quando? Sinto-me impedida a cada dia que passa por meus próprios protestos, embora construa um começo quer eu queria ou não. Lamentavelmente ou não, reerguerei sobre eu mesma, com toda cordialidade possível até porque consigo com absoluta certeza ressurgir das minhas cinzas quantas vezes forem necessárias, pois levarei este peso que sobressai embora gentilmente.
Pessoalmente, gosto do céu azul. Azul claro, bem claro. As pessoas próximas dizem que condiz comigo, o que é uma verdade. Mas procuro por esses dias lacunosos, solitários e escuros observar o aspecto inteiro. Um trilhão de cores e sabores, mais ou menos, e nenhum deles exatamente igual...
Obviamente as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim dele, mas, para mim, é muito claro que o dia inteiro visto atentamente mostra uma multidão de matizes e entonações a cada minuto observado com atenção. Pequenos momentos frágeis e doloridos eram simultaneamente arrastados pelos pés em um espasmo silencioso. Nessa hora o que eram lábios macios, viçosos e doces parecem um marrom corroído e descascado, feito tinta velha, que hoje espera desesperadamente por uma reforma.
Já não produzo com frequência, mas quando ele surge, meu sorriso é faminto. Era tudo estável e decididamente difícil. Toda noite, pesadelos e seu único alicerce era o "abraço apaixonado". O rosto fixo em suas memórias e lembranças... De olhos ainda fixos que fitavam o chão até adormecer. Ao acordar nadava, aos gritos, afogando-se em lençóis por diversas noites. O outro lado do seu coração agora flutuava nas trevas feito um barco e a única coisa boa advinda desses pesadelos era que eles traziam ao quarto, pessoas pelas quais, mentalmente poderiam acalmá-la e acarinhá-la.

E desde o começo soube que ele no meio do grito e não iria embora...

Havia uma luz no fim do túnel.
Um acesso quase inspirado.
E logo depois — Nada.

(Não ir embora: Ato de confiança e amor. Comumente decifrado em atos.)
00:09h.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Somos um par, cheio de coisas ímpares.

“Ser ou estar feliz?” Não sabia ao certo denominar a felicidade como uma essência do espírito ou apenas um estado efêmero. Diante de determinadas circunstâncias, perceba o quão ansiosos, solitários, carentes, saudosos, amados, sensíveis, nos tornamos... Talvez, o pessimismo e o otimismo são quem determinam o “fator-X” da alegria ao estado extremo, que buscamos sem piscar. Se tivermos uma expectativa boa vinculada à esperança de um dia melhor, somos felizes. Caso nos deixemos engolir pelas dificuldades diárias, sem acreditar em transformações gritantes, estaremos felizes.

Dividindo-me em pedaços sarais, descubro a mim mesma num âmbito profissional, amoroso, familiar, íntimo, de amizade... E sinto que estou contente e satisfeita em muitos deles (embora todos os dias aprenda algo que me [des]constrói.). Mas sinto que sou feliz mesmo, se penso que você estará ao meu lado. Ainda com os beicinhos ciumentos e com os charmezinhos bobos, com os problemas cotidianos e as más línguas, com os desencantos de alguns e os olhares invejosos de outros, sou feliz com você!

Tão rápido que eu nem sei como explicar. Não deixarei de escrever por medo de tudo mudar... Conte-me a sua história e deixe-me expor a minha, para que o palco deste momento seja a verdade e a sinceridade sempre, exatamente como você me ensinou. Estarei aqui esperando por você, todos os dias num novo pôr-do-sol e me preencha com o seu sorriso, que eu já sei de cor. Deixe as elucidações de lado, na tentativa de descrever este sentimento. Apenas sinta e permita-me jogar fora o vazio que aí dentro existia, construindo uma casa com os muros de cor-lilás claro e muitas plantazinhas no jardim... E sim... Eu te amo, minha felicidade.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sem obrigatoriedade.

Somos atitudes e palavras. Podemos afastar ou aproximar as pessoas, em virtude delas. Sempre valorizo qualquer tipo de ação ou promessa na qual eu sinta sinceridade. Como ocorreu essa semana, adorei receber mensagens de carinho, saudade, amizade, amor... E se me ligam no meio da noite, para dizer que viram uma determinada cena de filme, uma peça de teatro ou uma roupa super diferente, que era a “minha cara”; eu fico super feliz e sem vontade de desligar o telefone.

São com pequenos gestos que construímos o nosso lugarzinho no coração das pessoas. Hoje, nos dias de aniversário, todo mundo deixa recadinho no Orkut, felicitando-nos com todo amor... Mas vou ser sincera: ainda prefiro aquele torpedo no celular ou aquela ligação três segundos, que nos deixa com a sensação de “quero mais”. Uma flor no cabelo, um beijo nas mãos, uma anotação escondida no caderno... Posso ser tola mesmo, mas gosto disso. Creio que seja através disso que construo minha personalidade.

Queria que cada um tivesse um pincel, para colorir a vida das outras pessoas, com tintas que as fizessem felizes e bonitas; infelizmente, as pessoas insistem em carregar borrachas! E eu continuo aqui... Não estou à espera de nada. Porém, não vou mentir que adoraria um suco de maracujá com leite agora. Você poderia fazer um pra mim?

Sinceramente, essa sensibilidade ainda vai ser a minha maior virtude, e não tenho vergonha alguma disso.
Pense...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Comedido.

Caso não houvesse a tristeza de ontem, jamais carregaria um sorriso em meus lábios... O ontem ensina o que você gostaria de manter longe do presente e o que precisa deixar sempre ao alcance das mãos. Eu, necessariamente precisei doar-me, sentir ao extremo, ir além dos meus limites e das minhas responsabilidades, para aprender.
Talvez, mais que entendido as conseqüências dos atos, hoje eu aceitaria que errar faz parte do crescimento.

Tive que ser boba, para hoje ser prudente; ser gentil demais, para hoje ser seletiva; ser igual, pensar igual, para hoje ser totalmente diferente. Agi com impulsos desnecessários, busquei expectativas sem chãos sólidos, sonhei com o impossível e o mantive distante. Ainda ajo com impulsos, porém, com sonhos planejados pisando em nuvens, mas tudo soa um pouco mais diversificado que antes. Parecem e são mais nítidos.

Dói muito, quando você espera algo de uma pessoa, seja por quais forem os motivos. Machuca, apenas machuca. E ainda destrói mais, quando você acredita que o passado faz parte de páginas velhas e mofadas e ele parece tão novo, como que conservado num álbum de fotografias coloridas. Não quero queimar também as lembranças do que eu fui contigo, pai. Ao contrário, gostaria de mantê-las na estante para maiores esclarecimentos do meu eu... Mas somente com o intuito de usá-las como sabedoria e não como dor, receios e mais ressentimentos vindos à tona.

Sim, um dia eu tive que ser Outra de mim, para ser a Si com a essência atual e marcas de outros tempos, de outros anos. Não posso me arrepender dos meus amadurecimentos. Caso contrário, eu não teria estes sorrisos estampados onde quer que eu vá, não teria essas mãos que ainda lhe fazem carinho em sua face, e este olhar sereno quando meus olhos procuram os seus aflitos por carinho e proteção que ainda sinto falta... Esta grande e intensa pretensão e confiança de ainda achar que mudará e me dará orgulho não passe de uma história que foi escrita inteiramente pela minha caneta azul –minha cor favorita...

sábado, 28 de agosto de 2010

Pode parecer que está tudo mudando , dando ao dito como inseguro e ao imprevisível uma habitação novamente nesta minha casa cor de sonho... Os momentos e os tais sentimentos humanos parecem ser sempre tão circunstanciais, abaláveis, sensíveis, terrenos. Sinto muito por isto. E me percebo tão anormal e estranha, por não conseguir cultivar determinados brotos mais duros em meu coração. Não questione esse meu jeito “perdoativo” de ser. Você provavelmente não irá conseguir encontrar maiores fundamentos embasados nisso tudo, até porque não são abstratos demais para a racionalidade que todos aqui utilizam.

Mas é que, mesmo não devendo apalpar os próximos segundos e assegurá-los a procedência, guardo em mim a mais pura certeza: conhecemo-nos muito bem. É até contraditório, diante dos nossos pontos de vista, por tantas vezes conversamos sobre tudo que nos trouxe até os lugares onde estamos hoje ou sobre os medos, acertos e erros que cometemos. Tão incrível como um silêncio, um sorriso, um olhar, um gesto possam expressar tanto sobre nós.

Compreendemos... Nós não fingimos que entendemos, nem camuflamos o que verdadeiramente pensamos, queremos, sabemos. Quem disse que é fácil, quem disse que seria fácil? Atentamente nossas razões concretizam, para tomar as atitudes nas horas que achamos cabíveis. Essa é a mágica, a chave e base de tudo. Você espera o meu tempo, atentamente e cuidadosamente. Observar esse jeito com seus olhos de ternura que consigo sentir a kilometros. Eu sinto cheiro de equilíbrio no ar. Parece tanto com as cores azul das nossas paredes imaginárias. Leva-me contigo, está bem?

Infelizmente, se o amanhã não nos permitir continuar cultivando esta paz e este jardim, ambos saberemos seguir em frente e, se precisarmos olhar para o passado, teremos respeito, maturidade e carinho suficientes, para guardar as memórias de todos os momentos vividos. Mas isto é uma hipótese
beeeeeem remota! Pois, você sabe que perdi a chave do meu coração, desde que resides por aqui. Ele é só seu. Só seu. Só meu. Nosso.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pequenos detalhes.

"Dê-me sua mão, enquanto penso cair. Por favor, não se assuste comigo, sou sempre e sempre serei assim... Não me olhe com esses olhos de quem de mim tem medo, eu não sou capaz de nada a não ser murchar-me em lágrimas. Não sou capaz de tantas loucuras que bem entendo mesmo um pouco louca, não sou tão volúvel, tão mesquinha. Minhas palavras não exageram o que sinto, mas isso é efeito de todo melodrama que deposito em mim, bem escondido. Sei que não falo sempre de flores, mas acredite, sou amável e sincera, sou forte e muito otimista. Meus dramas são espetáculos pecaminosos, para muitas vezes chamar atenção, enfim. Às vezes estranho que em meu peito haja mesma tristeza e neblina, pergunto-me a mim, em silêncio, se é mesmo verdade ou se é mais uma peça de meu próprio teatro. E sim, é. É verdade, é tristeza. Tanta que deixa-me assim, tão fraca. Tão sensível e pequena. Aquela voz forte que declama as coisas com tanta certeza, vai sumindo. Nem mesmo voz existe. Apenas meu olhar mudo e tristonho para si. Então, dê-me sua mão e me aninha em seus braços. Chega de ouvir tanta coisa, preciso de abraços apertados, preciso sentir-me segura... Enxugue minhas lágrimas, arranque-me um sorriso. Diga que sou fraquinha, que tudo isso nem é tão ruim e que vai passar. Fale que sou sua e que preciso de seus braços para me defender de todo mal, que sou menininha chorona, mas de quem se orgulha, de quem mais admira e ainda, dizendo do futuro, do nosso futuro, da nossa vida, de que o sol nascerá mais lindo amanhã. Prove pra mim que você é capaz de arrancar meu sorriso e que sempre fará isso comigo, só porque sou sua."

sexta-feira, 30 de julho de 2010

...

Com o coração sangrando e acelerado, com os olhos mareados e brilhantes pergunto de onde vem essa essência misteriosa e confusa... Preciso voltar a falar sobre a minha doce tristeza, digo, o meu estado emocional preferido. Onde o cinza é a cor mais bela que o céu pode transmitir num dia como esse. Mas a esperança não morre, e não vai morrer nunca. Se morrer a esperança morre a vida, acredite, morre... É como um ataque de risos que pertence a nossa felicidade. Não deixe os demônios habitar em seu ser, saiba que a balança existe dentro de cada um. Saiba como regular sua mente, sua droga de mente. Sinta o gosto da lágrima da despedida, sinta a dor de um coração despedaçado por você. Sinta, culpe-se. Morra...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Colecionadora de decepções.

Poderia colecionar qualquer coisa. Mas eu escolhi colecionar isso...
Tarefa fácil? Pra quem está fora, pra quem está longe dessa minha "zona de proteção".
Sentir-se infeliz ou passar por momentos ruins lhe torna mais forte. Ok, sim. Mas e depois? Como você reage quando está no escuro e apenas sabe que no seu interior há algo apodrecendo, perdendo cor, perdendo vida...
E lá vou eu falando de cores novamente... Tão aleatório pensar nisso. Surge, como surge o sol... Falando em sol, a tempos não amanheço com pensamentos ensolarados, necessito urgentemente de cores quentes que aqueçam minha alma e me fala sentir meu coração pulsar como antes...
Não quero esquecer de mim, e se for pra esquecer que seja desse eu de agora!
Eu já me vejo sangrando a tanto tempo e sei que nada costuma "parar" tão rápido assim, tampar a ferida não resolve... é pouco demais pra um coração amargurado, calejado, triste.

Quero colecionar cores alegres, músicas de bom tom e palavras subentendidas boas de não ouvir... ótimas de sentir.
É cruel pensar sobre a eternidade... É fácil sentir vontade de viver assim...
Tristeza combina comigo, eu sei, falar disso também é bom pra mim... MAS até quando?
Estou cansada de colorir quase tudo em preto e branco, minha caneta secou, mas e agora?...
Estou cansada de me limitar pra me encaixar na sua definição.
Aqui, neste pedaço lamentações: toda a tristeza que sinto. E sofro. E sinto. E a omito. Não que seja uma tristeza remota, repetitiva, insistente... É a tristeza de um modo agudo, intenso, afobado. Sinto minha falta hoje, mas acredite, não é todo instante. E quando vem, rouba essas lágrimas que caem agora de mim. Aflita, abraço a mim mesma com facas cortantes, na tentativa de ser forte, eu mesma me machuco. Mesmo que eu tente fugir do lirismo e ir para racionalidade, cá está toda essa saudade involuntária, sufocando minhas decisões. Ela é filha de uma emocionalidade que agora considero tosca. E usando a razão, seria loucura eu não senti-la.


Mesmo assim, antes que a imagem que pintamos nos engula, cuspa fora!
E sendo assim, me veja sofrendo e sangrando como de costume...
...perdoe-me enquanto eu explodo por dentro!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Além do que vê...

Hoje me pede para eu sumir
E se te disser que irei por ti até a escuridão?
Mas apenas prometa que haverá uma luz, nem que seja a do seu olhar...
Abraça-me, diga que nada do que sinto é em vão.
Desate os nós que existem em nossa mente.
Obscura e sincera mente, cuide-me, canonize-nos...
Preciso achar o cais que ancoraste seu coração junto ao meu.
O vazio de flutuar em esperanças de achar a resposta do que eu insisto em chamar de amor.

Sinta o sangue misturando-se, fluindo como uma melodia de mestre.
Sinta algo enigmático, será mesmo algo curioso...
Nunca agirei conforme minha idade, pois bem, serei madura o suficiente!
Eu já não caibo em mim faz tempo, isso não é novidade...
Mas tenho sempre a sensação de um pedaço faltante, sobrando espaço, algo e o lugar...
– ah, e falta aqui, também é você. Você é tanto pra mim e importa, - importa sim que eu sofra.
Aliás, já sou ótima nisso ultimamente.
Tem esse espaço que você ocupa; esse que pulsa e sangra; esse que cava e estanca sem se tocar, - sempre é um só riso. Mas nunca, um riso a sós.
São tantos nós, é sempre. Tantos são os poréns também, porém ainda é sempre ainda e até e quando.
Eu sofro e sonho. Eu amo e encanto.
Esforço-me muito pouco ultimamente, também é verdade, mas, por favor, perdoa.
Seu humor e estado e é tanto bruto, comigo, eu penso. Eu tenho medo e culpa sempre; Eu tenho tanta sempre, eu sei.
Mas, Amor, que um dia não será mais meu...
Não vou te deixar, seguir-te-ei em pensamentos, meu bem.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Certas vezes penso que as nos falta certo... "tônus" na vida.
A necessária [força] que nos permite militar por tudo que queremos e almejamos.
Por falar muito em "sonhos"... Já tive tantos e percebo que a maioria envelheceu como o portão de casa! Tem ferrugem nos sonhos? Ou eles já nascem geneticamente prontos para não vir a existir, quando o caso não for digno disso? De fato há sonhos que não podem vir a ser concretizados! Por questões éticas, morais e até mesmo racionais...
Meus sentimentos assim como meus sonhos resistem ao tempo e as intempéries... Eu me nego a desistir das coisas! Talvez eu seja uma "cabeça dura", ou quem sabe não adquiri a sensibilidade norteadora da vida...
Meus sentimentos e sonhos teimam em não aceitar o tal prazo de validade...
É... Escrevo por escrever e renomear palavras... Mas meu sonho se explica por não nomear nada e sim lutar pelos ideais de uma vida, que mesmo sendo minha, quero e preciso que seja dividido... Lutar pelos sinceros sentimentos que tenho.
Estes são, portanto... Os meus sinceros sentimentos...
A distância não é pura e simplesmente a ausência de outra pessoa...
Não é a ruptura impetuosa de uma relação... Longe disso.
A distância é estar junto, desejando estar longe, é estar colado (literalmente), mas com o pensamento mais dissociativo possível. E insisto em perceber que a distância, da maneira que aprendemos, em muito não se assemelha a realidade do que vejo! Do que sinto...
Talvez me sinta ligada as pessoas que deixei, pois sei que não as deixei totalmente. Que buscava ainda sim lembrar pequenos fragmentos da mesma.
Quem sabe, os elos sejam mais fortes do que suponha. Quem sabe eu guardei o melhor de mim para serem descobertos todos os dias, talvez guardasse coisas em mim, cujo descobrir é mais prazeroso com alguém... Guardei sim, e sem ter por que ou razão, e vou arriscar dos meus jeitos a maneira certa de mostrá-los... Meu medo ainda é que o coração pulse com ondas diferentes e arda no final de tudo...
Bom, a distância que há não me parece ser tão assustadora, por mais que a saudade sempre ocupe o lugar desta.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Clandestino

Nas trilhas sinuosas vou me perdendo, desviando para evitar...
Nessas inconstâncias vertiginosas - vertigens de tempo, de som...
Como perder-se? Perder o caminho ou razão de trilhar...
Nos perdemos aos poucos...
No conhecimento que chega.
Na poesia que fica!

Nos perdemos sem a identidade do porque (?)
Nos perdemos pelo que chegamos a buscar!
Sem encontrar...
Nos esquecemos no caminho.

Nos perdemos nos beijos comprados.
Nos amores rebaixados - desmerecimento indolor...
Desilusão que se acha, mas com certeza de ter!

Perde-se, acontece...

Perder para ganhar uma dor?
Perder para crucificar os espíritos da desilusão?
Perder par não derramar lágrimas de ilusão?
Perder para saber que ainda és forte?
Me perder...

Já começo a me perder nas palavras!
Na poesia, na tentativa inusitada do fracasso...
Nos versos e entonações anedotas... (humor cômico?)
De certo me esqueci nas dores do coração
Mas deveria agradecer por conseguir ainda sim, continuar e ter coragem...
Pelo suspiro de cada dia, pela força que me guia
No início da sinuosa...caminhada

Fustigante e inexpressiva...


Rumores...


[Solidão]

segunda-feira, 5 de julho de 2010

pequena fênix...

Me pego chorando...

As vezes amamos alguém, e esse alguém em dado momento sai da tua vida. Com isso o que era dupla cumplicidade passa a ser vidas unas. Você jurava que o amor que sentia já a muito não existe, mas você é pego de surpresa e todo aquele sentimento tido como morto parece ter ressurgido. Aí você se depara com o presente.... Onde está o passado?! Onde está aquele que deixei... A crueldade mais dura é perceber que as pessoas mudam, elas amadurecem e o teu passado agora já não existe. Os teus sonhos a dois já não passam de velhos scripts e que agora não são mais coerentes com o novo contexto.

Um dia deixamos quem amamos na ignorância de achar que estas pessoas estarão a nos esperar, mas isso não acontece, infelizmente nosso egoísmo não aceita o fato de que as pessoas têm suas vidas, suas motivações, suas aspirações, suas paixões e tantas e tantas coisas. Com isso aquilo que você deixou ou abandonou se torna outra coisa... Será que ainda é amor? Será que tudo pode ser como era antes? Infelizmente não - não que exista uma globalização no amor, mas a verdade é que nunca estamos preparados para o desconhecido. Quando você retorna da triste e solitária jornada percebe que a pessoa que fazia juras à você... Também seguiu um caminho, percebe que você não é o todo-poderoso e que por se achar assim, aprenderá com a dor de ver o que era teu sonho se tornar pesadelo.

Será que era amor? Será que é amor? Sim agora são duas perguntas... Nós humanos tentamos descomplicar o complicado que muitas vezes é nosso. Se hoje a pessoa que um dia disse que te amava se encontra ao lado de outra pessoa, isso não quer dizer que ela nunca tenha te amado.
Hoje eu aprendi isso...

Se ela ou ele te ama?!

Sabe, isso é algo para se deixar para trás... Pois amores são eternos, não podem morrer, mas como titãs são aprisionados para o nosso próprio bem - chamo isso de instinto de proteção. Então hoje eu vejo que ao reencontrarmos um amor, que antes nos paralisava, que outrora propiciava sonhos e confidências, isso não significa que ele possa ser revivido, pois milagres como ressuscitar que está morto são raros. Devemos entender que a vida segue seus próprios mistérios... Hoje entendo que na esquina de cada coração existe um segredo, um sonho, um medo... Existe em cada coração a cicatriz de um amor que lá passou e deixou pegadas.

Hoje reconheço que tive um grande amor e que deixei que esse grande amor de mim fosse usurpado... Eu o abandonei, fuga por amar demais - incoerente ou não aconteceu e agora estou colhendo tudo que plantei...

Quando amamos, deixamos um pedacinho do coração com esse alguém, pois ao nos entregarmos à alguem esse alguém nos toma algo, não apenas um beijo ou um simples fôlego, esse alguém deixa vestígios e digitais na nossa alma. Se você já teve várias namoradas ou vários namorados, sempre irá sentir ao vê-los com outra pessoa. Ao ver uns você sentirá algo forte, estes são os mais importantes da tua vida (esses chamamos de amores), outros não nos afetarão tanto (nossas paixões). O importante de tudo é entender que devemos cuidar de quem amamos. Hoje aprendi a lição e estou fazendo isso sozinha. Não quero errar mais onde antes errei, e também não quero despedaçar meu coração para tantos e tantos. Hoje eu quero me resguardar da dor e de mim mesma, pois as vezes por acharmos que amamos nos tornamos feras e até mesmo somos feridos no campo de batalha. Sendo assim hoje fico "offline"... Pois sei que assim poderei sentir as verdadeiras batidas de um coração apaixonado.

Hoje estou chorando, mas entendo que é hora de partir... O corpo está na minha frente, gélido e estático - é, está morto... Agora o que contemplo é apenas um amor que não mais existe, uma pessoa a mais, que antes foi meu amor, mais que agora nada mais é que mais um alguém... A dor é grande, mas temos de abandonar os que morrem... Coloco meus óculos escuros, enxugo as lágrimas, mas no coração ficam as coisas boas... O caixão desce e é hora de enterrar os mortos, antes que os fantasmas destes façam de nossas vidas um tormento... Muitas vezes buscamos reviver um antigo amor, um amor de infância, uma amor dito certo e eterno, mas na verdade o que contemplamos são apenas aspirações do passado, ou seja, um corpo mortificado por um presente que não está ao teu alcance.

Saio do cemitério do coração e aprendo que é hora de ir embora, a dor um dia passa e quem sabe um novo amor apareça para um piquenique... A verdade é que amores não encontrarei enquanto lamentar meus mortos - se matei ou não tal amor?! Sabe as vezes é melhor arquivar isso... Hoje já tenho esperança de que sozinha posso aprender mais e mais, para que no próximo relacionamento eu posso permitir que uma vida à dois seja vívida...

Permaneço assim...
Ignorada e abandonada...
Esquecida...

Não por todos, apenas por mim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma virtude

Hoje não te trago nem minhas dores nem minhas lágrimas; Já te presenteei com minhas desculpas falhas e mal elaboradas, em ocasiões onde quem necessitava ser ouvida era você, e eu como sempre egoísta tomo todo espaço... a fim de quê você nunca negará ajuda pra sua fenix.
Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo, que conversamos por longo desses dias... Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no teclado nessas madrugadas e em alguma janela sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Hoje mesmo, eu quis me comparar ao que havia me dito, sobre não nasci para amar ou ser amada, e vi que não é apenas eu que preciso de proteção ou que preciso de um abraço sem perguntar nada, apenas fazer. (Sinta-se abraçada).
Com esta me comparava, queria eu ser sua protetora, apesar de aparentar forte e independente, sabia que de tanto amar e sofrer por isso se fechava, eu queria apenas portegê-la, uma forma inútil, mas eu quis. Por você eu tinha um carinho especial, diga-se de passagem ser tudo muito novo porém, sinto.
É difícil achar pessoas onde conversas, choros, brincadeiras e até erros são discutidos assim, tão facilmente. Você já até sabe onde eu costumo errar, ora, meus erros humanos, extrapolar... Mas, a admiração e sentimentos ficam comigo, com mais intensidade. Eu quero servir como um alicerce, onde possamos dividir e receber conselhos.
O amor, a música & uma grande gratidão moviam tal anjo que era intermediário, não realista, mas tinha convicção que um dia as coisas mudam e que temos que simplesmente adaptar as escolhas, era sonhadora de pés no chão. Sabia o que dizer quando não dizer, adora me fazer rir com simples erros de português que até acho que são propositais e me deixa feliz com um simples apelidos carinhosos e apelidos singelos. Era anjo de entrada, estava ali e era ali que eu queria que estivesse. Mesmo quando seu humor mudava ou quando arrancasse os pés para facilitar andar.
Hoje, dani, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativa quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei, mesmo sendo virtualmente. Não me esquecerei de contar pros meus netos também de uma amiga que fiz no stoponline, onde não tinha nada para fazer além do tédio adolescente, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu:

“Nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas
bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe
pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora.” Metal contra nuvens.

Pois que assim seja, amiga. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Desconstruções - Martha Medeiros.

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não é tão doce, assim.

Tenho que reconhecer que tudo entre nós começou de uma maneira muito legal, muito bonita mesmo. Entretanto, bastaram alguns dias para que nenhuma das "promessas" que pareciam brotar naquele terreno que se criou entre mim e você frutificasse.

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu… do grande amor que parecia estar nascendo sobraram apenas algumas reminiscências, pois tudo perdeu a graça muito rapidamente, e o que era doce acabou-se depressa demais, como se fosse uma goma de mascar ordinária.

Foi uma pena, ou melhor, é uma pena, pois ninguém entra num relacionamento esperando que ele não dê certo.
Quero que você saiba que não me sinto bem e nem um pouco feliz em ter de lhe dizer essas coisas. Na verdade, eu gostaria de estar escrevendo para falar que tudo entre nós, desde a primeira vez que nós conversamos e até hoje é maravilhoso e gratificante. Mas, apesar da minha contrariedade, em alguns momentos da vida é imprescindível ser sincero, para evitar que um pequeno equívoco acabe assumindo proporções maiores e muito danosas para as pessoas envolvidas em tal situação de equívoco.

Sabe, apesar dessa decisão de me separar de você, torço muito para que possamos tocar as nossas vidas com mais alegria, mantendo em nossas almas e corações o carinho e o respeito que sempre tivemos um pelo outro.

Um beijo triste...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Sua solidão acabou, porque eu cheguei."

Assim que desliguei o messenger, repetia em mim "tristeza não tem fim, felicidade sim". Era aparentemente a trilha sonora do que passava na minha mente naquele instante.
Tentei fugir! Mergulhar em minha mente de funções atípicas do meu sistema, do meu corpo, onde aparentemente envolvo problemas matemáticos que um antigo professor desempenhava no quadro. Foi em vão. A música repetia-se ora com a voz suave do Tom Jobim, ora com a ríspida e sincera voz de Cazuza. Ou então, vinha apenas com um saxofone fúnebre habitual.
Pensei em tudo e fiz daquela "matemática", que era somente um pano de fundo, uma base para transformar em algo "a" mais. Ou pelo menos ser um pretexto bom suficiente para poder entristecer. Adicionei mais problemas, multipliquei impossibilidades. Subtraí de tudo, restos de alegrias, que naquele momento, aos meus olhos, eram restos. E por fim, não dividi nada com ninguém.
A música novamente veio, agora com uma orquestra sinfônica e uma voz doce de um homem não mais qualquer. Nesse momento, tive vontade de rir. Do meu melodrama. Da minha mania de fazer a realidade virar uma cena, jamais assistida, de um filme. Um belo filme.
Eu sabia que isso era só começo. E ainda sei. Não como uma mente pessimista, sem esperança. Uma mente já madura perante a isso. Acostumei com essas loucuras, esses desalinhos da vida. Então, cansada de ouvir a música mental, cansada de ficar pensando e simplesmente pensando, nada resolvendo, comecei a prestar atenção no cálculo daquela velha aritmética. (Que nunca consegui ao certo descobrir 'onde começa'). Esqueci dos meus históricos. Do que me falaram. Fiquei tão concentrada naquela aula tão, pelo menos para mim, repetitiva, que bateu o sinal. E pensei comigo: "Os loucos foram liberados do hospício. Uma correria afobada, disputa de todos, para ver quem sai do manicómio primeiro. O sinal foi um meio de voltar a ouvir " Tristeza não tem fim, felicidade sim", não sei porquê, mas foi..."
Quando eu saí daquela insônia terrível e tediosa, não senti frio e só consigui ver o céu azul que estava lá fora, e minha mãe não estava lá. Que raiva, pensei. Cadê minha mãe? Eu quero minha mãe! Eu quero minha mãe. " Tristeza não tem.." Preciso contar a ela o que ocorre com o seu bebê, como a própria costuma referir-se.
Mas lá estava ele... Um dos meus referenciais da loucura, da certeza e de paixão. (Embora odeie o termo). Embora também pense: "O que eu não odeio?"rs.
Meu botão de escape da loucura, que me retorna e torna a realidade, não tão má, não tão ruim. Mas a realidade que ele me ensinou a viver durante os três dias mais vividos. Idiota, feliz. Porque no final, é tudo relativo. Sem planejar detalhadamente o amanhã... Entrei na tua vida e vice-versa. O som das músicas, nas quais os significados soam pensar em ti e nas sensações de tri polaridades que consegue exercer em minha mente, tento jurar. A minha música, já muitas vezes mixada, da minha mente, finalmente acabou. Meu bem.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

apenas silêncio...

Estamos aqui, reunidos isoladamente, sob as mesmas reivindicações.
São efêmeras as alegrias, são infinitos os problemas... Eu não quero voltar a ser criança para ser, novamente, idiota. Adulta que seja, eu quero ser o que sou. Hoje sou estúpida, medrosa, mas com lágrimas e tormentos, enxergo um mundo mais real... Ou só acho que enxergo?
Atarefada de lamentações, passamos dia após dia a mergulhar num tal de ego. O muro que subi foi para me proteger, mas também, para ficar tudo mais centrado em mim. E lengalenga de problemas montanhosos que não acabam, se multiplicam, sucessivamente. Mitoses mutantes, alotopradas, conjugando suas cópias numa só, um gigante que intitulamos o maior de todos os problemas. Seja ele qualquer merda que for. Culpamos um motivo central para todas as aflições.
Hoje, inutilmente, convido-me a desfragmentar esse gigante. Vamos despedaçar o grande problema. Terei mais, mas terei pequenos. A forma de fazer tal aterfato, eu não sei. Tenho medo do que não devo sentir.
Mas eu uso um caminho amador de quem quer muito parar de sofrer mazelas. Olho para o próximo e aspiro, com forte ousadia, o que posso. Se de lá saem problemas, cá estou para dizer: Fique firme.(Enganando-se todos os instantes que repito isso). Embora eu não esteja em meus próprios, dizer para os outros, me conforta.
Vejo solução em quase tudo...
Tão isolados, não evoluiremos. Sim, a vida vai passar. Cada dia mais gelo e mágoa para a gente ficar naquela fortaleza hipócrita de ser insensível, mesquinho. E ingrato.
Para quê tanta privacidade? Falarão, de qualquer forma, falarão. O amor ao próximo é um pensamento, cientificamente, genial. É um pretexto para unir seres que só tendem a se separar, à medida que crescem. Nascemos paratisas, sugamos do seio de uma mãe que não honramos o suficiente, dependemos de um pai que nunca poupamos. Depois, deixamos nossas colônias, as famosas famílias, para sermos um só. Mesmo ao lado de tão queridos, amáveis, eternos, lindos, amigos; mesmo ao lado de meigos, fieis e fortes irmãos; mesmo com conjugês e qualquer adereços humanos; somos individualistas. Eu. Nada mais.
Estou aqui, braços abertos, sinceros, calejados, querendo fechar para uns, querendo abrir para uns tantos ingratos, querendo esmurrar a maioria, e finalmente, querendo abraçar quem precisa de verdade.(Mas o que fazer quando quem precisa de um abraço é você?) Porque eu necessito dissolver meus problemas em minhas próprias lágrimas. Preciso fazer do meu gigante, pequenos incômados quaisquer.
Extremamente à "flor da pele". Sim, eu sou e sempre vou ser aquela que ama, que tem paciência, que perdoa, que planta o bem, que morre e nasce quantas vezes por possível para purificar.
Mas agora não. Sem paciência, não vou deixar meu corpo podre morrer para renascer. Quero aproveitar ao máximo de meus erros, usá-los como pretexto de outros. De minha voz que dizem doce, que não mais fala, envenena a mim mesma, como forma mesquinha de desabafar o que penso, que sinto e o que não deveria sentir. Me sinto impaciente, estou mexendo minhas pernas mesmo quando durmo. Estou com tiques, minha fome diminuiu, quero mais chicletes. E até quando fumo, entro num colapso de fumaça prazerosa até chegar ao desprazer do excesso. Gosto de ser assim, gosto do poder que sinto, gosto do simples fato de ser "assim". Quero ter raiva, preciso ter raiva de mim.
Porque eu sei, que daqui a poucos segundos, tudo isso estará dissolvido em lágrimas próprias. Dito e feito, estou limpa, vou sujar-me com o mundo, para recomeçar esse ciclo idiota. E me revolto que quando criança, eu não era pura e nem boa, só não sabia das coisas. E tenho raiva de terem mentido para mim... Minha pureza vem de agora. Dessa raiva e revolta. Sou teimosa, gotejo sangue, tenho feridas abertas e estou suja de mundo, mas eu estou aqui. E sempre vou estar aqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E fazer a mágica dos dias de frio no corpo e de calor na alma.

Não me reconheço mais. Sério! Acho que estou ficando doente porque né? Vamos do começo. Ele chegou. Me ligou, nos vimos, foi lindo, todo o blá blá blá, eu fiquei feliz. Mas no outro dia... Cadê os malditos fogos de artificio? Cadê o sol brilhando mais forte, o dia sorrindo e os sininhos tocando loucamente?
Pior!
Onde foi parar a vontade louca de falar, ver, abraçar? Foi quase como um assunto pendente resolvido. E isso é estranho. Porque ao contrário do que sempre acontecia, dessa vez ele não bagunçou minha vida... Só arrumou. Colocou tudo em seus devidos lugares. Eu deveria agradecer?


"Somos, se pudermos ser ainda
Somos donos do que hoje não há mais
Houve o que houve e o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Se não, irá nos ferir o não
Mas quem não quer dizer tchau?"

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mentiras, sinceras.

O sussurrar suaviza em meu ego
Uma verdade, assim, sendo só minha verdade...
E em pleno tempo onde não se existe certezas.
Onde existem mais o não dito de algumas coisas
Em tempo de tanta falta de juízo.
O que passam na mente dessa gente
Será algum prejuízo?
Que medo é esse de assumir e acreditar?
Que medo é esse de dizer a mentira sincera...
O dia em que o mundo acende mentiras
E eu escuto, sozinha, minha própria voz
Uma verdade, assim, sendo só minha verdade...
Num lugar onde não há mais tanta alma
Que mereça tamanha sinceridade!
Não será covardia minha?
Porque pensar assim, sendo que teu coração é puro
Sendo que sua vida é calma, serena.
É dócil saber que posso inventar meu mundo
Mas isso não justifica fazeres com que outro sofra
Não aceite pessoas levianas, não é doce.
É amargo quando, de fato, ele não existe
E por isso e outras, por fugas e para concluir,
Uma verdade, assim, sendo só minha verdade....
Abraça-me, em seus braços macios
Me deita em seu leito tão quente.
Diga-me a verdade, ao menos que seja a coisa mais cruel.
Não me decepcione...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Anestésicos

A dipirona é meu amor. Hoje ele me ajudou, ele me curou, me anestesiou. E eu ri.
A dor de cabeça, que também é meu amor, se foi. Ele que me avisa dos meus deslizes, ele que estampa "estresse" na minha alma que é muito, muito calma. Ele que me deixa dormir e sonhar e agonizar de dor, implorar: Deus me ajude. Ele que me faz ter sonhos tão avisáveis, que me avisam dos caminhos tortuosos que insisto em caminhar.
Eu não estou tão errada assim. Só sou produto de um meio errado.
Eu não te amo tanto assim... Só sou uma exagerada em palavras, que se dividí-las por mil, se tem o real significado.
Eu não estou perdida. Fiz 300 palavras em um vocabulário jurídico maluco, uma elaboração de lei e li livros gigantes. A má distribuição, a necessidade da pobreza, miséria, para se ter riqueza e um PIB bonito lá fora. Tá vendo a diferença? Eu estudo com o sangue que tenho. E quando estudo, aprendo.
Eu quero me formar em Direito, mas tenho a alma de uma poeta. De uma filósofa ou qualquer adjetivo que seja taxado pela loucura e liberdade de pensamento.
Eu sofro, por isso. Porque embora seja o curso certo, estou no lugar errado. E vou estar sempre, porque eu sou àquela que grita.
Hoje eu estou feliz. A dipirona me abraçou, me aninhou. Me disse, não com a voz, mas sim com os olhos que sei viver muito bem comigo e com ele. Não preciso de seus mimos forçados. Não preciso de sua dó grotesca. Não preciso que me pergunte como estou. Porque sempre vai sair destes olhos: A sinceridade, e isso só compensa para quem realmente quer saber como estou.
Eu chorei no domingo, quando abracei ele. Meu irmão. Ele me faz pensar assim: Que se exploda o mundo, mas você vai estudar e deixa o mundo lá fora.
Que se exploda o mundo. Que se exploda esse blog. Que não morra ninguém, só pra me ver vencer.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

..--...-...-.--.---

Código Morse: exatamente assim que meu coração está. Minha cabeça, tudo. Em código, que ninguém, e ninguém mesmo conseguem entender... Nem os mais próximos, os que sabem exatamente o que eu to pensando só de olhar pra minha cara de "perdida no nada", os que conhecem meu sorriso de canto de boca, os que entendem quando eu estou calculando as possibilidades. Nem os mais afastados que acham que me entendem, que vêm nessa cabecinha teimosa uma menininha mimada e doce. Nem eu entendo. Isso é o mais grave. A única coisa que eu sei direito mesmo, é que eu tenho essa minha mania de felicidade. Oh inferno! Tá tudo lá, lindo e aparententemente correto e lá estou eu um instante depois reclamando: “cadê a minha felicidade”? Tenho a péssima mania de me cansar rápido de querer sempre mais, de ser essencialmente insatisfeita. È assim desde criança, quando minha mãe me matriculava em natação, dança, volei, karate, teatro...E eu sempre desistia antes mesmo se saber o mínimo possível da atividade. É assim agora, já toda virando adulta, quando me canso das disciplinas, dos livros, dos comodismos. E é assim quando eu fico sozinha. Pensando no fracasso do meu querer. E ainda há quem diga que isso de querer sempre mais é bom, mostra que você não se acomoda. O problema é que em alguns momentos eu queria muito, muito mesmo ser acomodada. Não me sentir falida. Não ter que começar tudo de novo. Tomar decisões e depois parar e perguntar : “Ok, e agora? Eu faço o quê?”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Seu efeito, sobre mim...

Não existe nada nesse mundo que possa, simplesmente, tocar no meu amor que sinto por você. Não existe quem ou o quê possa fazer isso. Nada muda, interfere, nada destroí um amor que não precisa de estrutura para existir. Não consigo ser minha, sem ser tua...
Um amor que, como labareda de fogo, queima tudo pela frente. Queima a própria água, queima a própria falta do que queimar. Um amor que atravessa vidas, almas, caminhos, destinos, distâncias. Meu amor por você existe antes mesmo de eu existir, gosto de apostar nisso. É maior do que posso sentir, não cabe em mim e estravaza por aí, pelos meus caminhos.
Se eu tenho raiva de você, tenho sim. E muita. Mas nem isso toca no amor. Ele cresce tanto que engole tudo que vê pela frente. Até mesmo a raiva, que creio que logo irá se consumir.
Não há amor comparado com este que já senti. Eu mudaria por você quantas vezes possíveis, achando ótimo fazê-lo.
Eu daria para você a felicidade que há em mim. Mudaria sua vida, se pudesse, tiraria todos seus obstáculos com minhas próprias mãos. Seria, até mesmo, seu sacrifício quando precisasse sofrer, sofreria por você. Porque o amor que sinto é gritante e intocável. Sinto raiva e vou sentir por um tempo, tempo que seja. Mas estarei te amando de longe. Muito e sempre muito.

"Eu faria você sorrir todos os dias de maneiras diferentes."

Saturno

E o pior de tudo é que eu te amo. Não aquele amor obrigatório de quem tenta ser grato. É um amor além das malditas palavras que eu falo, sempre quando você me irrita. Aquele amor que se maltrata, abraçado pela raiva, acolhido por uma implicância. Um amor de quem tem orgulho e muito arrependimento, quase rancor.
Eu não a amo, eu te amo. Amor, na verdade, jamais precisou de formalidade. Amor é feio, fala errado, anda torto e é sonso. É esse, o mais mal vestido, trapo e fedido, que sinto por você. Às vezes se aninha no meu humor variante, às vezes é tão racional, que é quase fingido.
Antes, dizia que amor machucado virava ódio. Mas não, não é verdade. Meu amor por você, que tem partes aleijadas, é tão vivo quanto qualquer outro que sinto por aí. Ele é bizarro, mas é puro e sedento. Quer seu bem. Quer a sua, mais que a minha, felicidade. Quer vê-la sorrindo, cantando ou com os olhos brilhando de quem sabe driblar essa maldita vida.
Meu amor pode perder seus membros, mas regenera. Ele não morre, é imortal. Morre eu, morre eu duas vezes! Mas o meu amor, fica. Aqui, cravado em qualquer coisa que possa ser fixo. Fica no meio dessas coisas ruins que às vezes eu falo, fica escondido atrás das minhas queixas de seus defeitos, dos meus eternos dramas e mimos.
Nada, ninguém, nem você, que é o motivo dele existir, o destroí. E eu quero dizer, que desde que eu pus minha cabeça nesse mundo, sou ingrata. Chorei, ao invés de rir. E choro até hoje, ao invés de rir para você. Não falo todos os dias, mas deveria dizer: me perdoe, te amo. Sou teimosa, não consigo ficar calada quando eu tenho, não consigo ter a maturidade que deveria, mas eu te amo. Amor feio, mas eu juro, um dia ele ainda vai ser lindo, igual você, mãe.

domingo, 9 de maio de 2010

É estranho, é verdade


Não se pode subestimar o amor. Dizem que falar eu te amo é só quando se vive um grande amor afetivo. Mentira. "Eu te amo" é uma frase lembratória do amor. É como se fosse a chuva para regar um jardim. É como se fosse um alimento, um sustento, uma estrutura. Dizer te amo, é a chave para abrir portas, cravadas de dores, fechadas por aço e por medo. Dizer te amo é a cura da angústia, o abraço doce de um viver amargo.
Não repita a frase pronta que se diz o mundo : "Pra que dizer te amo se você já sabe?". Isso é tolo. É estúpido. É egoísta. Dizer eu te amo não é pra ninguém saber, é pra lembrar. Lembrar pois, em um dia-a-dia cheio de aspirações, falta de tempo, loucuras, buzinas, pessoas, olhares, risos, choros, gritinhos irritantes, é preciso lembrar o sentido do viver. É preciso lembrar que em um dia-a-dia tão corrupto, submisso, humilhante, arrogante, ignorante, você é amado, é alguém.
Somos treinados a esquecer o amor de todas as formas do mundo. Se você for esperto, saíra com dificuldade. Se é tolo, se prenderá com grande facilidade.
Dizer "eu te amo" impulsa a lutar. Nos faz sentir acompanhados, quando sempre... sempre sentimos sozinhos. Dizer "eu te amo", ora, é bíblico, sábio, educado, bonito!
Mas não seja monstro e vai sair falando "Eu te amo" sem amar. Ame. Respire. E diga "te amo". Com todas as letras!

Pra mamãe. Pro papai. Pra irmã. Pro irmão. Pro amigo. Pra amiga. Pra aquela pessoa...

Fim do túnel...

Qual é o problema com o mundo, afinal? O que todo-mundo vive?
A verdade é que estão impondo a desmoralização da profundidade. Algo ligado com a intimidade escassa, a falta de essência, excesso de aparência.
Viver fingidamente feliz e em vão. Acumular dezenas de centenas de milhares de 'amigos' do orkut, ou contatos no msn. Sair por aí, para dar uma volta mesquinha na rua e toda hora encontrar alguém, um 'amigo' por aí. Sair abraçando gente, contato superficial de pele sob tecido com pele sob tecido. Dizer 'Como vai?', sem a mínima noção do que isso representa. Na verdade, sem querer saber como, realmente, vai aquele alguém. Ou responder 'Vou bem e você?', quase que automático. Praticamente uma ação do sistema nervoso periférico, como um ato-reflexo. Vai bem mesmo? Nunca se sabe...
Os vazios hoje em dia, não vem em forma de vazios. Vem num recipiente chamado tédio. Vazio. Recipiente que nada preenche. Nada o destruí. Ou ao menos, entorpece. O tédio que o segue como labaredas de fogo seduzidas pelo álcool para qualquer mísero ou bom lugar que se vá. E uma hora, ou nunca, chega-se o pensamento, o suave pensamento como uma mão macia de mãe sobre nossas cabeças confusas: ' Quem realmente é seu amigo? Quem ama a você, a ponto de ensinar com o ato, o verdadeiro amor?'. E depois dessa suave mão, vem o murro. Que não só racha a cabeça como o cérebro e seus componentes. Não há intimidades. Não àquele que ama de verdade. É tudo postiço, verdadeiro aplique fantasioso do mundo moderno.
Fingir. Driblar a solidão com excesso de pessoas. Excesso de superficialidades, só aumenta o tédio.
Colecionar amiguinhos que diz amar-lhe, é uma estúpida moda mundana. Aumento do tédio, do vazio do tédio.

Sejam bem-vindos a profundidade. A clareza e verdade. Sejam bem vindos, meus poucos, tão poucos e muito poucos, mas amigos. Amigos que estão comigo. Amigos que me conhecem. Amigos que se importam comigo, ainda que não sendo a solução dos meus problemas, mas sendo uma força adjacente, um apoio real, para a luta armada, chamada vida.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aos seus amigos

Traumas, perdas, mentiras, ilusões. Quantas dessas pesam o peito. Afogam, amarram nossa alegria. Nos limitam a crer, que podemos livrar delas e tantas outras mais. Nos deixam duros e sésseis para viver intimidades, viver em profundidade com outréns. Freiam a velocidade cardíaca de querer bater mais e mais rápido. Impede a mente de fluir qualquer relacionamento.
Na infância a amizade viera sem planos. Um 'oi' ali, uma risadinha acolá e prevalecia a união. Quando pequenos, no jardim-de-infância, você queria ser amigo, brincar e deixar a imaginação dialogar. E era findada o amor entre amigos, ainda que um amor, assim banal.
Já o crescer, florescer, estourar e pipocar, sucederam em experiências mais íntimas e sérias. Amizade que era laço inquebrável, segredos guardados, boas lembranças. A vida que ia sendo como uma canção, e ele ou ela a sua dança perfeita, seu amigo, irmão ou amiga, irmã; Companheiros de toda a jornada.
E, ainda no crescer, o baque. Surto de brigas, laços quebrados. Ela é chata, não fala o que pensa. Já ele fala demais. Defeitos iam escorrendo da união certeira, as pessoas eram complicadas demais para entender, eram erradas, feias, bobas e chatas. Complicações e frustrações.
Mas na vida passageira, a chuva vem, a chuva vai. Logo vem novas pessoas, boas ou não, mas pessoas. Companhias que repelem a solidão de sábado a noite. No entanto, não era tão colorido assim. Amizades agora, seriam seletivas.
A vida não pára de correr contra o tempo, que mancha de sangue os sonhos. A vida crescida, adulto formado. Amigos aliados, amigos caídos. Os que ficaram, não podem mais ir, porque se chegou até aqui, queira Deus, que dure pra sempre. E os que foram? Pouco importa, precisamos criar nossos filhos.
A cada segundo seu coração cristaliza, endurece e fica mais forte. Não que seja ruim, um pouquinho de dureza, afinal é ela quem dá a resistência e suporte. Mas a cada segundo, ele continua assim. As pessoas que vem, as pessoas que vão. Amigos entrelaçados nas promessas da eternidade, você é o melhor, você foi a melhor. Um dia perder amigo, é algo que faz parte. De tantas passagens, mais um se foi, para um novo chegar. Não são pessoas falsas que você desperdiçou o seu tempo, são pessoas, espectros do tempo, do mundo, do destino.
Vieram, beijaram sua testa. Apertaram sua mão até um dia cansar. Ou cansa você, ou cansa a mão que aperta a sua. E parte pra outra testa, outra mão, outro personagem de sua história.
Cale essa voz que soa em seus ouvidos, dizendo que humanos são podres e falsos. Isso é, pode ser, mas você também é humano. Antes era fácil fazer um amigo, porque não havia medo, interesse e trauma. Não caia na armadilha de ser frio com a vida. Amigos são partículas que aquecem seu coração. São moléculas agitadas que esquentam a sua vida. Amigos ficam para sempre, na lembrança e no passado, no hoje em sua mente.

Realmente, espero que compreendam...

Complexo...

Me sinto pequena, me sinto um filhote. Me sinto um bebê ou uma criança de cinco anos. Sou insegura, tenho medo. O futuro é meu bicho-papão de todos os dias, a loucura de pensar o que vai acontecer, o que pode acontecer ou o que não. A insustentável paz que colho, ao plantar em lágrimas, meus sonhos. Artigos definidos antes de meus sentimentos. A dor, o amor, a carência, o orgulho. Tudo que intitula meu doce paraíso imaginário, numa piscina onde habitam os mais belos sentimentos, embebecidos no amor, a dona, rainha, a maior.
Mágoas inativas, mas existentes em meu coração. Ligadas à agonia da inconfiança humana, ligadas aos traumas que ora me protegem, ora me faz de otária. Mágoas que mortas, mas existentes. Mágoas e seus esqueletos, enfeitando, preenchendo meu espaço emocional, cuja nomenclatura mais vulgar é coração. Eu tive medo, tenho medo e sei que terei. O medo me faz conectada ao seu ser, de forma total. Sou sua cria, sua filha, seu fruto. Sou o produto do que um dia creu amar, sou a extensão do mesmo.
Minha vida não seria, se você você existisse. Mas creia, mesmo se eu nascesse por osmose ou telepatia, não seria. Eu não poderia existir sem suas palvras, sem seu amor. Sem sua face de menina. Não, mãe, não sem você.
Suas palavras, pesadas ou leves, doces ou amargas, certas ou erradas, me faz continuar. Nessa luta tão enfêmera contra a própria morte. Nesse vai-e-vem das dores, temores e horrores. Nos altos e baixos da alegria. Sua sabedoria, me incentiva como ninguém conseguiu. Sua face, me induz a ser alguém. Olhar em seus olhos, por traz destes óculos, me causa a nostalgia, o arrependimento de ter crescido um dia, saído do seu colo, do seu abraço, do seu mimo. Mas que mesmo assim, esse mesmo olhar de mãe amável, me faz ser o que sou.
Eu sou teimosa, sou má-criada. Sou respondona, crítica e chata. Não concordo com seus pensamentos, brigo. Eu não entendo sua posição, critico e pergunto. Não gosto de ouvir certas coisas e com a mesma pirraça que tem, falo coisas piores. Eu tenho pensamentos diferentes, são próprios, são diferentes. Eu sou 'do-contra', mas sou tão sua, sou tão humana, como outréns.
Eu sou amável, cubro-a de elogios. Sou carinhosa, falo que a amo só para ver seu rostinho de menina satisfeito. Sou guerreira, ninguém me tira da luta. Não tenho preguiça, não sou mesquinha. Sou seu espelho em coisas que faço. Sou quase você em coisas que penso.
Minha mãe, minha razão de viver. Eu não posso ser feliz se não for. Não há condições, fugiria das leis da física, se eu fosse. Eu a amo, estarei sempre com você. Porque é minha razão, meu maior motivo de viver.
Eu tenho muito orgulho, ainda que criticando, de você. Meu amor pela senhora é maior do que Saturno.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Morrer de verdades...


Eu sou intensa no que vivo, meu erro é acreditar demais. Esperar das pessoas a boa atitude, o bom senso, o normal edificante. Nietzsche disse que o grande defeito dos sinceros é achar que todos são sinceros também, eu erro nisso, eu sofro por isso. Porque não consigo simplesmente deglutir as desgraças do mundo, porque não consigo ignorar minha idiotice de não dá esmola, de não abraçar um velho mendigo. Exatamente o porquê da minha dor: minha ultra-sensibilidade.
Creia, não sou anormal. Sou apenas o pacote de sentimentos acumulados que resgato da lixeira das pessoas. Eu apenas sinto muito do que a maioria desligou. E pior do que entender sua dor, a dor dele e demais dores, é aspirar a dor pra mim, sentindo-a: meu maior defeito.
Fico sempre repetindo à mim, pare de achar que tudo é sofrido. Você chora pelas pessoas e inunda a cidade, você vê as pessoas afogarem e chora mais ainda. Não acredita muito nelas, entenda, alias, você sempre soube que ser humano machuca, erra, mente, odeia por puro instinto, tendência. A nossa tendência é essa, o fracasso, o acabado vazio.
Porque dentro de cada ser existe muito potencial, existe muito poder, muito domínio. E de tão grande se confunde, deixando aflorar os sentimentos mais pré-históricos, violentos e toscos. Forte não aquele que não chora e não sofre, mas aquele que vence o ego e chora, e sofre. E geme de dor, esperando acalento. Forte é aquele que permanece nos bons modos, no amor, no perdão e na justiça.
Se existe tudo de errado no mundo, é a fraqueza. Só a fraqueza.
Portanto, eu sei que sou assim. Duas vozes em mim. Uma diz: revolta. Outra diz: adapte-se.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Passe bem!

Bem vindo ao mundo da adaptação e justiça. Aqui você não bem escolhe, mas produz a adaptação do que fora escolhido para si. Aqui você não sai de mãos limpas, mas carrega o peso do que fez. Ou quem sabe, a leveza. O mundo justo é conservativo. O que inova é o que está fora, porque o que está dentro de cada ser humano é conservado, é o mesmo. Somos ainda "seres humanos", embora o que conduz a força da personalidade é própria educação e maturidade. Inúteis seres humanos que agem com violência. E a violência é a forma mais arcaica e pré-histórica de se resolver as coisas. Seres humanos gritam quando querem, mas não é bem assim que a Dona Cirlene conduz-nos ao bem estar. Parece até que vos ouço dizendo: - Não maltrate quem está do seu lado, muito menos aquele que longe fica... Bem vindo ao mundo da justiça, aqui você faz, aqui fazem com você. Qualquer que seja sua lágrima ou seus prantos ressentidos, não tenha medo e nem revolta, é seu mérito, o trófeu do que pode conquistar. Não tenha pena de quem sofre, porque sofremos aquilo que caçamos sofrer. Sim, é. O mundo da justiça é assim. Aqui você não escolhe a cor de sua vidinha, nem ao menos grita com o ritmo que ela toma. Você se cala e se adapta. Não existe espaço para seus mimos no mundo da adaptação. Podemos escolher nossos sonhos, mas sonhar é somente para os fortes. Fortes que tem a capacidade de assumir suas dores, em prol do sonho, fortes que tem a maturidade de se adaptar ( de modo benéfico e positivo) às dificuldades e mesquinhez do mundo. Por que o mundo existe? Ele existe e não cabe aos humanos saber porquêres inrespondíveis. Eis o mundo da adaptação.

domingo, 28 de março de 2010

Ah, caí em prantos e confusões, por que preciso de outras vozes, outros braços e abraços, quaisquer que sejam, os humanos?
De que me serve seus sorrisos, suas maldades e individualismo? E eu lutando contra a confiança, acreditando que se eu crer em promessas e palavras, serei tola, serei imatura. De que vale então você? Ou melhor, todos vocês.
Se não posso confiar, se não posso abraçar de verdade, se tenho que obrigar meu cérebro a ter consciência de que são, vocês, apenas meros mortais, humanos nojentos e vaidosos, por que eu preciso de vocês para ser feliz?
Deveríamos então, sermos auto-suficientes. Não em termos físicos, preciso do médico, do pedreiro e da professora. Mas auto-suficiente espiritualmente. Não queria precisar de nenhum pedaço humano para sentir-me feliz e completa.
Deveria sermos auto-suficientes... e somos.
O tempo introduz na dança da vida, que não preciso e não precisa de ninguém para ser feliz. Sim, nasci auto-suficiente, você também! Somos ao mesmo tempo, independentes e dependentes.
Porque apesar de eu não precisar de humanos para ser feliz, são eles que aumentam ou diminuem minha felicidade. São eles o controle da potência dela, que seja boa ou ruim.
Eu posso ser feliz, se eu amar a mim e acreditar em Deus. Se creio no perdão, no amor e na liberdade. Liberdade divina. Mas são vocês, pedaços humanos, que tornam minha felicidade mais ou menos intensa. Numa oscilação prazerosa, misteriosa e bem vinda.
Estou completa comigo. Mas são vocês que dão ritmo. O choro e o sorriso, o desespero e a gargalhada, enfatizam minha vida, liberta minha conduta.
Ora feliz, ora triste, por vocês, aumenta o degrau de subida até a o topo da eternidade. A plenitude intocável da satisfação futura. E não significa que sem a constância do sorriso, não possa existir a paz da felicidade.

Fraqueza...

É por isso que existe a força. É mais um valor inventado para o fracos. Porque quem é forte, não precisa ter força, nem sente falta dela. Nem sabe se um dia foi forte ou fraco, ou qualquer coisa. Forte passa despercebido em muitas crises e frustrações. Eles a sentem, eles a vivem, mas quem disse que percebem? E se percebem, querido, é por dias banais. Pouco. Pouquíssimo tempo.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.

sábado, 27 de março de 2010

Medo.

É... Estou quase acostumando com a dor, que de tão má, me deforma a uma forma qualquer, que não sei. Sou uma coisa que não reconheço, uma pessoa que não tem mais identidade.
Sem alma, sem rumo, tentando aceitar os fatos da vida e nada mais. Tentando entender que realmente não é fácil manter o coração puro, manter o coração limpo diante das dificuldades e maldades.. tudo culpa da dor.
Eu sonhei e hoje estou confusa dentre sentimentos de arrependimento e de orgulho. Ora sinto vontade de voltar ao passado e jamais ter ousado sonhar algo tão grande, ora sinto um pouco de alegria de ter tantas feridas, sangue pelo corpo e tormentos, preço pago pela coragem de enfrentar o mundo, ganhando ou não, sou vencedora do medo. Não temo o destino.
Ainda mais assim, despedaçada. A tristeza já é tão minha que não temo mais senti-la. Eu sou uma triste muito feliz, talvez sentindo a verdadeira felicidade. Igual uma linda rosa, mas cheia de espinhos, que não deixa de ser linda, não deixa de exalar seu perfume.
É muito fácil ser feliz quando não enfrenta o mundo.
É muito fácil dizer que a vida é bela, quando só se acordar, come e dorme, vivendo num ritmo mórbido, quase seco e sem luz, uma vidinha tão normal e tão ingrata com a sede da alma que é intensa e eterna.
Não que se deve errar e errar... fazer loucuras, perder juízo, ser um tolo intitulado intenso, que vive todas as experiências da vida como se isso fosse viver.
Eu que não sou cobaia para sentir todas as coisas, viver todas as experiências. Não sei de tudo e vivo. Vivo porque eu continuo a acordar em paz, mesmo dormindo com minhas feridas abertas e quase podres.
Uma hora secará. Porque meu Deus, não falha. Nem comigo que sou uma filha teimosa. Que sou rebelde e impaciente.
O dia florescerá para mim. E depois haverá, novamente, tempestades, antecipando mais uma bela manhã de flores.
Entre chuvas e flores, entre tormentos e risos, eu vou traçando minha vida. Sendo a triste mais feliz desse mundo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meu coração é secular...

Mais uma vez, chegamos a tal ponto, talvez o climáx do fracasso, que foi preciso uma briga para inventar-se perdões e enfim, reconciliar-se. Não da briga que tivemos, mas da mágoa que guardamos durante esse bom tempo que fingimos não doer. A briga foi um pretexto para haver uma reconciliação que seja, talvez abraços sinceros de perdão, talvez promessas cobertas de amor, mas qualquer ato de carinho, que derretesse o gelo infinito que estava exatamente entre nós.
Seres humanos são sempre os mesmos. Se acontece comigo um erro, acontece com todos, o mesmo e exato erro, que se põem com outros trajes, mas continua sendo mesmo.
O ego, orgulho, o eu, o egocentrismo existe sim e está nos corações mais bondosos assim como também nos mais perversos. Evitamos, mas não soubemos resistir. Vez ou outra eu topo com esse muro e bato de cara. De frente. Machuco. Caio no chão.
Lá, machucada, me recomponho. Como se minha alma, meu verdadeiro eu se perdesse dentro de mim e só no chão, em pedaços, para achá-lo de volta. Eu amo estar assim.
E na verdade, estamos assim. Nós dois, aos cacos. No chão. Enquanto eu pego seus restos, você me ajuda, pegando os meus. Juntaremos o restos que a vida fez de nós. Mesmo que nesse momento seja preciso eu pegar um pouco de você, para me recompor, mesmo que seja preciso eu dar um pouco do meu eu, para você se recompor, nos recomporemos.
Eu sempre soube que essa história era mesmo muito idiota para ser tão complexa. Sempre soube que por trás de tudo, havia um outro sentindo e hoje sei que esse sentido é o que sempre busco na vida, porque você, melhor do que ninguém, me ensinou a buscar o que há de mais verdadeiro. Nosso amor nunca não foi verdadeiro, mas por um tempo, por um longo tempo, foi calejado demais para ser puro... Foi sendo tampado com mágoas infinitas e engolidas, todas invisíveis. Fingimos que estava tudo bem, enquanto estava sendo afetado o que há de mais verdadeiro e puro no mundo. Como vírus que se instala no corpo e fica lá durante anos pra depois matar subitamente, sem avisar.
Antes que o amor morresse, veio entre nós muros. Batemos de frente. Quebramos a cara.
Hoje fico triste, não porque o perdi, não porque me redimi demais, nem porque estou afetando meu orgulho, acho que é porque foi preciso todo esse tempo, toda essa ladainha, para eu perceber tudo isso. Porque eu abri meus olhos, deixei que as lágrimas lavassem minha alma e agora eu enxergo que parte da minha vida sem seu apoio é um buraco negro de uma estrela que muito brilhou...
Não sei como vai ser bem esse nosso recomeço, do que na verdade, nunca teve fim! É um recomeço forjado, só pra renovar e eliminar o que polui.

terça-feira, 23 de março de 2010

Eu nunca mais quero ver você chorando.




Tá vendo todas estas nuvens? São passageiras. Se vão, como um dia você também irá. Pra longe, pra morte, pra nada. Você vai e isso aperta seco em meu peito, como se todo o sangue em meu corpo se esvaziasse, deixando meu coração sem ter o que bombear.
Então, não se preocupe tanto com este seu céu nublado, ele é só mais um item da pilha do seu passado. Eu estou aqui, apertando forte sua mão e isso é uma das coisas que importa. Não me venha com essas lágrimas silenciosas. O choro precisa de suspiros para ficar mais ameno, quando ele é assim, tão lacrimejante e mudo, me amedronta, porque sei que é mais doloroso. Por favor, pare de chorar. Sou tão inútil perto de todas suas queixas sobre a vida. Tudo que posso fazer e apertar sua mão sob a intensidade do que sinto, quanto mais doí, mais aperto.
Quem dera se eu pudesse mudar alguma coisa, abriria seu caminho com minhas mãos, daria todos os seus sonhos e poria na sua face um sorriso, daqueles tão sinceros e felizes, que chega a ser irritante.
Não, não me confesse seus segredos. Eu tenho medo de guardar coisas tão importantes, que mudaria vidas e destinos e pessoas. Sei que é o desespero, sei que a dor abre uma porta por acidente, justo a que passa o medo de morrer. Então você vai chorando e confessando, me dizendo tanta coisa, era pra eu gritar com você, era pra eu fazer escândalo e brigar com sua covardia de não ter enfrentado a vida em prol de seus princípios, que hoje são restos. Mas eu não consigo, seu choro é como um suplício divino. Me deixa tão intacta que para falar, falo baixo, sussurro e até penso antes. Fico como uma princesa sábia, delicada e de palavras doces. Não consigo me revoltar, só consigo olhar para seu rosto e continuar apertando sua mão. E junto apertando meu cérebro para ele ser o mais eficaz possível para não cair lágrimas de mim.
Quero desanuviar seu céu, quero eternizar você. As nuvens vão e até seu corpo pode ir, mas pra mim, você, realmente, nunca irá.
Eu nunca mais quero ver você chorando. Nunca mais.

Viciada em tecnologia...

Venho muito agarrada aos decibéis, bytes, pixeis, ondas eletromagnéticas. Qualquer coisa que faça barulho ou que mostre imagens. Mas que não me deixe sozinha...
Acordo, som. Chego, computador. Como, tevê. E quando enjoo de tudo, celular.
Não que tenho medo do silêncio, de ficar sozinha comigo. É que eu sinto saudades do barulho de conversas que era esta casa. As vozes, as brigas, gargalhadas ou cantorias.
Das vezes que eu acordava e tinha para quem contar meus sonhos. Das broncas que eu teria que dar pelo motivo que fosse. Das fofocas, dos medos, das intrigas, das besteiras. As conversas que me irritavam, as conversas desnecessárias.
Dos bom dias, das boa noites, dos "me deixe em paz". Sinto saudades das péssimas músicas que colocavam alto. De ouvir tantos desabafos e fatos estrondosos.
Eu sou viciada na tecnologia. Porque é ela quem me ilude a estar perto de quem eu quero.
Eu sei, não deveria. Há muita coisa pra fazer. É que o barulho lá fora perturba o silêncio aqui dentro. Debocha da minha solidão e eu, fraca, ligo o som ou a tevê ou o pecê.

terça-feira, 16 de março de 2010

e me conhece?

Ahhhh! Momentos... Existem uns que eu não sou eu, que eu sou você, que eu sou outras pessoas, que sou mãe, pai, prima, amiga ou irmã. Tenho desejo de sumir ir à outro país, tenho vontade de ir pra longe... Ah, minha cama serve. Tem momentos que quero você, e outro eu lhe odeio. Há momentos que estou bem, e outro não, que não faço outra coisa a não ser fazer nada, e a outras que faço tudo. Tem coisas me acontecendo que não queira que acontecesse, mas a minh'alma pedia, pedia um amor, um romance, uma ligação de afeto de mim para qualquer pessoa; Mas falava sem me escutar. Sabia que não era qualquer pessoa, tinha que ser a pessoa exata que me fizesse bem, flutuando e com as tais borboletas no estômago, que me deixasse com um jeito besta quando falasse com ela, e desse um sorriso do tamanho do mundo quando falasse o nome dela, que fala para todos o quanto eu estou, sentindo, ao ponto de me mandarem calar a boca, e fazer cara de raiva, e eu ao ponto de explodir de felicidade. E esses últimos momentos desde uns dias pra cá, que me está fazendo amar... E esquecer o esquecido que se esqueceu, que eu já me esqueci de esquecer, que hoje eu esqueço um simples sorriso seu, eu esqueço do mundo e me perco em você.


E se pensar que eu realmente não sou assim, é porque nunca me conheceu bem...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Poderia significar alguma coisa pra mim.

Minha mãe me disse uma vez que devemos dar valor, às pessoas que nos fazem felizes independentemente da cor, credo, raça... Depois da queda que tive do meu "último relacionamento", digamos que estou com os dois pés atrás pra quase tudo, sabe aquele velho ditado, gato escaldado tem medo de água fria, esse ditado me cai muito bem.
Acredito pra me reerguer é fazendo novas amizades, e mudando alguns hábitos, horários... Começar do zero, tudo de novo, eu acho um saco isso, mas é melhor eu fazer assim mesmo já que está dando certo ( pelo menos é o que acho), conversar bastante sobre qualquer assunto, mas sempre que possível não tocar no passado, é uma uma ferida que ainda está cicratizando, e também não acho que é hora de ele aparecer. Quero fazer as coisas no meu ritmo, se hoje estou devagar, vou fazer tudo devagar, agora se estou agitada, devo mesmo é agitar... Mas eu não prometo que vou ser a melhor companheira de balada, ultimamente quero algo mas tranquilo, algo com calma e com pouca agitação, estou preferindo mais qualidade que quantidade, mas isso não quer dizer que me fechei pro mundo, só estou dando um tempo pra mim.
Quero aproveitar dessa minha liberdade sem ter que me "prender" a ninguém, na verdade quero ser mesmo um beijar-flor, voar e beijar todas as flores!

Um dia completamente qualquer...

Em uma noite de domingo comum, saíam para beber mas não como de costume, foi até por isso que foi completamente engraçado e exato!
Já fazia uma hora e meia... Cerveja vai, cerveja vem e nada dele aparecer. Ela ficava quase desesperada e era incrível seu desejo insaciável de vê-lo. E decide até ir até sua casa, uma longa caminhada porém muito bem recompensada...
Mas não foi necessário, como um erro que resultou em únicos detalhes "mágicos"...
E começam a conversar coisas banais, coisas interessantes, coisas do dia-dia, coisas... Até o universo conspirava para eles.
As conversas ficam mais estranhas, os olhos começa a brilhar, e aquele velho " remembrance" acontece. Pois é, ninguém é de ferro e ele sabe como seduzi-la, coisa que nem é muito difícil, basta dizer algo propicio ao momento no qual os dois se encontravam! Mais conversa, mais riso e até dedos acariciando os cabelos...
Ela vai e dorme, amanhece, acorda cedo e nem reclama...
A mãe diz: - Oi minha gata, e o plano saiu?...
é... digamos que PERFEITO.

terça-feira, 9 de março de 2010

Atualmente.

Tantas atitudes que tomamos e desde então, há pequenas lacunas que estão ainda por aí... sinto saudade, mas uma saudade é de não saber. Em poucos meses eu "vivi" com você, soube de quase tudo que acontecia com você... E tem até coisas que eu nem me esqueço... Saudade dá pra dizer que são coisas que lembramos, e acabamos nos perguntando: Ele continua se gripando no inverno? É não saber mais se ele continua gostando de cabelos enrolados, não saber se ele ainda presta atenção e leva em consideração o que você diz, não saber se ele foi na consulta com o dentista como prometeu, se ele tem assistido as aulas, se ele aprendeu a fazer tudo no horário certo, se ele aprendeu a ter responsabilidade, se ele continua ouvindo as mesmas músicas, se ele continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ela continua lhe amando...
Saudade é não saber... Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche! Saudade é não querer saber... não querer saber se ele está com outra, se ele está feliz, se ele está mais magro, se ele está mais belo... e eu fico me perguntando se a cura dessa saudade ainda é saber sobre você...

SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR VOU LEMBRAR DE VOCÊ...

E o fim é belo, incerto... depende de como você vê!
Feche os olhos, ponha a mão no chão, põe a mão no coração... Falar no óbvio, muitas vezes nos cansa e até passa despercebido na vida da gente; E perdemos a poesia do cotidiano. O ontem acabou, passou, já foi e daqui a pouco nem existe . Mas nós só temos o agora para se declarar, pra poder criticar, olhar no olho, confessar, para ser e estar...

Falta tanta coisa na minha memória, falta tempo no meu relógio, falta meias verdades.
Sobram tanta falta de paciência, sobram tantos medos que nem me protejo mais, sobra tanto espaço dentro de um abraço... falta tanta coisa pra dizer que não consigo...


Pra falar verdade, às vezes minto.
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto

Será essa a nossa sina?

Me anima, mesmo quando pensa que não. Fica meio na duvida pra seguir o próximo ato, mas ainda assim continua. Não consegue ser diferente. E ainda que tentasse, seria exatamente o mesmo, pois sua capacidade de fazer o que é certo age antes mesmo que você pense.
Me conforta. Usa de uma linguagem muito bem dosada. Nada de exageros adocicados ou amargos demais. Sabe ser firme sem ser severo, sabe acalentar sem parecer meloso.
Me entende. Não há necessidade de muitas palavras. Por muitas vezes só os olhos falaram. E nesse dizer-não-dito, percebo que a conversa dos olhos foi uma das melhores que já tive.
Acredita. Acho incrível a sua forma de acreditar em mim. Até mesmo quando nem eu acredito.
Duvidas? Não, não... Não tenho duvidas da sinceridade de cada gesto, da verdade refletida em cada olhar, da certeza de cada palavra. Não pretendo me prolongar nessa questão. Não só porque não tenho duvidas, mas também porque não tenho as melhores palavras pra descrever. Sendo assim, escolho mais uma de minhas simplicidades: Obrigada por se fazer presente em minha vida.

"É por isso que eu te amo."

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta meu desejo"

Então... como eu deveria me sentir agora?
Eu deveria saber... mas eu não sinto nada, ou talvez não tenha encontrado um nome pra esse sentimento... ora, como vou saber dar nome, se nem sei o que sinto...


"não estou mais interessado no sinto, não acredito em nada além do que dúvido, você espera resposta que eu não tenho mas não vou brigar por causa disso..."

"Eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem"

Só porque amava.

"Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço..."


Depois de quarta-feira, sabe-se lá o que pode acontecer...
Mas eu quero muito que aconteça alguma coisa...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

com ou sem.

É, eu saí, vi gente, estive com as pessoas que eu amo, minhas amigas queridas... Eu bebi tentando afogar no copo de vodka as coisas que eu quero tirar de mim, apagar, matar, esquecer. Infelizmente tudo o que consegui foi ficar alegre, depois triste e provavelmente devo ter ficado com uma ressaca daquelas, não me recordo bem. O que me lembra que beber não resolve nada, que me lembra que do cérebro não se apaga nada, que me lembra que amanhã não muda nada do que já está, do que é, do que sempre será... que me dá aquela baita sensação de impotência, de ser só uma formiguinha lutando em universo de possibilidades e IMpossibilidades. Isso me lembra que eu não devia escrever agora, não consigo pensar direito e provavelmente não dê pra salvar uma linha...

Quem sabe na semana seguinte eu beba mais, quem sabe o que faltou foi a quantidade de vodka necessária para afogar aquilo que eu faço questão de anestesiar, no mínimo...

É, mas agora eu vou ali, procurar a cama, pra tentar esquecer e dormir.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Benefícios...


Gosto do som que faz seu dedilhar nas cordas do violão.

Gosto de ver as ondas do mar, da junção da maré.

Gosto de me ver refletida nos teus olhos.

Gosto de ler sorrisos. Gosto de sorrir e de desviar lágrimas...

Gosto do sol. Gosto dos pingos que surgem para refrescar.

Gosto da lua. Gosto da lua de prata que faz refletir as estrelas no chão.

Gosto de procurar a minha estrela, escolhida a dedo.

Gosto do carinho do vento, das cócegas na alma.
E das borboletas no estômago.

Gosto do que ficou, do que é, do que virá.

Gosto do que começa com fé, das pequenas coragens, do verbo seguir.

Gosto da história da minha alma, do ritmo do meu coração, do gingado do tempo.

Gosto do cheiro da lembrança, do gosto do agora, do som de amanhã.

Gosto de recuperar sorrisos e descobrir novos angulos.

Gosto do passar dos cabelos, do silêncio, da demora.

Gosto do jeito, gesto, do contexto inteiro.

Gosto do que mora nas pequenas coisas, gosto do que és... cheio de sentidos!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Do hoje... é só.


Quando parece que o sol não vem mais, a luz emana tudo onde menos se espera. Além do que tem sendido, faz bem ver além das máscaras. Já reparaste que a lágrima seca com um abraço? O coração deixa de apanhar e começa a bater mais forte...

Quem não sabe finge saber.


Amanhã quem sabe, esse vendaval faça algum sentido...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Obrigada.



Desejo à você, metade de toda felicidade do mundo.

-pois a outra metade já é minha, por ter reencontrado você!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Centésima.

Será que o amor está apenas em minha mente? Será que é tudo tão relativo como uma gota d'agua, um suspiro? Ou é porque o sol ensina um único caminho? Ou é quando a voz que não quer ouvir fica lhe alertando tudo que será errado fazer, mas você faz apenas pra ouvir essa voz? Será que nosso corpo é tão delicado quanto uma pétala? Ou os poços são fundos demais para os sonhos de uma criança? Ou é por causa da ausência de certos rostos? E hoje eu tenho medo de todas as perguntas... Pois tenho medo das respostas que vou conseguir, tenho medo do tamanho do fragmento que essas respostas vão trazer à mim!

Inútil....

Me sinto uma completa inútil com diploma e tudo. Dançando em corda bamba pronta pra cair, mas será que vou ser aplaudida na volta? mas caramba, a esperança e o desespero são meus alimentos... Já estou farta desta razão de tormento! Quero ter o controle de tudo, mas não tenho o controle de mim.
Meus amores platônicos estão voltando, minha insegurança também! Essas palavras não pertenciam a mim, mas agora são as únicas que saem com sentido... E frequentemente estou com medo de onde isso vai dar...

Meus olhos castanhos mel já não agrupam mais por acaso, e só agora que reparei. Mas cuide de mim, não me deixe apodrecer...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Silêncio.

O que são segredos guardados? O que são amigos? O que são os seus jardins secretos?
Talvez a gente só flutue por mesmas plataformas, ou por diferentes... Sua plataforma se transforma em um paraíso cheio de anjos à rodear, brincando de ser criança para ser mais ingênua; brincando de amar amantes impossíveis para passar o tempo; brincando de brincar com a sorte às vezes para não cair na rotina.
Sorte para ti é bom com gente em forma de anjo em volta ou com pessoas que canoniza por vontade; que não oferece perdão porque para ti, anjos não fazem mal.
O seu sorriso assim como o da monalisa esconde de todos alguma coisa, mas a única coisa que você me enxerga em meus olhos são eles dizendo: "Eu sei"... Queria que eles dissessem que eu sei que eu sei guardar segredos assim como o significado de seus sorrisos... Eu percebo que você quer que descubram mas não sabe como, porque a única coisa que tens certeza é que ninguém adivinha sem pistas, pistas essas que dá e tira a qualquer momento. Mas, o que tudo isso importa?
Talvez você como eu, observe os sinais do Apocalipse; ou a pimenta que nos olhos alheios ardem por mim ou por você... O nosso erro é pensar em demasia e querer o "igual" diferentes.
Somos diferentes, porque eu só sou incapaz de amar, mas descrevo o amor dos outros. Somos diferentes pois distingo os sorrisos que para você são endereçados.
Um morro que desaba em pó, um mar que mata a esperança e a vista bela... Para alguns pode ser o fim do mundo, mas eu sei que agora você vê a beleza.
Vamos fazer um pacto, com o sangue que minhas palavras extraíram. Não vamos contar, nem achar alto nada... Porque o céu não é só bonito azul e nem tudo o que falamos é verdade.
Minhas metáforas assim como as tuas, não foram feitas para ser entendidas, porque enquanto você está aí... O sol brilha e chove em raios e a água cai do céu em glória.

O silêncio esconde a interpretação mais rica.