domingo, 6 de janeiro de 2013

Démodé.


Recordo-me desses dias tristes, afinal, eles que me acompanham por tanto tempo...
Dias sem sorrisos, sem cores, dias definitivamente sem vida! Dias em que a maldade anda sempre por perto, dias onde a verdade torna-se o avesso.
Onde estão os pássaros que deveriam estar cantando e felizes por não estarem presos em uma gaiola? Calaram-se, ficaram afônicos com a tamanha imprudência do ser humano...
Queria eu, ter o poder e o dom de explicar o que acontece em uma mente feminina... mente está que sempre é tão confusa, cheia de dúvidas e singularidades. Quem dera conseguíssemos descrever em meras palavras a dor que carrega o coração, quem dera existisse alguém hoje ao meu lado para dividir minhas tristezas, medos e frustrações e angústias.
Mas novamente sou forrada dessa proteção, voltei a me camuflar. Será essa a arma utilizada para não impedir o canto das almas alheias?

Eu gostaria de conseguir, mas é mais forte do que eu.

Será que sou responsável por aquilo que cativo? Será que estou apenas tendo um pesadelo?
Sinto meus tornozelos presos a uma corrente. Fiquei por muito tempo incrédula de me deparar com o ponto que chegou. Infelicidade é descobrir que não há forças e a aceitação torna-se amiga, companheira fiel.
A manhã e a noite já não fazem tanta diferença mais em minha vida. Tais como as cores, já que tudo é tão preto e branco, tão démodé.  
Sinceramente? Arrependo-me amargamente por ter tomado decisões que foram determinantes para esta vida que tenho agora.
Lembra-se do canto dos pássaros que citei? Exatamente. Eu falava sobre pessoas, pessoas que me amavam e não as escutei, não escutei meu coração...

E hoje estou aqui, sem nenhuma perspectiva de sair deste pesadelo, continuo dormindo...
Talvez um dia alguém me acorde e talvez um dia eu sinta você aqui comigo. Talvez eu dia eu sinta a essência do que é viver, de novo.