quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Falta?

Não é que eu não queira mais pensar em você. É que eu não posso. Não devo. Querer, poder, dever. O que esse verbos têm que se meter em histórias de Amor?... Em romances, paixões e afins, só deveríamos conjugar verbos como: permitir, conseguir, alcançar, transformar, verbos subjetivos positivos, para que combinassem com os verbos práticos do Amor, como: acarinhar, beijar, abraçar, tocar, desejar. E tudo no presente. E no futuro. Poderia até haver um novo tempo para o verbo amar: presente-do-futuro-garantido. Mas a verdade é que, não posso crer que cá estou, novamente, com esse blábláblá de amor e nostalgia. Perdão, mas é vício já. Todo santo dia , no final de cada dia, bem no fim do dia, eu prometo a mim mesma ultrapassar esse assunto, e pensar em outras coisas, entre tantas que a existência nos oferece, mas eu não consigo. Não consigo, assim, conjugado no presente-do-futuro-garantido. Que Deus me Ajude!

domingo, 25 de outubro de 2009

A mãe disse um dia quando ainda era pequena, que a gente não chora por amor. E se chora cada gota de lágrima é um pouco do amor que vai embora. Guardei. Hoje, levo umas cenas que pintamos juntos. Umas pancadas do lado de dentro que nos demos, nossa afinidade descontrolada... O intenso e o delicado das oscilações junto com a certeza da minha segurança. Levo lamúrias sertanejas, conversas sem fim, fumaça. Muita fumaça ao teu lado. Guardei. Guardamos. E o que extrapole, fica resevado aos que hão de vir. E virão. Se dói? Dói. Mas deixa explodir. Minhas verdades valem, porque eu acredito no que é belo. Eu entro, arranco, finco, pinto, desenho. Desbaratino e devolvo. Como um sopro que arranca de mim um alívio doente. Praga. Parece. Hoje sou vermelha e você, cinza. Insisto no que é colorido e acredito quando meus olhos brilham. Insisto no que é lindo. E verdadeiro. E o bom da vida vai prosseguir...

Volte a padecer.


Breve o sorriso dos satisfeitos. Largo. Vasto o dos descontentes. E da alma estática e sem rumo? Não há riso? Não há choro?
Nem o suspiro de virgens desmaiadas. Alma de luto, sem lamúrias. Nem palavras que anunciam solidão. E do leito de mágoas antes deitado, sem vestígios.
Alma acromática.
Alma indolor.
Outrora, quando tantas almas riam dentro da minha, e tantas outras choramingavam, o toque era sentido. Tudo doía. Tudo amava...

De todas as importâncias..

Existe uma grande diferença entre andar para trás e tomar impulso.

Mesmo sem saber


É nela que mora o desafio. Dentro. Num lindo lugar onde guarda todas as coisas bonitas da vida. Aprende todo dia que a felicidade acende sua luz quando a alma vibra numa frequência macia pra acordar o riso. O tempo ensina que existe um terreno pantanoso também. Habitado por Gentes com fome de brilho do olhar e leveza de alma... Mas acreditar é uma palavra que ela gosta. Porque é simples, porque se importa com o que faz a vida cantar. E isso pode não importar a mais ninguém, mas não tem importância alguma. Porque ela gosta de rabiscar folhas por todo lado acreditando que isso tem algum significado. E tem. Sempre tem. Aprende que o egoísmo do Outro fala alto quando abafa a voz do amor de dentro. Talvez porque é venenoso, corrosivo. Mas esse mal, vai ter que engolir sozinho. Porque ela tem sua melhor aula com ela mesma. Que algumas coisas só se aprende com o tempo e que só com o tempo é que a gente começa a aprender!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

meu estado agúdo de felicidade, está quase.. quase lá!

88 % feliz, 7 % angustiada, 4 % assustada e 1 % chateada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

- Eu já lhe contei tudo sobre mim,

(...) mas não sei nada sobre você.
"Sou alérgico a amaciante de roupas, odeio anchovas e sentiria sua falta mesmo que não a conhecesse."

Descobri que não é o amor que move o mundo e tal descoberta me fez indiferente à tudo aquilo que acredito. E o que acreditava, era o que me fazia ser. E desacreditando, deixo de ser, então. É como um final de semana que começa bonito-de-doer e termina tempestade. Daquelas, com direito à raios e trovões e chuvas. Muita, muita chuva! Chove ali fora, chove em meu quarto, chove aqui dentro, no peito. No rosto, gosto de lágrimas. Olhos vermelhos, orgulho despedaçado em mil pedaços. Fui, não sou mais. Desfizeram-me. Em uma única marretada sem propósito, o que me doeu mais. E fora isso, silêncio.

Olho, minuto a minuto, para a rua vazia de um feriado incolor. Outra vez. É quietude demais para um coração que grita. Lamento pela música que nunca mais irá tocar e pela minha reação à ela que ficará no esquecimento. A chuva passa, sempre passa, não importa os danos que esta cause, a intensidade com que vem e com que vai embora, mas sempre é tempo de recomeçar. Reconstruir. Reconstruir-se. Fiz uma vez, faço de novo. Com o tempo, se pega a prática. Na verdade, penso em não mais reformar, não mais tentar, não mais ser quem fui. Mudar, radicalizar.

A vida não é justa... As pessoas não são honestas e tudo aquilo que eu pensei mover o mundo escorre, ralo abaixo, junto com essa chuva modorrenta ali de fora. Primavera não é a estação das flores, não pra mim. Nunca foi, por que dessa vez iria ser? E assim, desabrocho. Desmancho-me pétala por pétala, que cai junto com o orvalho amargo dessa selva. No fim, tudo gira em torno de um propósito só e o castelo de areia sempre desmorona na água do mar, depois de uma, duas ou três tentativas. Até que ele decide que não quer mais ser castelo e transforma-se em milhões de grãos de areia, livres, outra vez.


Enquanto eu, aqui, fico só com o silêncio. Dos filmes não vi, da música que não mais vai tocar...

Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
[Em algum lugar no tempo - Biquini Cavadão].