Cheiros inesperados são deliciosos. Daquele tipo que a gente está passando e de repente sente um perfume e pensa: nossa, esse é de fulano. Ou então aqueles que imediatamente trazem sensações e sentimentos de volta, ou que lembram uma época específica. Adoro os cheiros!
Lembro que certa vez, lá pelo começo das aulas, conheci um menino que me rendeu um ou dois encontros de verão. Nada mais que isso porque eu andava apaixonada por outro, e eu sou assim mesmo, fiel até a paixões não correspondidas. E depois eu nunca mais vi o menininho, que era uma pessoa legal, mas que parava por aí. Anos depois, quando terminei meu ensino médio, encontrei com o tal cara sem querer e a gente parou pra tomar uma no bar e aproveitamos para colocar o papo em dia; Papo vai, papo vem e, na despedida, trocamos um abraço. Nessa hora, ele vem com a surpreendente frase: "Nossa, você ainda usa o mesmo perfume!" E uso mesmo. "Le Male do Jean Paul Gaultier", o qual sou cliente desde os quinze aninhos, quando ganhei um frasco e passei a usar só porque não tinha outra marca disponível no momento. Perfumes masculinos são irresistíveis para mim...
E aí hoje, fazendo a mala de roupas que teria de levar, veio um cheiro de surpresa, um cheiro de uma pessoa que não sou eu. Respirei fundo. Era como se a pessoa que não sou eu estivesse lá ao meu lado, o que me fez lembrar de várias situações interessantes e engraçadas, e eu sorri de saudade.
Tem gente que precisa de fotos, tem gente que precisa de músicas, tem gente que precisa de longas conversas ao telefone. Eu só preciso da fragância certa.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
(...)
Desculpa se depois de tanto tempo ainda falo de amor, do nosso amor. Não foi um mês fácil, mas já encarei outros mais difíceis, admito. Se eu senti sua falta? Poucos dias. A falta não pertencia a você e sim de como éramos juntos. Sinto falta do nosso mistério, embalado numa coisa que gostávamos de chamar amor. Sinto saudade do nosso sentimento exagerado, de quando parecia que não existia nada além e nem mais forte. O que realmente faz falta é o acreditar. O construir. O planejar. A partir do momento que você decidiu fazer planos sem mim, eu não construí mais nada. E ficou difícil acreditar. Quem desistiu da gente foi você. Quem sempre teve coragem fui eu. Ameacei milhões de vezes, mas sempre acabei voltando. Se tudo aquilo era vingança, medo ou falta de amor, e hoje é apenas um ‘foi melhor assim’, vou realmente começar a pensar da mesma forma, pois não era com a pessoa que se conforma com o ‘tá melhor como tá’ que eu queria estar. Você deixou de acreditar na gente e isso foi a coisa mais complicada de aceitar. E não aceito nunca. Acabou todo aquele sentimento inabalável? Toda aquela ponte indestrutível que ligava a gente independente do tempo ou espaço? Pra onde foi toda a curiosidade e as idéias loucas?
Cadê as noites em que o nada era a nossa maior diversão? Caiu a ligação fora de hora só pra fazer rir? Eu sinto muita falta desse mistério, dessa loucura, do entusiasmo, de ambos os lados. Talvez não seja você, um dia talvez entenda. Um dia talvez esqueça, um dia preencha. Talvez. Mas por enquanto é assim. Aí um dia nos encontraremos, não por casualidade, afinidades ou algo parecido. Mas porque é assim que há de ser. E não saberemos o que dizer. Eu to bem, você também disse que ta bem. E pronto. Me despeço e digo que foi bom te rever. Igualmente. E depois de alguns passos olho pra trás e vejo ir virando a esquina todos os meus medos imaturos. Era meu mundo, meu futuro, meu plano.
E hoje, me despeço. Mas lembrarei de ti com o mesmo sorriso de lado e a risada alta e gostosa. E após uns dias esqueceremos isso. E é muito triste escrever isso. Só que mais triste ainda é pensar que daqui uns tempos isso não será tristeza. Mas uma saudade boa e gostosa, simplesmente. Simplesmente porque é assim que há de ser.
Cadê as noites em que o nada era a nossa maior diversão? Caiu a ligação fora de hora só pra fazer rir? Eu sinto muita falta desse mistério, dessa loucura, do entusiasmo, de ambos os lados. Talvez não seja você, um dia talvez entenda. Um dia talvez esqueça, um dia preencha. Talvez. Mas por enquanto é assim. Aí um dia nos encontraremos, não por casualidade, afinidades ou algo parecido. Mas porque é assim que há de ser. E não saberemos o que dizer. Eu to bem, você também disse que ta bem. E pronto. Me despeço e digo que foi bom te rever. Igualmente. E depois de alguns passos olho pra trás e vejo ir virando a esquina todos os meus medos imaturos. Era meu mundo, meu futuro, meu plano.
E hoje, me despeço. Mas lembrarei de ti com o mesmo sorriso de lado e a risada alta e gostosa. E após uns dias esqueceremos isso. E é muito triste escrever isso. Só que mais triste ainda é pensar que daqui uns tempos isso não será tristeza. Mas uma saudade boa e gostosa, simplesmente. Simplesmente porque é assim que há de ser.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Re-amar.
É sempre preciso, é muito mais que necessário saber amar. Não precisa ser de um jeito correto, apenas amar está bom, mas é claro que precisa ser recíproco! Seria capaz de abandonar tudo, história, passado, cicatrizes...
É tão complicado - Ainda mais pra mim. Que desisto fácil, me apego fácil e dificilmente esqueço. Essa viagem pode não demorar muito pode durar apenas alguns minutos, mas se você me pedir eu entro nesse barco sem pergunta nenhuma. Posso até perder o medo de dirigir e atravessar o mundo para te ver todos os dias...
Será que temos que afundar juntos para percebemos que é preciso nadar juntos? Você só precisa prometer que irá tentar que irá se esforçar... Não quero ficar sozinha nessa!
Seu papel era apenas necessário me dizer que irá valer a pena, que irá ser algo significativo amar novamente.
Me diga se vale a pena pra você.
Me diga se vale a pena por nós...
Se iremos remar, re-amar, amar!
Mas, vejo que é hora de descansar em paz...
É tão complicado - Ainda mais pra mim. Que desisto fácil, me apego fácil e dificilmente esqueço. Essa viagem pode não demorar muito pode durar apenas alguns minutos, mas se você me pedir eu entro nesse barco sem pergunta nenhuma. Posso até perder o medo de dirigir e atravessar o mundo para te ver todos os dias...
Será que temos que afundar juntos para percebemos que é preciso nadar juntos? Você só precisa prometer que irá tentar que irá se esforçar... Não quero ficar sozinha nessa!
Seu papel era apenas necessário me dizer que irá valer a pena, que irá ser algo significativo amar novamente.
Me diga se vale a pena pra você.
Me diga se vale a pena por nós...
Se iremos remar, re-amar, amar!
Mas, vejo que é hora de descansar em paz...
domingo, 10 de janeiro de 2010
Véu.
Desligue os faróis, deixe que as estrelas sejam vistas... Pela luz dos olhos!
Um clima sombrio, complexo de pouco nexo... Minhas pálpebras revelam manhãs aos meus olhos, faz calor, como um sonho que a noite beijou para acordar. Somos grãozinhos de areia, E, muitas vezes, nem sequer notamos, porque marchamos num ritmo que nem sequer questionamos logo, perdemos toda beleza e magia das coisas pequenas.
Não desejo andar mais em círculos, quero correr dessa mesmice dessa eterna falta do que falar;
Agora a vida tem uma melodia que se alcança em silêncio, essa essência que não requer outra explicação a não ser existir e ser tudo! Mas depende muito do que é "tudo" para vocês...
Pra mim, agora é ter uma dose da tua ausência, para notar a saudade em minhas mãos!

Um clima sombrio, complexo de pouco nexo... Minhas pálpebras revelam manhãs aos meus olhos, faz calor, como um sonho que a noite beijou para acordar. Somos grãozinhos de areia, E, muitas vezes, nem sequer notamos, porque marchamos num ritmo que nem sequer questionamos logo, perdemos toda beleza e magia das coisas pequenas.
Não desejo andar mais em círculos, quero correr dessa mesmice dessa eterna falta do que falar;
Agora a vida tem uma melodia que se alcança em silêncio, essa essência que não requer outra explicação a não ser existir e ser tudo! Mas depende muito do que é "tudo" para vocês...
Pra mim, agora é ter uma dose da tua ausência, para notar a saudade em minhas mãos!

& depositando nossas sementes que germinam da inocência, a essência de um novo ser.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Eu tinha dezessete anos. Pensamentos e conclusões diferentes de todas as minhas amigas. Pois aprendi mais cedo que elas, sobre o valor de cada coisa.
Hoje, fiquei com vontade de voltar pro interior, buscar minhas raízes, rever pessoas que não vejo a uns 10 anos... Era uma noite escura de verão, quase não havia vento, e o mar dormia tranquilo, coberto pelo manto negro. Algo ainda me tirava o sono, não sei se por ser diferente ou por pura saudade de tudo... não consegui respirar com facilidade, foi então que observei uma estrela logo ela brilhava no céu de poucas nuvens, olhando por mim como uma protetora silenciosa.
Fingi para mim mesma que queria apenas ver minha estrela guia mais de perto, mas eu sabia que não era isso. Meu corpo todo se arrepiava apesar da ausência de vento, meu coração batia na ponta dos dedos e minha respiração ofegava sem qualquer motivo aparente. Eu pensei que fosse algum pressentimento ruim; uma tempestade silenciosa que se aproximava... Pensei até em fazer uma prece – nesses momentos, acreditar em Deus parece conveniente –, mas minha atenção foi absorvida pelo canto que me inundou de repente. Era um canto diferente de tudo que eu já tinha ouvido. Não era doce, nem agressivo, nem melodioso, não era sequer afinado, era apenas uma profusão de notas e subnotas, indo e vindo dentro da minha cabeça, como ondas do mar. Era isso. O canto não me adentrou os ouvidos hora nenhuma, ele estava dentro da minha cabeça o tempo todo, feito fosse minha consciência acalentando meu cérebro cansado.

Acordei estirada na areia, com o sol cegando meus olhos. Mas eu ainda sinto na boca o gosto do meu doce preferido, e quando fecho os olhos imagino a figura dele, sugando a minha existência para algum paraíso secreto nos sete mares. Sei que jamais a encontrarei novamente. Ela ficou com o meu coração. E eu fiquei apenas com a lembrança de uma noite de verão. Virei para o outro lado e continuei a sonhar...
Hoje, fiquei com vontade de voltar pro interior, buscar minhas raízes, rever pessoas que não vejo a uns 10 anos... Era uma noite escura de verão, quase não havia vento, e o mar dormia tranquilo, coberto pelo manto negro. Algo ainda me tirava o sono, não sei se por ser diferente ou por pura saudade de tudo... não consegui respirar com facilidade, foi então que observei uma estrela logo ela brilhava no céu de poucas nuvens, olhando por mim como uma protetora silenciosa.
Fingi para mim mesma que queria apenas ver minha estrela guia mais de perto, mas eu sabia que não era isso. Meu corpo todo se arrepiava apesar da ausência de vento, meu coração batia na ponta dos dedos e minha respiração ofegava sem qualquer motivo aparente. Eu pensei que fosse algum pressentimento ruim; uma tempestade silenciosa que se aproximava... Pensei até em fazer uma prece – nesses momentos, acreditar em Deus parece conveniente –, mas minha atenção foi absorvida pelo canto que me inundou de repente. Era um canto diferente de tudo que eu já tinha ouvido. Não era doce, nem agressivo, nem melodioso, não era sequer afinado, era apenas uma profusão de notas e subnotas, indo e vindo dentro da minha cabeça, como ondas do mar. Era isso. O canto não me adentrou os ouvidos hora nenhuma, ele estava dentro da minha cabeça o tempo todo, feito fosse minha consciência acalentando meu cérebro cansado.

Acordei estirada na areia, com o sol cegando meus olhos. Mas eu ainda sinto na boca o gosto do meu doce preferido, e quando fecho os olhos imagino a figura dele, sugando a minha existência para algum paraíso secreto nos sete mares. Sei que jamais a encontrarei novamente. Ela ficou com o meu coração. E eu fiquei apenas com a lembrança de uma noite de verão. Virei para o outro lado e continuei a sonhar...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um violão que emite notas de melancolia. Junto com a chuva que faz lacrimejar, elas são como nuvens prontas para trovejar meu coração. O céu que era colorido agora esta acinzentado complicado até para descrever, já que meus olhos estão carregados de pranto... fazem um dilúvio em mim.
Como um esconderijo uma cachoeira iria muito bem neste momento, para afogar lágrimas sem ao menos ninguém perceber... Essas lágrimas não saem doces como antes, estão amargas... O sabor que emana dentro de mim como uma daquelas cachaças destiladas vendidas no bar da esquina. O primeiro gole é repugnante. Porém, o segundo gole é macio, como a raiva que desce queimando. Pode-se dizer que o amargo agora satisfaz, porque faz pensar que nada é tão lindo como antes, o amargo coloca nossos pés na realidade mais profunda.
Não desejo a solidão, nem pra mim. Ser solitário deve ser triste, sinto falta de conversas despreocupadas apenas com a vontade de coloca-las para fora de si, que faz entender que as expectativas estão enferrujadas desde aquela chuva forte que misturou-se com as lágrimas. E ainda sim, ela intimida...
E meus olhos estão se encontrando do lado de dentro, em busca de um amanhecer caloroso...
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