sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nem contente por estar, muito menos triste por aqui escrever.
Pouco medo para viver, nenhum medo de morrer.
Nem satisfeita, nem ingrata.
Exagerada, insatisfeita e fortificada.
Eu não considero tudo certo que faço, já menti para não sentir.
Vamos enfatizar, colorir aquilo que vos faz rir.
Lançar pedrinhas n'água, fazer cócegas para aliviar.
Andar contra as correntes dessas agonias e saudades.
Esconde-se atrás de panos, flores, batom e cheiro.
(Re)Descubra que você não nasceu para ser.
Eu sou para nascer. Nascer este que digo ser sagrado.
Em um instante de pausa, apenas sairá sussurros, gritinhos estridentes.
Admiro todo esse efeito...
Confesso, até fica um tanto mau-feito.

Mas, chame. Porque eu sempre vou.
Chame, apenas chame!

sábado, 4 de junho de 2011

Vai com Deus Vovô.


O céu se lavou e consigo levou uma parte de mim. Acontece que nós seres humanos somos compostos por pedaços alheios que nos constroem em pequenas parcelas.
E hoje você não estará mais aqui para que eu possa abraça-lo, não estará aqui para ouvir eu dizer que apesar de tudo que passamos eu lhe amo muito, e claro amaria dizer isso olhando em teus olhos. Hoje eu não vou lhe pedir a benção como fazia em todas as vezes que lhe encontrava. Amanhã você não estará mais aqui para me ver crescer, ser alguém na vida, criar laços familiares ou qualquer dessas coisas que lhe dariam orgulho. Amanhã não estará aqui para eu lhe contar meus segredos ou para aprender alguma coisa nova contigo.
Vai ficar uma bagunça sem você por aqui, e o pior de tudo é não acreditar que não estará aqui mais. Eu só queria que soubesse que não tem sido fácil essas primeiras horas, que não será fácil esses primeiros dias e que não será fácil saber que não está mais entre nós.
Mas fique sabendo que eu estou sendo forte, sempre pensado em você e sempre me lembrando de você da forma mais bonita...

Eu te amo Vô.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estou longe de ser assim como vocês.

E há quem diga que dinheiro não muda as pessoas. Já repararam o quanto o ser humano vive em torno de conforto, bem estar e claro o aproveitamento do próximo. E ainda há pessoas que orgulham-se disso! Há pessoas que gritam aos quatro ventos a sua exigência deste "bem". Não há nada de errado em querer subir na vida e claro fazer com que seus méritos sejam a razão disso, mas existem pessoas não se contentam com pouco não, quanto mais melhor, e quando elas conseguem alcançar alguma vitória, isso dá mais força de vontade e ainda mas capacidade para conseguir conquistar os outros objetivos (dá maneira que não vá orgulhar-se no futuro). Não consigo entender como conseguem descansar em seu travesseiro de pena de ganso e dormir em paz. Não sei como conseguem viver nessa impureza do passar dos dias e acima de tudo, como conseguem achar que é digna! Estou muito longe de estar neste mesmo barco, estou muito longe de pensar como vocês meros aproveitadores sem escrúpulos. Estou longe de ser uma de vocês!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

À você.

Hoje mais do que nunca queria saber o que dizer ou pelo menos o que escrever. Gostaria de agora, neste exato momento lhe mandar uma carta e te dizer as palavras certas que fizessem seu coração voltar a sorrir. Desejo tanto encontrar a solução pra toda essa tua angústia que hoje dançou no teu peito e escondeu o sorriso que eu tanto amo. Queria te abraçar e o mesmo tivesse a cura, e que minha presença confortasse, e até que meu silêncio fosse um afago em sua alma.
Mas infelizmente não existe receita pra isso, não existe formula certa, muito menos palavras corretas à dizer. Tudo que mais quero é ser o seu refúgio, ser o ponto onde você corra para 'recarregar' as baterias, livrar-se de tudo que te faz mal e incomoda. Mais do que minhas dores eu descobri que a sua dor me dói mais... Porque essa dor faz com que manche a figura que é apreciada por mim. Se diminuir ainda mais o teu sorriso, isso irá tornar-se um disfarce de tudo que esconde por dentro, tirará o brilho, o dom de me fazer sorrir, irá tirar a vontade de lutar...
Tua dor, será a minha também. Porque não suporto presenciar sua tristeza não suporto te ver murchar e não ser capaz de te regar e fazer você crescer novamente. Não consigo, não suporto te ver assim e ter que agir normalmente, como se o sol ainda brilhasse totalmente e o meu sorriso ainda pudesse ser inteiro.
Tudo o que eu queria era entrar no teu peito e tirar essa dor daí. Queria perfumar teu mundo com o aroma das violetas que hoje se encontram lindas no jardim. Queria limpar teu coração até que só sobrasse a lembrança de todos esses sentimentos que hoje marcaram presença. Esse é só um texto pra esvaziar meu coração que chora por não poder ajudar o teu.
É só pra te lembrar que você tem um bloco de notas, uma caixa linda com recordações tuas, e um coração que sempre será seu.
Discretamente te digo que podes escrever em mim o que você sente, ainda que seja escura como a noite. Deposita em mim teus segredos e tuas dores, que eu arrumo um jeito de limpá-las.
Estou aqui para qualquer hora, qualquer minuto, estou aqui pra te dar um pedaço de mundo quando o seu mundo desaba. Divide todos os seus medos, todas as suas dores, todos os vocês escondidos aí.

Tem um abraço do lado de cá, tem um colo do tamanho do mundo, tem voz pra te lembrar que essa dor vai passar. Pode vir. Tua dor é minha dor. Estou contigo em qualquer das estações.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nada de exagero!

Deixe que o encanto se encarregue de amarrar, com fortes laços, este abismo que nos separa.
Não a insistência, nem a revolta, não o pedido e a saudade e as perguntas e os porquês, mas o acaso. Como se deve ser.
Deixe que o tempo nos revele quem e como somos, onde paramos de nutrir o jardim que floria nossos sonhos. E que, agora fazem no mesmo, de galhos secos e ervas-daninhas, à espera de milagre ou retrocesso.
Façamos valer nossas promessas, mantendo a postura, o sorriso e a a tal leveza.
Nada mais nos reinventa, cansamos, mas cansamos mesmo de insistir em coisas vagas.
E agora está a mercê do acaso e do mérito. O vento que soprou nosso afago, pode também trazer de volta pedaços dele, pedaços ao menos. Mas não importa. Ainda há uma trajetória pela frente e o que fica no caminho, simplesmente pertence ao passado. O que vem, arrastado ou pregado, está ainda aqui, ao nosso lado.
Talvez os abismos existam para nos desvincular do passado, talvez existam porque nós os criamos de propósito.

Ao menos, espero que enxerguemos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Corra.

Ultimamente, minhas dores viraram a transformação isobárica dos signos linguísticos à energia existencialista. Não grito mais aqui, não tenho mais o grito quando venho aqui escrever...
Ele se dissipa, se auto-dissipa em todas as energias e transformações necessárias para me sustentar a essa jornada, que luto com a maior vontade do mundo. Isso, não sei, se é bom ou ruim, mas é o fato que procede o estouro, o meu gritinho de agora.
Não sei o que aconteceu exatamente. Eu nasci de novo, depois que me auto-destrui. Eu me auto-prometi que a vida será vivida, será frutífera... Não serei igual a ninguém, nem muito menos, irei me espelhar nos fracassados. Criarei uma força, inexorável.
Eu só penso no meu sonho, na minha vida que um dia há de viver, nas coisas loucas que tenho certeza, que serão reais, que serão minhas conquistas, que eu terei. Eu quero compensar meu erro, ou melhor, todos os meus erros. Difundidos em um único ato terrorista e inumano, uma idéia rabugenta e tosca, medíocre, podre! Idiota! Eu cresci com tudo que fiz, com toda a podridão que fiz feder. Eu cresci, mudei. Agora estou numa escada maior, num degrau maior. Numa vida maior. Em expansão, volume e área por vida ao quadrado.
Eu vou ter, porque eu tenho desde já. Se penso, logo será meu.
Penso, logo tenho. Não falo como uma mimada que bate o pé para ter o que quer. Posso até infringir minha negação e dizer que é mais ou menos assim, com uma notória diferença: não bato o pé, mas tudo. Tudo e qualquer milímetro sacrificado do meu corpo. Meu sangue que nem corre nas veias, flutua e faz meu oxigênio ser o reagente em excesso e bom suficiente para ainda está de pé.
Não vou parar. Não vou morrer. Se paro, morro. Se paro meu sonho morre. Se meu sonho morrer, eu não terei vida por dentro e sim uma casca grossa de fingimento e existencialismo
Só paro se eu morrer. Quando morrer, descanso. Não paro. Não paro e não paro!
Esse sonho já é meu, custe o que custar. Doa, o que já está doendo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Parágrafos Lúdicos.

Em vão, fiz os maiores espetáculos. Você não olhou direito para mim e eu cansei de atuar. Agora provoco-lhe perguntas que não, eu não vou mais conseguir responder.
Quase um quilo de papelada, joguei fora. Mudei minha cama de posição e estou esperando uma nova mobília. Mais uma vez prometo mudança, honrando o orgulho que defendo por nós.
Quero um novo cabelo e planejo mudar de número, quero fugir. Mereço um cativo mais monstruoso, que me faça arder e não ter tempo de sentir, estudando e comendo os nossos santos livros de cada dia. Sem desistir, persisto em um, talvez, grande erro. Tudo bem, sempre desprezei o dom da vida, embora viva intensamente, há armagura por demais nesse mundo e eu não exagero, nem dramatizo, simplesmente a sinto. Como quem sente a brisa, eu sinto o gélido vento dos horrores humanos. Viver para mim jamais será um desperdício e morrer também não, e um pouco de medo para mim.
Mas eu estou aqui, movendo minha vida para algum lugar. Em qualquer lugar haverá isso, eu. Lá. Com todo prazer e lágrima que posso suplantar, deliciando com a dor que causei.
Já prometi tantas vezes mudar e de todas essas vezes eu sempre mudei! Aos poucos, virei o meu jogo. E finjo que ganho alguma coisa, porque permanece a sensação corrosiva de ser tão frágil, tão frágil.
Brinco de ficar com raiva, implanto inimigos imaginários no meu cérebro dos quais jogo toda a culpa de estar atingida. Mas cabe a mim toda a culpa de ser tão luna. De ser tão explosiva, intensa, tão viva e sempre morrendo demais. Cabe em mim toda a sorte de bênção e maldição, vinda do mérito ou da vontade divina, por usufruto de alguma vontade que não é páreo para meu entendimento. Sim, eu falo de Deus.
Com Deus, tenho sussurros da minha boca e é quase sempre clamando por socorro. A voz aos poucos vai sendo calada e destruída, à medida que nos entregamos ao que resta das decepções e a própria imaturidade de não suportar o conhecimento -a ciência. Mas Deus ainda existe em mim, a cada queda. E cada subida.
Eu só quero lhe dizer que não vou mais ser a mesma. E só para não esquecer, vou mudar fora, vou mudar dentro. Vou apagar muita coisa por aí, vou começar ou recomeçar, seja lá o que for. Vou até mudar o tom de voz. Qualquer coisa. Só pra sentir a sensação de mudança.