sexta-feira, 20 de março de 2009

E o quente [dela], queima à flor da pele.

Ela nem percebeu direito quando ele chegou. Quando tudo aconteceu, de súbito. Ela foi se descobrindo gradativamente:
Primeiro, a confusão.
Segundo, a doença.
Terceiro, a aceitação.
E o quarto ponto ainda está a se desenrolar. Está, ainda, caminhando sobre linha tênue que separa o mergulho de ponta, a imersão de todo o corpo – e alma – ou cair do outro lado, afastado, em um horizonte iludido, distante de tudo isso.
Contudo, ela sabe. Ela sabe com todas as L-E-T-R-A-S que não se pode fugir disso, seja lá o que isso for. Seja lá o que signifique.
Uma vez, tudo bem, há o perdão.
Duas vezes, não está tudo bem, tem algo dissemelhante.

Há o perdão, ainda! Mas não se pode correr.

E é um deus-nos-acuda. Uma lambada de pensamentos. Um punhado de notas musicais. E ¼ de lágrimas não caídas. Além das gargalhadas, claro. Além do tudo pode acontecer, inclusive o nada.

Ele ainda está lá. Está sorrindo para ela, criando ciúmes nela. Prendendo-a sem nem saber. Dizendo palavras que eleva o [des]conhecido dela, tomando atitudes que germina a dúvida dentro dela. E, por enquanto, ela é só isso: morna. Tudo o que ela não queria ser. Tudo que ela é por tempo indeterminado.

Corda Bamba...

Não quero que me doa nada hoje. Nem amanhã. Nem depois. Quero ponto final em tudo, quero que tudo chegue logo no final, que se acabe. Mas não quero isso de um todo querer. Quero de querer um pouco, a outra parte do querer fica na surpresa do mistério. Por isso meus quereres se dão tão bem. Pólos energicamente contrários. Falta, apenas, um pouco mais de emoção, de circo: malabares, cores, mágicas, brincadeira, risadas e piruetas. Só não falta a platéia. É um espetáculo para poucos, ou ninguém - além de mim - ou apenas um par, quem sabe. Talvez, no final, eu descubra o ímpar: só o eu.

Por enquanto, sou equilibrista e nada mais.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Alguém podia me ensinar um truque, por favor?

Primeiro paro diante do espelho e me observo: falta água.
Estou murcha, perdi algumas pétalas e os espinhos não me protegem como antes, pelo contrário. Estou seca, sem adubo, perdendo a vida e o verde já não me veste mais. O marrom anda combinando mais com meus olhos, que estão tristes, mas ainda lutam por um pouco de amor. Vou me desfolhar, me despetalar e isso vai doer – embora já esteja doendo ainda que não assuma – até que, finalmente, eu veja um pequeno botão cor vermelho-sangue, esse vermelho que sempre me vestiu bem, que mostra o ápice da existência na minha íris, que me faz inspirar – e encontrar - o cheiro de vida no meio da decomposição de uma era que foi difícil dizer adeus. Então eu vou escutar todas as músicas, rever todas as lembranças, apoiar minha mão sobre meu coração e deitar encolhida abafando meu choro, porque é uma dor só minha, uma dor que preciso vivê-la sozinha, uma dor que precisa consumir meu corpo e minha alma para, enfim, eu me libertar. Uma dor que ninguém tem que perguntar o porquê, que ninguém precisa me acalentar, porque é minha, só minha e só eu sei. Só eu sei a mistura de todas as angústias, de todas as pontadas. Só eu sei a sensação do passado pontiagudo enfiar-se dilacerante sobre meu peito e ficar remoendo na ferida aberta, lembrando-me que eu ainda não me desapeguei e que me finquei mais fundo do que eu podia.

E apesar de todo esse egoísmo, tem gente que eu sei que não vai embora, tem gente que consegue formar um sorriso no meu rosto e fazer derramar algumas lágrimas de felicidade, porque nem tudo é fim de festa, fim de noite e fim do pouco de nós. E eu sei que posso seguir em frente, que eu tenho força pra isso, que eu tenho astúcia para o novo, que eu tenho idéias para o meu progresso, que eu tenho amor dentro de mim.

E acaba que alguém vem, pega um pouco da minha dor, limpa minhas lágrimas e aponta para o futuro, então eu rio e percebo que não estou só.















E que nunca estarei, apesar dos invernos cortantes da vida.

segunda-feira, 16 de março de 2009

me gusta soñar me gustas tu


São 6:30 am e eu ainda não dormi. Não por falta de sono, mas sim por não querer dormir! Estou começando a ficar craque nisso, é pois é, adoro ficar lendo pelas madrugadas a fora, me faz bem.. Quer dizer, não há nada mais gostoso do que ir para a cama de pijamão e enfileirar de 6 a 8 horas de sono, dependendo do metabolismo do boneco em questão.AHAHA mas tá. Era essa hora que deveria acordar, pra ir estudar. Deixe-me indo, pois hoje o dia é longo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Parei de pensar, comecei a sentir.


Dia calmo. você acorda com uma bela musica, vai à escola, uma professora nova e linda faz teu dia sorrir. Os assuntos fluem como nunca (para todos) você volta pra casa. come, dorme, acorda com musica novamente. Vai à casa de sua amiga, passa a tarde rindo com as pessoas mais estranhamente lindas e vivas que existem. Você chega em casa e toma banho. Perde uma ligação de que já sabia quem era. Fica calma, diferente de sempre. você até consegue fazer um simples café igualzinho o da sua mãe, e sem ser numa vez que estava tentando o fato. Era amor. Faltava amor. Dia calmo. (...)Já não sei voltar atrás! Parece que respirar nunca foi tão importante… desde que tenho o teu cheiro em mim.
Todos os sentidos deixaram de fazer sentido, logo, me faz sentir o teu cheiro em mim.
E sei que mesmo que a despedida esteja iminente (ainda que por pouco tempo) reconforta-me pensar que o teu cheiro ficará em mim.
Teu cheiro em mim dá-me a certeza que te vou querer sempre.

"Sentimentos contraditórios, talvez?
Ao menos que vem sempre à tona, qndo eu acho que nunca tenha te dado o que você esperava e não estava ao seu lado quando você precisava de mim.. Talvez eu não tenha te escutado, talvez eu tenha me descuidado! Talvez eu tenha me esquecido que te amava..Talvez! Será que por agora não haja nada para se falar.
Esta 'noite' precisemos de tempo para pensar, e por mais que eu pense eu não encontro uma única razão para continuar gostando de você!
Talvez eu nunca tenha entendido o que você significava para mim...
Talvez eu nunca soube quem eu amava de verdade!"

sábado, 28 de fevereiro de 2009


Quase não vinha escrever hoje, aliás, faz tempo que não me dedico aqui. Para ser sincera, só estou escrevendo mesmo porque tive que ligar o computador para procurar a letra dessa música aí, Pink Floyd-Wish You Were Here, para 'ensaiar' bastante e dedicá-la ao Sabichão da próxima vez em que ele aparecer no bar. HAHAHA
Ontem ele apareceu, como aparece pelo menos duas vezes por semana, para meu desespero. É um carequinha meio chato e petulante. Vem sempre com um ar de sinceridade, carinho com a dedicação de sempre.. E eu já fico tão contente com a sua presença.. Abraçaste-me sem medos, falaste-me de ti, olhaste dentro dos meus olhos como quem olha para o coração e fizeste-me acreditar que afinal valia a pena. Que quando o coração quer sentir não há razão que vença! E eu deixei-me levar, deixei que conquistasses cada canto de mim. Deitei fora os meus medos como papéis velhos e amarrotados e entreguei-me no teu abraço quente. Encostada no teu peito fiquei a ouvir o bater do teu coração e aos poucos deixei que o meu batesse sintonizadamente com o teu, como numa melodia de mestre. Porque assim tudo faz sentido. Porque tu fazes-me bem. Porque tu me fazes feliz e eu te faço feliz. Deixa-me contar ao mundo o nosso segredo. Dizer que não importa o tempo. Gritar que o que interessa é o sentimento quando ele é verdadeiro e nos faz sorrir com o coração.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O que você não faria, faça por amor.


Você tentou de tudo, mas você não desistiu.
Agora ele te deixou com cicatrizes, lagrímas no seu travesseiro e você continua parada. Você senta e reza.... Rezando para que as pancadas vão embora, não era sempre um relacionamente de ''bater e correr''.

Vai ter que conseguir um milagre para me trazer de volta :]