sábado, 23 de janeiro de 2010

Obrigada.



Desejo à você, metade de toda felicidade do mundo.

-pois a outra metade já é minha, por ter reencontrado você!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Centésima.

Será que o amor está apenas em minha mente? Será que é tudo tão relativo como uma gota d'agua, um suspiro? Ou é porque o sol ensina um único caminho? Ou é quando a voz que não quer ouvir fica lhe alertando tudo que será errado fazer, mas você faz apenas pra ouvir essa voz? Será que nosso corpo é tão delicado quanto uma pétala? Ou os poços são fundos demais para os sonhos de uma criança? Ou é por causa da ausência de certos rostos? E hoje eu tenho medo de todas as perguntas... Pois tenho medo das respostas que vou conseguir, tenho medo do tamanho do fragmento que essas respostas vão trazer à mim!

Inútil....

Me sinto uma completa inútil com diploma e tudo. Dançando em corda bamba pronta pra cair, mas será que vou ser aplaudida na volta? mas caramba, a esperança e o desespero são meus alimentos... Já estou farta desta razão de tormento! Quero ter o controle de tudo, mas não tenho o controle de mim.
Meus amores platônicos estão voltando, minha insegurança também! Essas palavras não pertenciam a mim, mas agora são as únicas que saem com sentido... E frequentemente estou com medo de onde isso vai dar...

Meus olhos castanhos mel já não agrupam mais por acaso, e só agora que reparei. Mas cuide de mim, não me deixe apodrecer...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Silêncio.

O que são segredos guardados? O que são amigos? O que são os seus jardins secretos?
Talvez a gente só flutue por mesmas plataformas, ou por diferentes... Sua plataforma se transforma em um paraíso cheio de anjos à rodear, brincando de ser criança para ser mais ingênua; brincando de amar amantes impossíveis para passar o tempo; brincando de brincar com a sorte às vezes para não cair na rotina.
Sorte para ti é bom com gente em forma de anjo em volta ou com pessoas que canoniza por vontade; que não oferece perdão porque para ti, anjos não fazem mal.
O seu sorriso assim como o da monalisa esconde de todos alguma coisa, mas a única coisa que você me enxerga em meus olhos são eles dizendo: "Eu sei"... Queria que eles dissessem que eu sei que eu sei guardar segredos assim como o significado de seus sorrisos... Eu percebo que você quer que descubram mas não sabe como, porque a única coisa que tens certeza é que ninguém adivinha sem pistas, pistas essas que dá e tira a qualquer momento. Mas, o que tudo isso importa?
Talvez você como eu, observe os sinais do Apocalipse; ou a pimenta que nos olhos alheios ardem por mim ou por você... O nosso erro é pensar em demasia e querer o "igual" diferentes.
Somos diferentes, porque eu só sou incapaz de amar, mas descrevo o amor dos outros. Somos diferentes pois distingo os sorrisos que para você são endereçados.
Um morro que desaba em pó, um mar que mata a esperança e a vista bela... Para alguns pode ser o fim do mundo, mas eu sei que agora você vê a beleza.
Vamos fazer um pacto, com o sangue que minhas palavras extraíram. Não vamos contar, nem achar alto nada... Porque o céu não é só bonito azul e nem tudo o que falamos é verdade.
Minhas metáforas assim como as tuas, não foram feitas para ser entendidas, porque enquanto você está aí... O sol brilha e chove em raios e a água cai do céu em glória.

O silêncio esconde a interpretação mais rica.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

[de]novo...

O seu cheiro ainda persiste em minha pele, e você provavelmente apreciando novos cheiros. Eu preciso de um abrigo pra minha própria proteção, preciso me reencontrar preciso de paz e um pouco de serenidade.

Quero que compreenda que nada disso, que nenhuma dessas mudanças tem a ver com você... É algo muito pessoal. Algo que só diz respeito à mim! Nós ainda tínhamos, temos, teremos que ajeitar, encaixar, colocar nos eixos denovo... Nem que seja por você, por mim, por nós. Chega a ser estranho pois sinto tanto sua falta como uma criança sente falta do seu cobertor acho isso cómico demais para ser verdade, mas é assim que vai prosseguir, devo crescer com toda essa história.

E fica aqui uma pergunta que todas nós meninas um dia já nos fizemos: Contos de fada nem sempre têm finais felizes, têm?

Cafona e escuro. Agora é tudo isso que eu vejo quando essa frase entra em minha mente... Pois já não há dor suficientemente suportável quando este sonho cai na realidade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Olfato...

Cheiros inesperados são deliciosos. Daquele tipo que a gente está passando e de repente sente um perfume e pensa: nossa, esse é de fulano. Ou então aqueles que imediatamente trazem sensações e sentimentos de volta, ou que lembram uma época específica. Adoro os cheiros!


Lembro que certa vez, lá pelo começo das aulas, conheci um menino que me rendeu um ou dois encontros de verão. Nada mais que isso porque eu andava apaixonada por outro, e eu sou assim mesmo, fiel até a paixões não correspondidas. E depois eu nunca mais vi o menininho, que era uma pessoa legal, mas que parava por aí. Anos depois, quando terminei meu ensino médio, encontrei com o tal cara sem querer e a gente parou pra tomar uma no bar e aproveitamos para colocar o papo em dia; Papo vai, papo vem e, na despedida, trocamos um abraço. Nessa hora, ele vem com a surpreendente frase: "Nossa, você ainda usa o mesmo perfume!" E uso mesmo. "Le Male do Jean Paul Gaultier", o qual sou cliente desde os quinze aninhos, quando ganhei um frasco e passei a usar só porque não tinha outra marca disponível no momento. Perfumes masculinos são irresistíveis para mim...

E aí hoje, fazendo a mala de roupas que teria de levar, veio um cheiro de surpresa, um cheiro de uma pessoa que não sou eu. Respirei fundo. Era como se a pessoa que não sou eu estivesse lá ao meu lado, o que me fez lembrar de várias situações interessantes e engraçadas, e eu sorri de saudade.

Tem gente que precisa de fotos, tem gente que precisa de músicas, tem gente que precisa de longas conversas ao telefone. Eu só preciso da fragância certa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

(...)

Desculpa se depois de tanto tempo ainda falo de amor, do nosso amor. Não foi um mês fácil, mas já encarei outros mais difíceis, admito. Se eu senti sua falta? Poucos dias. A falta não pertencia a você e sim de como éramos juntos. Sinto falta do nosso mistério, embalado numa coisa que gostávamos de chamar amor. Sinto saudade do nosso sentimento exagerado, de quando parecia que não existia nada além e nem mais forte. O que realmente faz falta é o acreditar. O construir. O planejar. A partir do momento que você decidiu fazer planos sem mim, eu não construí mais nada. E ficou difícil acreditar. Quem desistiu da gente foi você. Quem sempre teve coragem fui eu. Ameacei milhões de vezes, mas sempre acabei voltando. Se tudo aquilo era vingança, medo ou falta de amor, e hoje é apenas um ‘foi melhor assim’, vou realmente começar a pensar da mesma forma, pois não era com a pessoa que se conforma com o ‘tá melhor como tá’ que eu queria estar. Você deixou de acreditar na gente e isso foi a coisa mais complicada de aceitar. E não aceito nunca. Acabou todo aquele sentimento inabalável? Toda aquela ponte indestrutível que ligava a gente independente do tempo ou espaço? Pra onde foi toda a curiosidade e as idéias loucas?

Cadê as noites em que o nada era a nossa maior diversão? Caiu a ligação fora de hora só pra fazer rir? Eu sinto muita falta desse mistério, dessa loucura, do entusiasmo, de ambos os lados. Talvez não seja você, um dia talvez entenda. Um dia talvez esqueça, um dia preencha. Talvez. Mas por enquanto é assim. Aí um dia nos encontraremos, não por casualidade, afinidades ou algo parecido. Mas porque é assim que há de ser. E não saberemos o que dizer. Eu to bem, você também disse que ta bem. E pronto. Me despeço e digo que foi bom te rever. Igualmente. E depois de alguns passos olho pra trás e vejo ir virando a esquina todos os meus medos imaturos. Era meu mundo, meu futuro, meu plano.

E hoje, me despeço. Mas lembrarei de ti com o mesmo sorriso de lado e a risada alta e gostosa. E após uns dias esqueceremos isso. E é muito triste escrever isso. Só que mais triste ainda é pensar que daqui uns tempos isso não será tristeza. Mas uma saudade boa e gostosa, simplesmente. Simplesmente porque é assim que há de ser.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Re-amar.

É sempre preciso, é muito mais que necessário saber amar. Não precisa ser de um jeito correto, apenas amar está bom, mas é claro que precisa ser recíproco! Seria capaz de abandonar tudo, história, passado, cicatrizes...
É tão complicado - Ainda mais pra mim. Que desisto fácil, me apego fácil e dificilmente esqueço. Essa viagem pode não demorar muito pode durar apenas alguns minutos, mas se você me pedir eu entro nesse barco sem pergunta nenhuma. Posso até perder o medo de dirigir e atravessar o mundo para te ver todos os dias...

Será que temos que afundar juntos para percebemos que é preciso nadar juntos? Você só precisa prometer que irá tentar que irá se esforçar... Não quero ficar sozinha nessa!
Seu papel era apenas necessário me dizer que irá valer a pena, que irá ser algo significativo amar novamente.

Me diga se vale a pena pra você.
Me diga se vale a pena por nós...
Se iremos remar, re-amar, amar!


Mas, vejo que é hora de descansar em paz...