terça-feira, 5 de janeiro de 2010
um pouco do que nós somos, ou deveriamos ser...
Enquanto caminhava tranquilamente pela tímida chuva que caía, ela conversava consigo mesma. Distante dos atentos olhos que sempre a cercavam, ela colocava suas idéias no lugar. Pensava e repensava, procurando por razões. Foi então que uma criança lhe chamou a atenção: estava sentada na calçada e, aparentemente não se importava com os pingos d'água que molhavam seus cabelos. A criança estava sentada de frente para um muro e tinha uma bola em suas mãos. Ela se divertia enquanto jogava a bola no muro, para que ela batesse e voltassse as suas mãos. A garota não sabe por quanto tempo ficou observando a criança, mas como num estalo, as coisas se clarearam. É clichê, mas só nos damos conta quando a situação bate a porta. Cada um de nós está completamente sozinho, mas talvez isso não seja tão ruim.
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