É por isso que existe a força. É mais um valor inventado para o fracos. Porque quem é forte, não precisa ter força, nem sente falta dela. Nem sabe se um dia foi forte ou fraco, ou qualquer coisa. Forte passa despercebido em muitas crises e frustrações. Eles a sentem, eles a vivem, mas quem disse que percebem? E se percebem, querido, é por dias banais. Pouco. Pouquíssimo tempo.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.
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