quarta-feira, 12 de maio de 2010

..--...-...-.--.---

Código Morse: exatamente assim que meu coração está. Minha cabeça, tudo. Em código, que ninguém, e ninguém mesmo conseguem entender... Nem os mais próximos, os que sabem exatamente o que eu to pensando só de olhar pra minha cara de "perdida no nada", os que conhecem meu sorriso de canto de boca, os que entendem quando eu estou calculando as possibilidades. Nem os mais afastados que acham que me entendem, que vêm nessa cabecinha teimosa uma menininha mimada e doce. Nem eu entendo. Isso é o mais grave. A única coisa que eu sei direito mesmo, é que eu tenho essa minha mania de felicidade. Oh inferno! Tá tudo lá, lindo e aparententemente correto e lá estou eu um instante depois reclamando: “cadê a minha felicidade”? Tenho a péssima mania de me cansar rápido de querer sempre mais, de ser essencialmente insatisfeita. È assim desde criança, quando minha mãe me matriculava em natação, dança, volei, karate, teatro...E eu sempre desistia antes mesmo se saber o mínimo possível da atividade. É assim agora, já toda virando adulta, quando me canso das disciplinas, dos livros, dos comodismos. E é assim quando eu fico sozinha. Pensando no fracasso do meu querer. E ainda há quem diga que isso de querer sempre mais é bom, mostra que você não se acomoda. O problema é que em alguns momentos eu queria muito, muito mesmo ser acomodada. Não me sentir falida. Não ter que começar tudo de novo. Tomar decisões e depois parar e perguntar : “Ok, e agora? Eu faço o quê?”.

Nenhum comentário: