domingo, 9 de maio de 2010

Fim do túnel...

Qual é o problema com o mundo, afinal? O que todo-mundo vive?
A verdade é que estão impondo a desmoralização da profundidade. Algo ligado com a intimidade escassa, a falta de essência, excesso de aparência.
Viver fingidamente feliz e em vão. Acumular dezenas de centenas de milhares de 'amigos' do orkut, ou contatos no msn. Sair por aí, para dar uma volta mesquinha na rua e toda hora encontrar alguém, um 'amigo' por aí. Sair abraçando gente, contato superficial de pele sob tecido com pele sob tecido. Dizer 'Como vai?', sem a mínima noção do que isso representa. Na verdade, sem querer saber como, realmente, vai aquele alguém. Ou responder 'Vou bem e você?', quase que automático. Praticamente uma ação do sistema nervoso periférico, como um ato-reflexo. Vai bem mesmo? Nunca se sabe...
Os vazios hoje em dia, não vem em forma de vazios. Vem num recipiente chamado tédio. Vazio. Recipiente que nada preenche. Nada o destruí. Ou ao menos, entorpece. O tédio que o segue como labaredas de fogo seduzidas pelo álcool para qualquer mísero ou bom lugar que se vá. E uma hora, ou nunca, chega-se o pensamento, o suave pensamento como uma mão macia de mãe sobre nossas cabeças confusas: ' Quem realmente é seu amigo? Quem ama a você, a ponto de ensinar com o ato, o verdadeiro amor?'. E depois dessa suave mão, vem o murro. Que não só racha a cabeça como o cérebro e seus componentes. Não há intimidades. Não àquele que ama de verdade. É tudo postiço, verdadeiro aplique fantasioso do mundo moderno.
Fingir. Driblar a solidão com excesso de pessoas. Excesso de superficialidades, só aumenta o tédio.
Colecionar amiguinhos que diz amar-lhe, é uma estúpida moda mundana. Aumento do tédio, do vazio do tédio.

Sejam bem-vindos a profundidade. A clareza e verdade. Sejam bem vindos, meus poucos, tão poucos e muito poucos, mas amigos. Amigos que estão comigo. Amigos que me conhecem. Amigos que se importam comigo, ainda que não sendo a solução dos meus problemas, mas sendo uma força adjacente, um apoio real, para a luta armada, chamada vida.

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