segunda-feira, 12 de julho de 2010

Além do que vê...

Hoje me pede para eu sumir
E se te disser que irei por ti até a escuridão?
Mas apenas prometa que haverá uma luz, nem que seja a do seu olhar...
Abraça-me, diga que nada do que sinto é em vão.
Desate os nós que existem em nossa mente.
Obscura e sincera mente, cuide-me, canonize-nos...
Preciso achar o cais que ancoraste seu coração junto ao meu.
O vazio de flutuar em esperanças de achar a resposta do que eu insisto em chamar de amor.

Sinta o sangue misturando-se, fluindo como uma melodia de mestre.
Sinta algo enigmático, será mesmo algo curioso...
Nunca agirei conforme minha idade, pois bem, serei madura o suficiente!
Eu já não caibo em mim faz tempo, isso não é novidade...
Mas tenho sempre a sensação de um pedaço faltante, sobrando espaço, algo e o lugar...
– ah, e falta aqui, também é você. Você é tanto pra mim e importa, - importa sim que eu sofra.
Aliás, já sou ótima nisso ultimamente.
Tem esse espaço que você ocupa; esse que pulsa e sangra; esse que cava e estanca sem se tocar, - sempre é um só riso. Mas nunca, um riso a sós.
São tantos nós, é sempre. Tantos são os poréns também, porém ainda é sempre ainda e até e quando.
Eu sofro e sonho. Eu amo e encanto.
Esforço-me muito pouco ultimamente, também é verdade, mas, por favor, perdoa.
Seu humor e estado e é tanto bruto, comigo, eu penso. Eu tenho medo e culpa sempre; Eu tenho tanta sempre, eu sei.
Mas, Amor, que um dia não será mais meu...
Não vou te deixar, seguir-te-ei em pensamentos, meu bem.

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