No quintal da saudade há várias recordações e sensações. Digo sensação porque a sensação do outro é sempre um mistério pra gente. Até o beijo por exemplo, que à mim diga-se maravilhoso aos olhos de outros é repugnante... Assim como um sentimento pode significar muito para alguém e muito pouco para outro alguém, mesmo que ambos sintam a mesma coisa. E é exatamente isso que acontece, comigo.
Queria um varal onde molhasse minhas tristes recordações, cansei de deixa-las imortalizadas em minha memória. Agora mais do que nunca quero deixa-las livres, esconde-las pra sempre... mata-las de minha mente, da minha alma. Quero novamente ser o que era, ser a 'menina' que colocava sentimentos nas palavras, estrelas nos olhos e cores nos dedos...

Não quero uma vida comum, não para este ano cheio de surpresas a me esperar.
Só que está cada vez mais complicado já tentei de diversas formas, pincelei de diversas cores e colori da cor que bem quis fugindo de todo esteriótipo de que o amor nem sempre é vermelho, rosa ou carmim...
Eu prefiro esse amor inventado à minha maneira, autêntico, roxo. Amor roxo, esse que me mora sempre que lembro do passado... Ah, meu amor ainda continua vermelho, tão piegas quanto o mundo, mas é amor de pai e mãe. Meio vermelho para cada um, meio coração para cada um. Amor, igual.
Cores... gosto de cores. Acho que o amarelo destacaria o amor dos meus amigos-irmãos que é suave, fácil como respirar, limpo como o ouro. Se pudesse pintaria de prata tudo aquilo que me faz bem. Sejam pessoas ou coisas, lugares ou comidas, por assim dizer. Não posso me esquecer do azul, do meu azul que é as vezes fraquinho quase branco, por outras forte quase noite. Ele me lembra as estrelas, às vezes chuva, às vezes mar. Mas amor, acima de tudo. O azul ilumina tanto, desde tons a texturas. E me lembra piscina. Azul, que às vezes me tem por completo e pelo qual eu nunca saberei demonstrar. É que o meu amor, é como o sol. Tem dias que vem, tem dias que não. Mas mesmo debaixo d’água, todo mundo sabe que ele existe.