terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Re-amar.

É sempre preciso, é muito mais que necessário saber amar. Não precisa ser de um jeito correto, apenas amar está bom, mas é claro que precisa ser recíproco! Seria capaz de abandonar tudo, história, passado, cicatrizes...
É tão complicado - Ainda mais pra mim. Que desisto fácil, me apego fácil e dificilmente esqueço. Essa viagem pode não demorar muito pode durar apenas alguns minutos, mas se você me pedir eu entro nesse barco sem pergunta nenhuma. Posso até perder o medo de dirigir e atravessar o mundo para te ver todos os dias...

Será que temos que afundar juntos para percebemos que é preciso nadar juntos? Você só precisa prometer que irá tentar que irá se esforçar... Não quero ficar sozinha nessa!
Seu papel era apenas necessário me dizer que irá valer a pena, que irá ser algo significativo amar novamente.

Me diga se vale a pena pra você.
Me diga se vale a pena por nós...
Se iremos remar, re-amar, amar!


Mas, vejo que é hora de descansar em paz...

09:29

Então, vamos combinar?
- Primeiro, a gente enlouquece,
depois, veremos no que vai dá.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Véu.

Desligue os faróis, deixe que as estrelas sejam vistas... Pela luz dos olhos!
Um clima sombrio, complexo de pouco nexo... Minhas pálpebras revelam manhãs aos meus olhos, faz calor, como um sonho que a noite beijou para acordar. Somos grãozinhos de areia, E, muitas vezes, nem sequer notamos, porque marchamos num ritmo que nem sequer questionamos logo, perdemos toda beleza e magia das coisas pequenas.

Não desejo andar mais em círculos, quero correr dessa mesmice dessa eterna falta do que falar;
Agora a vida tem uma melodia que se alcança em silêncio, essa essência que não requer outra explicação a não ser existir e ser tudo! Mas depende muito do que é "tudo" para vocês...
Pra mim, agora é ter uma dose da tua ausência, para notar a saudade em minhas mãos!



& depositando nossas sementes que germinam da inocência, a essência de um novo ser.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Eu tinha dezessete anos. Pensamentos e conclusões diferentes de todas as minhas amigas. Pois aprendi mais cedo que elas, sobre o valor de cada coisa.
Hoje, fiquei com vontade de voltar pro interior, buscar minhas raízes, rever pessoas que não vejo a uns 10 anos... Era uma noite escura de verão, quase não havia vento, e o mar dormia tranquilo, coberto pelo manto negro. Algo ainda me tirava o sono, não sei se por ser diferente ou por pura saudade de tudo... não consegui respirar com facilidade, foi então que observei uma estrela logo ela brilhava no céu de poucas nuvens, olhando por mim como uma protetora silenciosa.

Fingi para mim mesma que queria apenas ver minha estrela guia mais de perto, mas eu sabia que não era isso. Meu corpo todo se arrepiava apesar da ausência de vento, meu coração batia na ponta dos dedos e minha respiração ofegava sem qualquer motivo aparente. Eu pensei que fosse algum pressentimento ruim; uma tempestade silenciosa que se aproximava... Pensei até em fazer uma prece – nesses momentos, acreditar em Deus parece conveniente –, mas minha atenção foi absorvida pelo canto que me inundou de repente. Era um canto diferente de tudo que eu já tinha ouvido. Não era doce, nem agressivo, nem melodioso, não era sequer afinado, era apenas uma profusão de notas e subnotas, indo e vindo dentro da minha cabeça, como ondas do mar. Era isso. O canto não me adentrou os ouvidos hora nenhuma, ele estava dentro da minha cabeça o tempo todo, feito fosse minha consciência acalentando meu cérebro cansado.



Acordei estirada na areia, com o sol cegando meus olhos. Mas eu ainda sinto na boca o gosto do meu doce preferido, e quando fecho os olhos imagino a figura dele, sugando a minha existência para algum paraíso secreto nos sete mares. Sei que jamais a encontrarei novamente. Ela ficou com o meu coração. E eu fiquei apenas com a lembrança de uma noite de verão. Virei para o outro lado e continuei a sonhar...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Um violão que emite notas de melancolia. Junto com a chuva que faz lacrimejar, elas são como nuvens prontas para trovejar meu coração. O céu que era colorido agora esta acinzentado complicado até para descrever, já que meus olhos estão carregados de pranto... fazem um dilúvio em mim.

Como um esconderijo uma cachoeira iria muito bem neste momento, para afogar lágrimas sem ao menos ninguém perceber... Essas lágrimas não saem doces como antes, estão amargas... O sabor que emana dentro de mim como uma daquelas cachaças destiladas vendidas no bar da esquina. O primeiro gole é repugnante. Porém, o segundo gole é macio, como a raiva que desce queimando. Pode-se dizer que o amargo agora satisfaz, porque faz pensar que nada é tão lindo como antes, o amargo coloca nossos pés na realidade mais profunda.

Não desejo a solidão, nem pra mim. Ser solitário deve ser triste, sinto falta de conversas despreocupadas apenas com a vontade de coloca-las para fora de si, que faz entender que as expectativas estão enferrujadas desde aquela chuva forte que misturou-se com as lágrimas. E ainda sim, ela intimida...

E meus olhos estão se encontrando do lado de dentro, em busca de um amanhecer caloroso...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

[en]Cantos.

No quintal da saudade há várias recordações e sensações. Digo sensação porque a sensação do outro é sempre um mistério pra gente. Até o beijo por exemplo, que à mim diga-se maravilhoso aos olhos de outros é repugnante... Assim como um sentimento pode significar muito para alguém e muito pouco para outro alguém, mesmo que ambos sintam a mesma coisa. E é exatamente isso que acontece, comigo.

Queria um varal onde molhasse minhas tristes recordações, cansei de deixa-las imortalizadas em minha memória. Agora mais do que nunca quero deixa-las livres, esconde-las pra sempre... mata-las de minha mente, da minha alma. Quero novamente ser o que era, ser a 'menina' que colocava sentimentos nas palavras, estrelas nos olhos e cores nos dedos...



Não quero uma vida comum, não para este ano cheio de surpresas a me esperar.
Só que está cada vez mais complicado já tentei de diversas formas, pincelei de diversas cores e colori da cor que bem quis fugindo de todo esteriótipo de que o amor nem sempre é vermelho, rosa ou carmim...

Eu prefiro esse amor inventado à minha maneira, autêntico, roxo. Amor roxo, esse que me mora sempre que lembro do passado... Ah, meu amor ainda continua vermelho, tão piegas quanto o mundo, mas é amor de pai e mãe. Meio vermelho para cada um, meio coração para cada um. Amor, igual.


Cores... gosto de cores. Acho que o amarelo destacaria o amor dos meus amigos-irmãos que é suave, fácil como respirar, limpo como o ouro. Se pudesse pintaria de prata tudo aquilo que me faz bem. Sejam pessoas ou coisas, lugares ou comidas, por assim dizer. Não posso me esquecer do azul, do meu azul que é as vezes fraquinho quase branco, por outras forte quase noite. Ele me lembra as estrelas, às vezes chuva, às vezes mar. Mas amor, acima de tudo. O azul ilumina tanto, desde tons a texturas. E me lembra piscina. Azul, que às vezes me tem por completo e pelo qual eu nunca saberei demonstrar. É que o meu amor, é como o sol. Tem dias que vem, tem dias que não. Mas mesmo debaixo d’água, todo mundo sabe que ele existe.

um pouco do que nós somos, ou deveriamos ser...

Enquanto caminhava tranquilamente pela tímida chuva que caía, ela conversava consigo mesma. Distante dos atentos olhos que sempre a cercavam, ela colocava suas idéias no lugar. Pensava e repensava, procurando por razões. Foi então que uma criança lhe chamou a atenção: estava sentada na calçada e, aparentemente não se importava com os pingos d'água que molhavam seus cabelos. A criança estava sentada de frente para um muro e tinha uma bola em suas mãos. Ela se divertia enquanto jogava a bola no muro, para que ela batesse e voltassse as suas mãos. A garota não sabe por quanto tempo ficou observando a criança, mas como num estalo, as coisas se clarearam. É clichê, mas só nos damos conta quando a situação bate a porta. Cada um de nós está completamente sozinho, mas talvez isso não seja tão ruim.