sexta-feira, 30 de julho de 2010

...

Com o coração sangrando e acelerado, com os olhos mareados e brilhantes pergunto de onde vem essa essência misteriosa e confusa... Preciso voltar a falar sobre a minha doce tristeza, digo, o meu estado emocional preferido. Onde o cinza é a cor mais bela que o céu pode transmitir num dia como esse. Mas a esperança não morre, e não vai morrer nunca. Se morrer a esperança morre a vida, acredite, morre... É como um ataque de risos que pertence a nossa felicidade. Não deixe os demônios habitar em seu ser, saiba que a balança existe dentro de cada um. Saiba como regular sua mente, sua droga de mente. Sinta o gosto da lágrima da despedida, sinta a dor de um coração despedaçado por você. Sinta, culpe-se. Morra...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Colecionadora de decepções.

Poderia colecionar qualquer coisa. Mas eu escolhi colecionar isso...
Tarefa fácil? Pra quem está fora, pra quem está longe dessa minha "zona de proteção".
Sentir-se infeliz ou passar por momentos ruins lhe torna mais forte. Ok, sim. Mas e depois? Como você reage quando está no escuro e apenas sabe que no seu interior há algo apodrecendo, perdendo cor, perdendo vida...
E lá vou eu falando de cores novamente... Tão aleatório pensar nisso. Surge, como surge o sol... Falando em sol, a tempos não amanheço com pensamentos ensolarados, necessito urgentemente de cores quentes que aqueçam minha alma e me fala sentir meu coração pulsar como antes...
Não quero esquecer de mim, e se for pra esquecer que seja desse eu de agora!
Eu já me vejo sangrando a tanto tempo e sei que nada costuma "parar" tão rápido assim, tampar a ferida não resolve... é pouco demais pra um coração amargurado, calejado, triste.

Quero colecionar cores alegres, músicas de bom tom e palavras subentendidas boas de não ouvir... ótimas de sentir.
É cruel pensar sobre a eternidade... É fácil sentir vontade de viver assim...
Tristeza combina comigo, eu sei, falar disso também é bom pra mim... MAS até quando?
Estou cansada de colorir quase tudo em preto e branco, minha caneta secou, mas e agora?...
Estou cansada de me limitar pra me encaixar na sua definição.
Aqui, neste pedaço lamentações: toda a tristeza que sinto. E sofro. E sinto. E a omito. Não que seja uma tristeza remota, repetitiva, insistente... É a tristeza de um modo agudo, intenso, afobado. Sinto minha falta hoje, mas acredite, não é todo instante. E quando vem, rouba essas lágrimas que caem agora de mim. Aflita, abraço a mim mesma com facas cortantes, na tentativa de ser forte, eu mesma me machuco. Mesmo que eu tente fugir do lirismo e ir para racionalidade, cá está toda essa saudade involuntária, sufocando minhas decisões. Ela é filha de uma emocionalidade que agora considero tosca. E usando a razão, seria loucura eu não senti-la.


Mesmo assim, antes que a imagem que pintamos nos engula, cuspa fora!
E sendo assim, me veja sofrendo e sangrando como de costume...
...perdoe-me enquanto eu explodo por dentro!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Além do que vê...

Hoje me pede para eu sumir
E se te disser que irei por ti até a escuridão?
Mas apenas prometa que haverá uma luz, nem que seja a do seu olhar...
Abraça-me, diga que nada do que sinto é em vão.
Desate os nós que existem em nossa mente.
Obscura e sincera mente, cuide-me, canonize-nos...
Preciso achar o cais que ancoraste seu coração junto ao meu.
O vazio de flutuar em esperanças de achar a resposta do que eu insisto em chamar de amor.

Sinta o sangue misturando-se, fluindo como uma melodia de mestre.
Sinta algo enigmático, será mesmo algo curioso...
Nunca agirei conforme minha idade, pois bem, serei madura o suficiente!
Eu já não caibo em mim faz tempo, isso não é novidade...
Mas tenho sempre a sensação de um pedaço faltante, sobrando espaço, algo e o lugar...
– ah, e falta aqui, também é você. Você é tanto pra mim e importa, - importa sim que eu sofra.
Aliás, já sou ótima nisso ultimamente.
Tem esse espaço que você ocupa; esse que pulsa e sangra; esse que cava e estanca sem se tocar, - sempre é um só riso. Mas nunca, um riso a sós.
São tantos nós, é sempre. Tantos são os poréns também, porém ainda é sempre ainda e até e quando.
Eu sofro e sonho. Eu amo e encanto.
Esforço-me muito pouco ultimamente, também é verdade, mas, por favor, perdoa.
Seu humor e estado e é tanto bruto, comigo, eu penso. Eu tenho medo e culpa sempre; Eu tenho tanta sempre, eu sei.
Mas, Amor, que um dia não será mais meu...
Não vou te deixar, seguir-te-ei em pensamentos, meu bem.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Certas vezes penso que as nos falta certo... "tônus" na vida.
A necessária [força] que nos permite militar por tudo que queremos e almejamos.
Por falar muito em "sonhos"... Já tive tantos e percebo que a maioria envelheceu como o portão de casa! Tem ferrugem nos sonhos? Ou eles já nascem geneticamente prontos para não vir a existir, quando o caso não for digno disso? De fato há sonhos que não podem vir a ser concretizados! Por questões éticas, morais e até mesmo racionais...
Meus sentimentos assim como meus sonhos resistem ao tempo e as intempéries... Eu me nego a desistir das coisas! Talvez eu seja uma "cabeça dura", ou quem sabe não adquiri a sensibilidade norteadora da vida...
Meus sentimentos e sonhos teimam em não aceitar o tal prazo de validade...
É... Escrevo por escrever e renomear palavras... Mas meu sonho se explica por não nomear nada e sim lutar pelos ideais de uma vida, que mesmo sendo minha, quero e preciso que seja dividido... Lutar pelos sinceros sentimentos que tenho.
Estes são, portanto... Os meus sinceros sentimentos...
A distância não é pura e simplesmente a ausência de outra pessoa...
Não é a ruptura impetuosa de uma relação... Longe disso.
A distância é estar junto, desejando estar longe, é estar colado (literalmente), mas com o pensamento mais dissociativo possível. E insisto em perceber que a distância, da maneira que aprendemos, em muito não se assemelha a realidade do que vejo! Do que sinto...
Talvez me sinta ligada as pessoas que deixei, pois sei que não as deixei totalmente. Que buscava ainda sim lembrar pequenos fragmentos da mesma.
Quem sabe, os elos sejam mais fortes do que suponha. Quem sabe eu guardei o melhor de mim para serem descobertos todos os dias, talvez guardasse coisas em mim, cujo descobrir é mais prazeroso com alguém... Guardei sim, e sem ter por que ou razão, e vou arriscar dos meus jeitos a maneira certa de mostrá-los... Meu medo ainda é que o coração pulse com ondas diferentes e arda no final de tudo...
Bom, a distância que há não me parece ser tão assustadora, por mais que a saudade sempre ocupe o lugar desta.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Clandestino

Nas trilhas sinuosas vou me perdendo, desviando para evitar...
Nessas inconstâncias vertiginosas - vertigens de tempo, de som...
Como perder-se? Perder o caminho ou razão de trilhar...
Nos perdemos aos poucos...
No conhecimento que chega.
Na poesia que fica!

Nos perdemos sem a identidade do porque (?)
Nos perdemos pelo que chegamos a buscar!
Sem encontrar...
Nos esquecemos no caminho.

Nos perdemos nos beijos comprados.
Nos amores rebaixados - desmerecimento indolor...
Desilusão que se acha, mas com certeza de ter!

Perde-se, acontece...

Perder para ganhar uma dor?
Perder para crucificar os espíritos da desilusão?
Perder par não derramar lágrimas de ilusão?
Perder para saber que ainda és forte?
Me perder...

Já começo a me perder nas palavras!
Na poesia, na tentativa inusitada do fracasso...
Nos versos e entonações anedotas... (humor cômico?)
De certo me esqueci nas dores do coração
Mas deveria agradecer por conseguir ainda sim, continuar e ter coragem...
Pelo suspiro de cada dia, pela força que me guia
No início da sinuosa...caminhada

Fustigante e inexpressiva...


Rumores...


[Solidão]

segunda-feira, 5 de julho de 2010

pequena fênix...

Me pego chorando...

As vezes amamos alguém, e esse alguém em dado momento sai da tua vida. Com isso o que era dupla cumplicidade passa a ser vidas unas. Você jurava que o amor que sentia já a muito não existe, mas você é pego de surpresa e todo aquele sentimento tido como morto parece ter ressurgido. Aí você se depara com o presente.... Onde está o passado?! Onde está aquele que deixei... A crueldade mais dura é perceber que as pessoas mudam, elas amadurecem e o teu passado agora já não existe. Os teus sonhos a dois já não passam de velhos scripts e que agora não são mais coerentes com o novo contexto.

Um dia deixamos quem amamos na ignorância de achar que estas pessoas estarão a nos esperar, mas isso não acontece, infelizmente nosso egoísmo não aceita o fato de que as pessoas têm suas vidas, suas motivações, suas aspirações, suas paixões e tantas e tantas coisas. Com isso aquilo que você deixou ou abandonou se torna outra coisa... Será que ainda é amor? Será que tudo pode ser como era antes? Infelizmente não - não que exista uma globalização no amor, mas a verdade é que nunca estamos preparados para o desconhecido. Quando você retorna da triste e solitária jornada percebe que a pessoa que fazia juras à você... Também seguiu um caminho, percebe que você não é o todo-poderoso e que por se achar assim, aprenderá com a dor de ver o que era teu sonho se tornar pesadelo.

Será que era amor? Será que é amor? Sim agora são duas perguntas... Nós humanos tentamos descomplicar o complicado que muitas vezes é nosso. Se hoje a pessoa que um dia disse que te amava se encontra ao lado de outra pessoa, isso não quer dizer que ela nunca tenha te amado.
Hoje eu aprendi isso...

Se ela ou ele te ama?!

Sabe, isso é algo para se deixar para trás... Pois amores são eternos, não podem morrer, mas como titãs são aprisionados para o nosso próprio bem - chamo isso de instinto de proteção. Então hoje eu vejo que ao reencontrarmos um amor, que antes nos paralisava, que outrora propiciava sonhos e confidências, isso não significa que ele possa ser revivido, pois milagres como ressuscitar que está morto são raros. Devemos entender que a vida segue seus próprios mistérios... Hoje entendo que na esquina de cada coração existe um segredo, um sonho, um medo... Existe em cada coração a cicatriz de um amor que lá passou e deixou pegadas.

Hoje reconheço que tive um grande amor e que deixei que esse grande amor de mim fosse usurpado... Eu o abandonei, fuga por amar demais - incoerente ou não aconteceu e agora estou colhendo tudo que plantei...

Quando amamos, deixamos um pedacinho do coração com esse alguém, pois ao nos entregarmos à alguem esse alguém nos toma algo, não apenas um beijo ou um simples fôlego, esse alguém deixa vestígios e digitais na nossa alma. Se você já teve várias namoradas ou vários namorados, sempre irá sentir ao vê-los com outra pessoa. Ao ver uns você sentirá algo forte, estes são os mais importantes da tua vida (esses chamamos de amores), outros não nos afetarão tanto (nossas paixões). O importante de tudo é entender que devemos cuidar de quem amamos. Hoje aprendi a lição e estou fazendo isso sozinha. Não quero errar mais onde antes errei, e também não quero despedaçar meu coração para tantos e tantos. Hoje eu quero me resguardar da dor e de mim mesma, pois as vezes por acharmos que amamos nos tornamos feras e até mesmo somos feridos no campo de batalha. Sendo assim hoje fico "offline"... Pois sei que assim poderei sentir as verdadeiras batidas de um coração apaixonado.

Hoje estou chorando, mas entendo que é hora de partir... O corpo está na minha frente, gélido e estático - é, está morto... Agora o que contemplo é apenas um amor que não mais existe, uma pessoa a mais, que antes foi meu amor, mais que agora nada mais é que mais um alguém... A dor é grande, mas temos de abandonar os que morrem... Coloco meus óculos escuros, enxugo as lágrimas, mas no coração ficam as coisas boas... O caixão desce e é hora de enterrar os mortos, antes que os fantasmas destes façam de nossas vidas um tormento... Muitas vezes buscamos reviver um antigo amor, um amor de infância, uma amor dito certo e eterno, mas na verdade o que contemplamos são apenas aspirações do passado, ou seja, um corpo mortificado por um presente que não está ao teu alcance.

Saio do cemitério do coração e aprendo que é hora de ir embora, a dor um dia passa e quem sabe um novo amor apareça para um piquenique... A verdade é que amores não encontrarei enquanto lamentar meus mortos - se matei ou não tal amor?! Sabe as vezes é melhor arquivar isso... Hoje já tenho esperança de que sozinha posso aprender mais e mais, para que no próximo relacionamento eu posso permitir que uma vida à dois seja vívida...

Permaneço assim...
Ignorada e abandonada...
Esquecida...

Não por todos, apenas por mim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma virtude

Hoje não te trago nem minhas dores nem minhas lágrimas; Já te presenteei com minhas desculpas falhas e mal elaboradas, em ocasiões onde quem necessitava ser ouvida era você, e eu como sempre egoísta tomo todo espaço... a fim de quê você nunca negará ajuda pra sua fenix.
Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo, que conversamos por longo desses dias... Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no teclado nessas madrugadas e em alguma janela sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Hoje mesmo, eu quis me comparar ao que havia me dito, sobre não nasci para amar ou ser amada, e vi que não é apenas eu que preciso de proteção ou que preciso de um abraço sem perguntar nada, apenas fazer. (Sinta-se abraçada).
Com esta me comparava, queria eu ser sua protetora, apesar de aparentar forte e independente, sabia que de tanto amar e sofrer por isso se fechava, eu queria apenas portegê-la, uma forma inútil, mas eu quis. Por você eu tinha um carinho especial, diga-se de passagem ser tudo muito novo porém, sinto.
É difícil achar pessoas onde conversas, choros, brincadeiras e até erros são discutidos assim, tão facilmente. Você já até sabe onde eu costumo errar, ora, meus erros humanos, extrapolar... Mas, a admiração e sentimentos ficam comigo, com mais intensidade. Eu quero servir como um alicerce, onde possamos dividir e receber conselhos.
O amor, a música & uma grande gratidão moviam tal anjo que era intermediário, não realista, mas tinha convicção que um dia as coisas mudam e que temos que simplesmente adaptar as escolhas, era sonhadora de pés no chão. Sabia o que dizer quando não dizer, adora me fazer rir com simples erros de português que até acho que são propositais e me deixa feliz com um simples apelidos carinhosos e apelidos singelos. Era anjo de entrada, estava ali e era ali que eu queria que estivesse. Mesmo quando seu humor mudava ou quando arrancasse os pés para facilitar andar.
Hoje, dani, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativa quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei, mesmo sendo virtualmente. Não me esquecerei de contar pros meus netos também de uma amiga que fiz no stoponline, onde não tinha nada para fazer além do tédio adolescente, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu:

“Nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas
bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe
pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora.” Metal contra nuvens.

Pois que assim seja, amiga. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história...