A alegria era contida em cápsulas, onde as dosagens baseavam-se por meus anseios. Andava e dançava conforme a música que por sua vez, era uma valsa triste. Cartas, aniversários, puro afeto sumiram e escorregavam pelo vão de meus dedos e ainda em sua mente cantarolava canções fúnebres numa grande precipitação de ilusão, pela segunda vez dentro do seu inerte coração.
O prólogo dessa vivência era contido em fundamentos que por sua vez tinha vários traços e aspectos, escombros eram encontrados e diversas vezes superados, mas até quando? Sinto-me impedida a cada dia que passa por meus próprios protestos, embora construa um começo quer eu queria ou não. Lamentavelmente ou não, reerguerei sobre eu mesma, com toda cordialidade possível até porque consigo com absoluta certeza ressurgir das minhas cinzas quantas vezes forem necessárias, pois levarei este peso que sobressai embora gentilmente.
Pessoalmente, gosto do céu azul. Azul claro, bem claro. As pessoas próximas dizem que condiz comigo, o que é uma verdade. Mas procuro por esses dias lacunosos, solitários e escuros observar o aspecto inteiro. Um trilhão de cores e sabores, mais ou menos, e nenhum deles exatamente igual...
Obviamente as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim dele, mas, para mim, é muito claro que o dia inteiro visto atentamente mostra uma multidão de matizes e entonações a cada minuto observado com atenção. Pequenos momentos frágeis e doloridos eram simultaneamente arrastados pelos pés em um espasmo silencioso. Nessa hora o que eram lábios macios, viçosos e doces parecem um marrom corroído e descascado, feito tinta velha, que hoje espera desesperadamente por uma reforma.
Já não produzo com frequência, mas quando ele surge, meu sorriso é faminto. Era tudo estável e decididamente difícil. Toda noite, pesadelos e seu único alicerce era o "abraço apaixonado". O rosto fixo em suas memórias e lembranças... De olhos ainda fixos que fitavam o chão até adormecer. Ao acordar nadava, aos gritos, afogando-se em lençóis por diversas noites. O outro lado do seu coração agora flutuava nas trevas feito um barco e a única coisa boa advinda desses pesadelos era que eles traziam ao quarto, pessoas pelas quais, mentalmente poderiam acalmá-la e acarinhá-la.
E desde o começo soube que ele no meio do grito e não iria embora...
Havia uma luz no fim do túnel.
Um acesso quase inspirado.
E logo depois — Nada.
(Não ir embora: Ato de confiança e amor. Comumente decifrado em atos.)
00:09h.
Um comentário:
“Acordou triste, como sempre. Tentando encontrar respostas para responder perguntas que pareciam não ter respostas. Respostas que insistiam em não aparecer, que maltratavam seu coração e o fazia chorar.
O que faz o fiel quando se vê envolto em um caminho de trevas?
Ele se apoia em sua fé. Nas crenças que por vezes foram ridicularizadas, postas em dúvida ou desacreditadas por terceiros.
Mas o fiel não muda o que pensa. Não desiste de ser feliz.
Talvez, ele possa buscar caminhos alternativos pra atingir sua meta, que na maioria das vezes, é a felicidade. O bem-estar bem.
Quem não é forte não sobrevive a essa vida, pois a vida trama contra quem nela tenta sobreviver. Porque se conquistas fossem fáceis de ser conquistadas, “vitória” seria um termo sem sentido.
Todos podem buscar e lutar por suas vontades. O fiel pode viver sozinho, e se reerguer sempre após uma queda, por mais dolorosa que ela tenha sido. Mas viver sozinho é uma ciência. Saber com quem você pode contar.
Em meio ao desespero, a verdade pode parecer apenas ruínas. Em grande parte das vezes, nós fazemos com que ela se torne isso. Medo destrói. Orgulho, o “mau orgulho” destrói.
Viver em meio às ruínas é uma opção. Todos a tem, muitos a escolhem, e alguns sequer têm escolha.
É difícil ser totalmente feliz, sorrir por fora, sem ter aflição ou preocupação por dentro.
O que nos enche o coração sem o tornar pesado é a alegria verdadeira.
E quando se encontra a fórmula perfeita para essa receita, nada mais pode abalar.
Alegria verdadeira pode estar sempre no caminho do justo e do fiel. Cabe a ele permitir. ”
Tentativa de dissertação metafórica
(...)
Meu coração não pesa mais. Encontrei a alegria verdadeira, quando reencontrei você.
Tudo bem agora, meu bem. Tudo bem.
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