quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Seguir ou não.

Entre buracos, cortes e cutículas dos pedaços de misturas do meu tempo. Eu estou, justo, na direção de todas as ramificações, hoje dia Nove de Novembro sou o passado, presente, eu sou futuro. Eu sou seus risos e abraços, suas promessas malditas, você foi e foi de novo. Eu sou a revolta do porquê que foi assim. E por que mesmo que foi? Categorias nostálgicas se organizam em minhas veias, quentes, fervendo, quero a saudade morta, mas na verdade, quem morreu foi você. E eu não fui ao seu enterro.
Ah, se me dessem. Eu cavaria sua cova, abraçaria-o do mesmo jeito. E você, mesmo póstumo, seria ainda aquela estrela que fiz brilhar.
E isso é : você sumiu e me deixou aqui, seguindo estrelas, outras estrelas. Vãs. Sua insubstitualidade ainda me comove. Eu fraca, latejo veneno, rogo-lhe pragas e espero que você sofra. E que seja muito, muito feliz. Você, ah você, sumiu.
O tempo não curou-me a ferida, convenhamos meu bem, o tempo não é nada. Estou na bifurcação do tempo! O tempo é um fingido. E pesa em cima de mim. Não, eu não tenho o poder que você insistia em afirmar.
Ouvir sua música favorita, lembrar. Buscar explicações e cair no vazio da irrealidade. É um absurdo, eu já amadureci meus ramos e não choramingo por pouca bobagem. Mas é que, entenda, foi hoje. Nove de Nov... e acabou. A vida segue, meu bem. E eu não fui aos seus enterros.

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