Não existe nada nesse mundo que possa, simplesmente, tocar no meu amor que sinto por você. Não existe quem ou o quê possa fazer isso. Nada muda, interfere, nada destroí um amor que não precisa de estrutura para existir. Não consigo ser minha, sem ser tua...
Um amor que, como labareda de fogo, queima tudo pela frente. Queima a própria água, queima a própria falta do que queimar. Um amor que atravessa vidas, almas, caminhos, destinos, distâncias. Meu amor por você existe antes mesmo de eu existir, gosto de apostar nisso. É maior do que posso sentir, não cabe em mim e estravaza por aí, pelos meus caminhos.
Se eu tenho raiva de você, tenho sim. E muita. Mas nem isso toca no amor. Ele cresce tanto que engole tudo que vê pela frente. Até mesmo a raiva, que creio que logo irá se consumir.
Não há amor comparado com este que já senti. Eu mudaria por você quantas vezes possíveis, achando ótimo fazê-lo.
Eu daria para você a felicidade que há em mim. Mudaria sua vida, se pudesse, tiraria todos seus obstáculos com minhas próprias mãos. Seria, até mesmo, seu sacrifício quando precisasse sofrer, sofreria por você. Porque o amor que sinto é gritante e intocável. Sinto raiva e vou sentir por um tempo, tempo que seja. Mas estarei te amando de longe. Muito e sempre muito.
"Eu faria você sorrir todos os dias de maneiras diferentes."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Saturno
E o pior de tudo é que eu te amo. Não aquele amor obrigatório de quem tenta ser grato. É um amor além das malditas palavras que eu falo, sempre quando você me irrita. Aquele amor que se maltrata, abraçado pela raiva, acolhido por uma implicância. Um amor de quem tem orgulho e muito arrependimento, quase rancor.
Eu não a amo, eu te amo. Amor, na verdade, jamais precisou de formalidade. Amor é feio, fala errado, anda torto e é sonso. É esse, o mais mal vestido, trapo e fedido, que sinto por você. Às vezes se aninha no meu humor variante, às vezes é tão racional, que é quase fingido.
Antes, dizia que amor machucado virava ódio. Mas não, não é verdade. Meu amor por você, que tem partes aleijadas, é tão vivo quanto qualquer outro que sinto por aí. Ele é bizarro, mas é puro e sedento. Quer seu bem. Quer a sua, mais que a minha, felicidade. Quer vê-la sorrindo, cantando ou com os olhos brilhando de quem sabe driblar essa maldita vida.
Meu amor pode perder seus membros, mas regenera. Ele não morre, é imortal. Morre eu, morre eu duas vezes! Mas o meu amor, fica. Aqui, cravado em qualquer coisa que possa ser fixo. Fica no meio dessas coisas ruins que às vezes eu falo, fica escondido atrás das minhas queixas de seus defeitos, dos meus eternos dramas e mimos.
Nada, ninguém, nem você, que é o motivo dele existir, o destroí. E eu quero dizer, que desde que eu pus minha cabeça nesse mundo, sou ingrata. Chorei, ao invés de rir. E choro até hoje, ao invés de rir para você. Não falo todos os dias, mas deveria dizer: me perdoe, te amo. Sou teimosa, não consigo ficar calada quando eu tenho, não consigo ter a maturidade que deveria, mas eu te amo. Amor feio, mas eu juro, um dia ele ainda vai ser lindo, igual você, mãe.
Eu não a amo, eu te amo. Amor, na verdade, jamais precisou de formalidade. Amor é feio, fala errado, anda torto e é sonso. É esse, o mais mal vestido, trapo e fedido, que sinto por você. Às vezes se aninha no meu humor variante, às vezes é tão racional, que é quase fingido.
Antes, dizia que amor machucado virava ódio. Mas não, não é verdade. Meu amor por você, que tem partes aleijadas, é tão vivo quanto qualquer outro que sinto por aí. Ele é bizarro, mas é puro e sedento. Quer seu bem. Quer a sua, mais que a minha, felicidade. Quer vê-la sorrindo, cantando ou com os olhos brilhando de quem sabe driblar essa maldita vida.
Meu amor pode perder seus membros, mas regenera. Ele não morre, é imortal. Morre eu, morre eu duas vezes! Mas o meu amor, fica. Aqui, cravado em qualquer coisa que possa ser fixo. Fica no meio dessas coisas ruins que às vezes eu falo, fica escondido atrás das minhas queixas de seus defeitos, dos meus eternos dramas e mimos.
Nada, ninguém, nem você, que é o motivo dele existir, o destroí. E eu quero dizer, que desde que eu pus minha cabeça nesse mundo, sou ingrata. Chorei, ao invés de rir. E choro até hoje, ao invés de rir para você. Não falo todos os dias, mas deveria dizer: me perdoe, te amo. Sou teimosa, não consigo ficar calada quando eu tenho, não consigo ter a maturidade que deveria, mas eu te amo. Amor feio, mas eu juro, um dia ele ainda vai ser lindo, igual você, mãe.
domingo, 9 de maio de 2010
É estranho, é verdade

Não se pode subestimar o amor. Dizem que falar eu te amo é só quando se vive um grande amor afetivo. Mentira. "Eu te amo" é uma frase lembratória do amor. É como se fosse a chuva para regar um jardim. É como se fosse um alimento, um sustento, uma estrutura. Dizer te amo, é a chave para abrir portas, cravadas de dores, fechadas por aço e por medo. Dizer te amo é a cura da angústia, o abraço doce de um viver amargo.
Não repita a frase pronta que se diz o mundo : "Pra que dizer te amo se você já sabe?". Isso é tolo. É estúpido. É egoísta. Dizer eu te amo não é pra ninguém saber, é pra lembrar. Lembrar pois, em um dia-a-dia cheio de aspirações, falta de tempo, loucuras, buzinas, pessoas, olhares, risos, choros, gritinhos irritantes, é preciso lembrar o sentido do viver. É preciso lembrar que em um dia-a-dia tão corrupto, submisso, humilhante, arrogante, ignorante, você é amado, é alguém.
Somos treinados a esquecer o amor de todas as formas do mundo. Se você for esperto, saíra com dificuldade. Se é tolo, se prenderá com grande facilidade.
Dizer "eu te amo" impulsa a lutar. Nos faz sentir acompanhados, quando sempre... sempre sentimos sozinhos. Dizer "eu te amo", ora, é bíblico, sábio, educado, bonito!
Mas não seja monstro e vai sair falando "Eu te amo" sem amar. Ame. Respire. E diga "te amo". Com todas as letras!
Pra mamãe. Pro papai. Pra irmã. Pro irmão. Pro amigo. Pra amiga. Pra aquela pessoa...
Fim do túnel...
Qual é o problema com o mundo, afinal? O que todo-mundo vive?
A verdade é que estão impondo a desmoralização da profundidade. Algo ligado com a intimidade escassa, a falta de essência, excesso de aparência.
Viver fingidamente feliz e em vão. Acumular dezenas de centenas de milhares de 'amigos' do orkut, ou contatos no msn. Sair por aí, para dar uma volta mesquinha na rua e toda hora encontrar alguém, um 'amigo' por aí. Sair abraçando gente, contato superficial de pele sob tecido com pele sob tecido. Dizer 'Como vai?', sem a mínima noção do que isso representa. Na verdade, sem querer saber como, realmente, vai aquele alguém. Ou responder 'Vou bem e você?', quase que automático. Praticamente uma ação do sistema nervoso periférico, como um ato-reflexo. Vai bem mesmo? Nunca se sabe...
Os vazios hoje em dia, não vem em forma de vazios. Vem num recipiente chamado tédio. Vazio. Recipiente que nada preenche. Nada o destruí. Ou ao menos, entorpece. O tédio que o segue como labaredas de fogo seduzidas pelo álcool para qualquer mísero ou bom lugar que se vá. E uma hora, ou nunca, chega-se o pensamento, o suave pensamento como uma mão macia de mãe sobre nossas cabeças confusas: ' Quem realmente é seu amigo? Quem ama a você, a ponto de ensinar com o ato, o verdadeiro amor?'. E depois dessa suave mão, vem o murro. Que não só racha a cabeça como o cérebro e seus componentes. Não há intimidades. Não àquele que ama de verdade. É tudo postiço, verdadeiro aplique fantasioso do mundo moderno.
Fingir. Driblar a solidão com excesso de pessoas. Excesso de superficialidades, só aumenta o tédio.
Colecionar amiguinhos que diz amar-lhe, é uma estúpida moda mundana. Aumento do tédio, do vazio do tédio.
Sejam bem-vindos a profundidade. A clareza e verdade. Sejam bem vindos, meus poucos, tão poucos e muito poucos, mas amigos. Amigos que estão comigo. Amigos que me conhecem. Amigos que se importam comigo, ainda que não sendo a solução dos meus problemas, mas sendo uma força adjacente, um apoio real, para a luta armada, chamada vida.
A verdade é que estão impondo a desmoralização da profundidade. Algo ligado com a intimidade escassa, a falta de essência, excesso de aparência.
Viver fingidamente feliz e em vão. Acumular dezenas de centenas de milhares de 'amigos' do orkut, ou contatos no msn. Sair por aí, para dar uma volta mesquinha na rua e toda hora encontrar alguém, um 'amigo' por aí. Sair abraçando gente, contato superficial de pele sob tecido com pele sob tecido. Dizer 'Como vai?', sem a mínima noção do que isso representa. Na verdade, sem querer saber como, realmente, vai aquele alguém. Ou responder 'Vou bem e você?', quase que automático. Praticamente uma ação do sistema nervoso periférico, como um ato-reflexo. Vai bem mesmo? Nunca se sabe...
Os vazios hoje em dia, não vem em forma de vazios. Vem num recipiente chamado tédio. Vazio. Recipiente que nada preenche. Nada o destruí. Ou ao menos, entorpece. O tédio que o segue como labaredas de fogo seduzidas pelo álcool para qualquer mísero ou bom lugar que se vá. E uma hora, ou nunca, chega-se o pensamento, o suave pensamento como uma mão macia de mãe sobre nossas cabeças confusas: ' Quem realmente é seu amigo? Quem ama a você, a ponto de ensinar com o ato, o verdadeiro amor?'. E depois dessa suave mão, vem o murro. Que não só racha a cabeça como o cérebro e seus componentes. Não há intimidades. Não àquele que ama de verdade. É tudo postiço, verdadeiro aplique fantasioso do mundo moderno.
Fingir. Driblar a solidão com excesso de pessoas. Excesso de superficialidades, só aumenta o tédio.
Colecionar amiguinhos que diz amar-lhe, é uma estúpida moda mundana. Aumento do tédio, do vazio do tédio.
Sejam bem-vindos a profundidade. A clareza e verdade. Sejam bem vindos, meus poucos, tão poucos e muito poucos, mas amigos. Amigos que estão comigo. Amigos que me conhecem. Amigos que se importam comigo, ainda que não sendo a solução dos meus problemas, mas sendo uma força adjacente, um apoio real, para a luta armada, chamada vida.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Aos seus amigos
Traumas, perdas, mentiras, ilusões. Quantas dessas pesam o peito. Afogam, amarram nossa alegria. Nos limitam a crer, que podemos livrar delas e tantas outras mais. Nos deixam duros e sésseis para viver intimidades, viver em profundidade com outréns. Freiam a velocidade cardíaca de querer bater mais e mais rápido. Impede a mente de fluir qualquer relacionamento.
Na infância a amizade viera sem planos. Um 'oi' ali, uma risadinha acolá e prevalecia a união. Quando pequenos, no jardim-de-infância, você queria ser amigo, brincar e deixar a imaginação dialogar. E era findada o amor entre amigos, ainda que um amor, assim banal.
Já o crescer, florescer, estourar e pipocar, sucederam em experiências mais íntimas e sérias. Amizade que era laço inquebrável, segredos guardados, boas lembranças. A vida que ia sendo como uma canção, e ele ou ela a sua dança perfeita, seu amigo, irmão ou amiga, irmã; Companheiros de toda a jornada.
E, ainda no crescer, o baque. Surto de brigas, laços quebrados. Ela é chata, não fala o que pensa. Já ele fala demais. Defeitos iam escorrendo da união certeira, as pessoas eram complicadas demais para entender, eram erradas, feias, bobas e chatas. Complicações e frustrações.
Mas na vida passageira, a chuva vem, a chuva vai. Logo vem novas pessoas, boas ou não, mas pessoas. Companhias que repelem a solidão de sábado a noite. No entanto, não era tão colorido assim. Amizades agora, seriam seletivas.
A vida não pára de correr contra o tempo, que mancha de sangue os sonhos. A vida crescida, adulto formado. Amigos aliados, amigos caídos. Os que ficaram, não podem mais ir, porque se chegou até aqui, queira Deus, que dure pra sempre. E os que foram? Pouco importa, precisamos criar nossos filhos.
A cada segundo seu coração cristaliza, endurece e fica mais forte. Não que seja ruim, um pouquinho de dureza, afinal é ela quem dá a resistência e suporte. Mas a cada segundo, ele continua assim. As pessoas que vem, as pessoas que vão. Amigos entrelaçados nas promessas da eternidade, você é o melhor, você foi a melhor. Um dia perder amigo, é algo que faz parte. De tantas passagens, mais um se foi, para um novo chegar. Não são pessoas falsas que você desperdiçou o seu tempo, são pessoas, espectros do tempo, do mundo, do destino.
Vieram, beijaram sua testa. Apertaram sua mão até um dia cansar. Ou cansa você, ou cansa a mão que aperta a sua. E parte pra outra testa, outra mão, outro personagem de sua história.
Cale essa voz que soa em seus ouvidos, dizendo que humanos são podres e falsos. Isso é, pode ser, mas você também é humano. Antes era fácil fazer um amigo, porque não havia medo, interesse e trauma. Não caia na armadilha de ser frio com a vida. Amigos são partículas que aquecem seu coração. São moléculas agitadas que esquentam a sua vida. Amigos ficam para sempre, na lembrança e no passado, no hoje em sua mente.
Realmente, espero que compreendam...
Na infância a amizade viera sem planos. Um 'oi' ali, uma risadinha acolá e prevalecia a união. Quando pequenos, no jardim-de-infância, você queria ser amigo, brincar e deixar a imaginação dialogar. E era findada o amor entre amigos, ainda que um amor, assim banal.
Já o crescer, florescer, estourar e pipocar, sucederam em experiências mais íntimas e sérias. Amizade que era laço inquebrável, segredos guardados, boas lembranças. A vida que ia sendo como uma canção, e ele ou ela a sua dança perfeita, seu amigo, irmão ou amiga, irmã; Companheiros de toda a jornada.
E, ainda no crescer, o baque. Surto de brigas, laços quebrados. Ela é chata, não fala o que pensa. Já ele fala demais. Defeitos iam escorrendo da união certeira, as pessoas eram complicadas demais para entender, eram erradas, feias, bobas e chatas. Complicações e frustrações.
Mas na vida passageira, a chuva vem, a chuva vai. Logo vem novas pessoas, boas ou não, mas pessoas. Companhias que repelem a solidão de sábado a noite. No entanto, não era tão colorido assim. Amizades agora, seriam seletivas.
A vida não pára de correr contra o tempo, que mancha de sangue os sonhos. A vida crescida, adulto formado. Amigos aliados, amigos caídos. Os que ficaram, não podem mais ir, porque se chegou até aqui, queira Deus, que dure pra sempre. E os que foram? Pouco importa, precisamos criar nossos filhos.
A cada segundo seu coração cristaliza, endurece e fica mais forte. Não que seja ruim, um pouquinho de dureza, afinal é ela quem dá a resistência e suporte. Mas a cada segundo, ele continua assim. As pessoas que vem, as pessoas que vão. Amigos entrelaçados nas promessas da eternidade, você é o melhor, você foi a melhor. Um dia perder amigo, é algo que faz parte. De tantas passagens, mais um se foi, para um novo chegar. Não são pessoas falsas que você desperdiçou o seu tempo, são pessoas, espectros do tempo, do mundo, do destino.
Vieram, beijaram sua testa. Apertaram sua mão até um dia cansar. Ou cansa você, ou cansa a mão que aperta a sua. E parte pra outra testa, outra mão, outro personagem de sua história.
Cale essa voz que soa em seus ouvidos, dizendo que humanos são podres e falsos. Isso é, pode ser, mas você também é humano. Antes era fácil fazer um amigo, porque não havia medo, interesse e trauma. Não caia na armadilha de ser frio com a vida. Amigos são partículas que aquecem seu coração. São moléculas agitadas que esquentam a sua vida. Amigos ficam para sempre, na lembrança e no passado, no hoje em sua mente.
Realmente, espero que compreendam...
Complexo...
Me sinto pequena, me sinto um filhote. Me sinto um bebê ou uma criança de cinco anos. Sou insegura, tenho medo. O futuro é meu bicho-papão de todos os dias, a loucura de pensar o que vai acontecer, o que pode acontecer ou o que não. A insustentável paz que colho, ao plantar em lágrimas, meus sonhos. Artigos definidos antes de meus sentimentos. A dor, o amor, a carência, o orgulho. Tudo que intitula meu doce paraíso imaginário, numa piscina onde habitam os mais belos sentimentos, embebecidos no amor, a dona, rainha, a maior.
Mágoas inativas, mas existentes em meu coração. Ligadas à agonia da inconfiança humana, ligadas aos traumas que ora me protegem, ora me faz de otária. Mágoas que mortas, mas existentes. Mágoas e seus esqueletos, enfeitando, preenchendo meu espaço emocional, cuja nomenclatura mais vulgar é coração. Eu tive medo, tenho medo e sei que terei. O medo me faz conectada ao seu ser, de forma total. Sou sua cria, sua filha, seu fruto. Sou o produto do que um dia creu amar, sou a extensão do mesmo.
Minha vida não seria, se você você existisse. Mas creia, mesmo se eu nascesse por osmose ou telepatia, não seria. Eu não poderia existir sem suas palvras, sem seu amor. Sem sua face de menina. Não, mãe, não sem você.
Suas palavras, pesadas ou leves, doces ou amargas, certas ou erradas, me faz continuar. Nessa luta tão enfêmera contra a própria morte. Nesse vai-e-vem das dores, temores e horrores. Nos altos e baixos da alegria. Sua sabedoria, me incentiva como ninguém conseguiu. Sua face, me induz a ser alguém. Olhar em seus olhos, por traz destes óculos, me causa a nostalgia, o arrependimento de ter crescido um dia, saído do seu colo, do seu abraço, do seu mimo. Mas que mesmo assim, esse mesmo olhar de mãe amável, me faz ser o que sou.
Eu sou teimosa, sou má-criada. Sou respondona, crítica e chata. Não concordo com seus pensamentos, brigo. Eu não entendo sua posição, critico e pergunto. Não gosto de ouvir certas coisas e com a mesma pirraça que tem, falo coisas piores. Eu tenho pensamentos diferentes, são próprios, são diferentes. Eu sou 'do-contra', mas sou tão sua, sou tão humana, como outréns.
Eu sou amável, cubro-a de elogios. Sou carinhosa, falo que a amo só para ver seu rostinho de menina satisfeito. Sou guerreira, ninguém me tira da luta. Não tenho preguiça, não sou mesquinha. Sou seu espelho em coisas que faço. Sou quase você em coisas que penso.
Minha mãe, minha razão de viver. Eu não posso ser feliz se não for. Não há condições, fugiria das leis da física, se eu fosse. Eu a amo, estarei sempre com você. Porque é minha razão, meu maior motivo de viver.
Eu tenho muito orgulho, ainda que criticando, de você. Meu amor pela senhora é maior do que Saturno.
Mágoas inativas, mas existentes em meu coração. Ligadas à agonia da inconfiança humana, ligadas aos traumas que ora me protegem, ora me faz de otária. Mágoas que mortas, mas existentes. Mágoas e seus esqueletos, enfeitando, preenchendo meu espaço emocional, cuja nomenclatura mais vulgar é coração. Eu tive medo, tenho medo e sei que terei. O medo me faz conectada ao seu ser, de forma total. Sou sua cria, sua filha, seu fruto. Sou o produto do que um dia creu amar, sou a extensão do mesmo.
Minha vida não seria, se você você existisse. Mas creia, mesmo se eu nascesse por osmose ou telepatia, não seria. Eu não poderia existir sem suas palvras, sem seu amor. Sem sua face de menina. Não, mãe, não sem você.
Suas palavras, pesadas ou leves, doces ou amargas, certas ou erradas, me faz continuar. Nessa luta tão enfêmera contra a própria morte. Nesse vai-e-vem das dores, temores e horrores. Nos altos e baixos da alegria. Sua sabedoria, me incentiva como ninguém conseguiu. Sua face, me induz a ser alguém. Olhar em seus olhos, por traz destes óculos, me causa a nostalgia, o arrependimento de ter crescido um dia, saído do seu colo, do seu abraço, do seu mimo. Mas que mesmo assim, esse mesmo olhar de mãe amável, me faz ser o que sou.
Eu sou teimosa, sou má-criada. Sou respondona, crítica e chata. Não concordo com seus pensamentos, brigo. Eu não entendo sua posição, critico e pergunto. Não gosto de ouvir certas coisas e com a mesma pirraça que tem, falo coisas piores. Eu tenho pensamentos diferentes, são próprios, são diferentes. Eu sou 'do-contra', mas sou tão sua, sou tão humana, como outréns.
Eu sou amável, cubro-a de elogios. Sou carinhosa, falo que a amo só para ver seu rostinho de menina satisfeito. Sou guerreira, ninguém me tira da luta. Não tenho preguiça, não sou mesquinha. Sou seu espelho em coisas que faço. Sou quase você em coisas que penso.
Minha mãe, minha razão de viver. Eu não posso ser feliz se não for. Não há condições, fugiria das leis da física, se eu fosse. Eu a amo, estarei sempre com você. Porque é minha razão, meu maior motivo de viver.
Eu tenho muito orgulho, ainda que criticando, de você. Meu amor pela senhora é maior do que Saturno.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Morrer de verdades...

Eu sou intensa no que vivo, meu erro é acreditar demais. Esperar das pessoas a boa atitude, o bom senso, o normal edificante. Nietzsche disse que o grande defeito dos sinceros é achar que todos são sinceros também, eu erro nisso, eu sofro por isso. Porque não consigo simplesmente deglutir as desgraças do mundo, porque não consigo ignorar minha idiotice de não dá esmola, de não abraçar um velho mendigo. Exatamente o porquê da minha dor: minha ultra-sensibilidade.
Creia, não sou anormal. Sou apenas o pacote de sentimentos acumulados que resgato da lixeira das pessoas. Eu apenas sinto muito do que a maioria desligou. E pior do que entender sua dor, a dor dele e demais dores, é aspirar a dor pra mim, sentindo-a: meu maior defeito.
Fico sempre repetindo à mim, pare de achar que tudo é sofrido. Você chora pelas pessoas e inunda a cidade, você vê as pessoas afogarem e chora mais ainda. Não acredita muito nelas, entenda, alias, você sempre soube que ser humano machuca, erra, mente, odeia por puro instinto, tendência. A nossa tendência é essa, o fracasso, o acabado vazio.
Porque dentro de cada ser existe muito potencial, existe muito poder, muito domínio. E de tão grande se confunde, deixando aflorar os sentimentos mais pré-históricos, violentos e toscos. Forte não aquele que não chora e não sofre, mas aquele que vence o ego e chora, e sofre. E geme de dor, esperando acalento. Forte é aquele que permanece nos bons modos, no amor, no perdão e na justiça.
Se existe tudo de errado no mundo, é a fraqueza. Só a fraqueza.
Portanto, eu sei que sou assim. Duas vozes em mim. Uma diz: revolta. Outra diz: adapte-se.
Creia, não sou anormal. Sou apenas o pacote de sentimentos acumulados que resgato da lixeira das pessoas. Eu apenas sinto muito do que a maioria desligou. E pior do que entender sua dor, a dor dele e demais dores, é aspirar a dor pra mim, sentindo-a: meu maior defeito.
Fico sempre repetindo à mim, pare de achar que tudo é sofrido. Você chora pelas pessoas e inunda a cidade, você vê as pessoas afogarem e chora mais ainda. Não acredita muito nelas, entenda, alias, você sempre soube que ser humano machuca, erra, mente, odeia por puro instinto, tendência. A nossa tendência é essa, o fracasso, o acabado vazio.
Porque dentro de cada ser existe muito potencial, existe muito poder, muito domínio. E de tão grande se confunde, deixando aflorar os sentimentos mais pré-históricos, violentos e toscos. Forte não aquele que não chora e não sofre, mas aquele que vence o ego e chora, e sofre. E geme de dor, esperando acalento. Forte é aquele que permanece nos bons modos, no amor, no perdão e na justiça.
Se existe tudo de errado no mundo, é a fraqueza. Só a fraqueza.
Portanto, eu sei que sou assim. Duas vozes em mim. Uma diz: revolta. Outra diz: adapte-se.
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