Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo, que conversamos por longo desses dias... Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no teclado nessas madrugadas e em alguma janela sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Hoje mesmo, eu quis me comparar ao que havia me dito, sobre não nasci para amar ou ser amada, e vi que não é apenas eu que preciso de proteção ou que preciso de um abraço sem perguntar nada, apenas fazer. (Sinta-se abraçada).
Com esta me comparava, queria eu ser sua protetora, apesar de aparentar forte e independente, sabia que de tanto amar e sofrer por isso se fechava, eu queria apenas portegê-la, uma forma inútil, mas eu quis. Por você eu tinha um carinho especial, diga-se de passagem ser tudo muito novo porém, sinto.
É difícil achar pessoas onde conversas, choros, brincadeiras e até erros são discutidos assim, tão facilmente. Você já até sabe onde eu costumo errar, ora, meus erros humanos, extrapolar... Mas, a admiração e sentimentos ficam comigo, com mais intensidade. Eu quero servir como um alicerce, onde possamos dividir e receber conselhos.
O amor, a música & uma grande gratidão moviam tal anjo que era intermediário, não realista, mas tinha convicção que um dia as coisas mudam e que temos que simplesmente adaptar as escolhas, era sonhadora de pés no chão. Sabia o que dizer quando não dizer, adora me fazer rir com simples erros de português que até acho que são propositais e me deixa feliz com um simples apelidos carinhosos e apelidos singelos. Era anjo de entrada, estava ali e era ali que eu queria que estivesse. Mesmo quando seu humor mudava ou quando arrancasse os pés para facilitar andar.
Hoje, dani, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativa quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei, mesmo sendo virtualmente. Não me esquecerei de contar pros meus netos também de uma amiga que fiz no stoponline, onde não tinha nada para fazer além do tédio adolescente, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu:
“Nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas
bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe
pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora.” Metal contra nuvens.
Pois que assim seja, amiga. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história...