Me pego chorando...
As vezes amamos alguém, e esse alguém em dado momento sai da tua vida. Com isso o que era dupla cumplicidade passa a ser vidas unas. Você jurava que o amor que sentia já a muito não existe, mas você é pego de surpresa e todo aquele sentimento tido como morto parece ter ressurgido. Aí você se depara com o presente.... Onde está o passado?! Onde está aquele que deixei... A crueldade mais dura é perceber que as pessoas mudam, elas amadurecem e o teu passado agora já não existe. Os teus sonhos a dois já não passam de velhos scripts e que agora não são mais coerentes com o novo contexto.
Um dia deixamos quem amamos na ignorância de achar que estas pessoas estarão a nos esperar, mas isso não acontece, infelizmente nosso egoísmo não aceita o fato de que as pessoas têm suas vidas, suas motivações, suas aspirações, suas paixões e tantas e tantas coisas. Com isso aquilo que você deixou ou abandonou se torna outra coisa... Será que ainda é amor? Será que tudo pode ser como era antes? Infelizmente não - não que exista uma globalização no amor, mas a verdade é que nunca estamos preparados para o desconhecido. Quando você retorna da triste e solitária jornada percebe que a pessoa que fazia juras à você... Também seguiu um caminho, percebe que você não é o todo-poderoso e que por se achar assim, aprenderá com a dor de ver o que era teu sonho se tornar pesadelo.
Será que era amor? Será que é amor? Sim agora são duas perguntas... Nós humanos tentamos descomplicar o complicado que muitas vezes é nosso. Se hoje a pessoa que um dia disse que te amava se encontra ao lado de outra pessoa, isso não quer dizer que ela nunca tenha te amado.
Hoje eu aprendi isso...
Se ela ou ele te ama?!
Sabe, isso é algo para se deixar para trás... Pois amores são eternos, não podem morrer, mas como titãs são aprisionados para o nosso próprio bem - chamo isso de instinto de proteção. Então hoje eu vejo que ao reencontrarmos um amor, que antes nos paralisava, que outrora propiciava sonhos e confidências, isso não significa que ele possa ser revivido, pois milagres como ressuscitar que está morto são raros. Devemos entender que a vida segue seus próprios mistérios... Hoje entendo que na esquina de cada coração existe um segredo, um sonho, um medo... Existe em cada coração a cicatriz de um amor que lá passou e deixou pegadas.
Hoje reconheço que tive um grande amor e que deixei que esse grande amor de mim fosse usurpado... Eu o abandonei, fuga por amar demais - incoerente ou não aconteceu e agora estou colhendo tudo que plantei...
Quando amamos, deixamos um pedacinho do coração com esse alguém, pois ao nos entregarmos à alguem esse alguém nos toma algo, não apenas um beijo ou um simples fôlego, esse alguém deixa vestígios e digitais na nossa alma. Se você já teve várias namoradas ou vários namorados, sempre irá sentir ao vê-los com outra pessoa. Ao ver uns você sentirá algo forte, estes são os mais importantes da tua vida (esses chamamos de amores), outros não nos afetarão tanto (nossas paixões). O importante de tudo é entender que devemos cuidar de quem amamos. Hoje aprendi a lição e estou fazendo isso sozinha. Não quero errar mais onde antes errei, e também não quero despedaçar meu coração para tantos e tantos. Hoje eu quero me resguardar da dor e de mim mesma, pois as vezes por acharmos que amamos nos tornamos feras e até mesmo somos feridos no campo de batalha. Sendo assim hoje fico "offline"... Pois sei que assim poderei sentir as verdadeiras batidas de um coração apaixonado.
Hoje estou chorando, mas entendo que é hora de partir... O corpo está na minha frente, gélido e estático - é, está morto... Agora o que contemplo é apenas um amor que não mais existe, uma pessoa a mais, que antes foi meu amor, mais que agora nada mais é que mais um alguém... A dor é grande, mas temos de abandonar os que morrem... Coloco meus óculos escuros, enxugo as lágrimas, mas no coração ficam as coisas boas... O caixão desce e é hora de enterrar os mortos, antes que os fantasmas destes façam de nossas vidas um tormento... Muitas vezes buscamos reviver um antigo amor, um amor de infância, uma amor dito certo e eterno, mas na verdade o que contemplamos são apenas aspirações do passado, ou seja, um corpo mortificado por um presente que não está ao teu alcance.
Saio do cemitério do coração e aprendo que é hora de ir embora, a dor um dia passa e quem sabe um novo amor apareça para um piquenique... A verdade é que amores não encontrarei enquanto lamentar meus mortos - se matei ou não tal amor?! Sabe as vezes é melhor arquivar isso... Hoje já tenho esperança de que sozinha posso aprender mais e mais, para que no próximo relacionamento eu posso permitir que uma vida à dois seja vívida...
Permaneço assim...
Ignorada e abandonada...
Esquecida...
Não por todos, apenas por mim.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Uma virtude
Hoje não te trago nem minhas dores nem minhas lágrimas; Já te presenteei com minhas desculpas falhas e mal elaboradas, em ocasiões onde quem necessitava ser ouvida era você, e eu como sempre egoísta tomo todo espaço... a fim de quê você nunca negará ajuda pra sua fenix.
Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo, que conversamos por longo desses dias... Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no teclado nessas madrugadas e em alguma janela sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Hoje mesmo, eu quis me comparar ao que havia me dito, sobre não nasci para amar ou ser amada, e vi que não é apenas eu que preciso de proteção ou que preciso de um abraço sem perguntar nada, apenas fazer. (Sinta-se abraçada).
Com esta me comparava, queria eu ser sua protetora, apesar de aparentar forte e independente, sabia que de tanto amar e sofrer por isso se fechava, eu queria apenas portegê-la, uma forma inútil, mas eu quis. Por você eu tinha um carinho especial, diga-se de passagem ser tudo muito novo porém, sinto.
É difícil achar pessoas onde conversas, choros, brincadeiras e até erros são discutidos assim, tão facilmente. Você já até sabe onde eu costumo errar, ora, meus erros humanos, extrapolar... Mas, a admiração e sentimentos ficam comigo, com mais intensidade. Eu quero servir como um alicerce, onde possamos dividir e receber conselhos.
O amor, a música & uma grande gratidão moviam tal anjo que era intermediário, não realista, mas tinha convicção que um dia as coisas mudam e que temos que simplesmente adaptar as escolhas, era sonhadora de pés no chão. Sabia o que dizer quando não dizer, adora me fazer rir com simples erros de português que até acho que são propositais e me deixa feliz com um simples apelidos carinhosos e apelidos singelos. Era anjo de entrada, estava ali e era ali que eu queria que estivesse. Mesmo quando seu humor mudava ou quando arrancasse os pés para facilitar andar.
Hoje, dani, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativa quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei, mesmo sendo virtualmente. Não me esquecerei de contar pros meus netos também de uma amiga que fiz no stoponline, onde não tinha nada para fazer além do tédio adolescente, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu:
Pois que assim seja, amiga. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história...
Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo, que conversamos por longo desses dias... Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no teclado nessas madrugadas e em alguma janela sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Hoje mesmo, eu quis me comparar ao que havia me dito, sobre não nasci para amar ou ser amada, e vi que não é apenas eu que preciso de proteção ou que preciso de um abraço sem perguntar nada, apenas fazer. (Sinta-se abraçada).
Com esta me comparava, queria eu ser sua protetora, apesar de aparentar forte e independente, sabia que de tanto amar e sofrer por isso se fechava, eu queria apenas portegê-la, uma forma inútil, mas eu quis. Por você eu tinha um carinho especial, diga-se de passagem ser tudo muito novo porém, sinto.
É difícil achar pessoas onde conversas, choros, brincadeiras e até erros são discutidos assim, tão facilmente. Você já até sabe onde eu costumo errar, ora, meus erros humanos, extrapolar... Mas, a admiração e sentimentos ficam comigo, com mais intensidade. Eu quero servir como um alicerce, onde possamos dividir e receber conselhos.
O amor, a música & uma grande gratidão moviam tal anjo que era intermediário, não realista, mas tinha convicção que um dia as coisas mudam e que temos que simplesmente adaptar as escolhas, era sonhadora de pés no chão. Sabia o que dizer quando não dizer, adora me fazer rir com simples erros de português que até acho que são propositais e me deixa feliz com um simples apelidos carinhosos e apelidos singelos. Era anjo de entrada, estava ali e era ali que eu queria que estivesse. Mesmo quando seu humor mudava ou quando arrancasse os pés para facilitar andar.
Hoje, dani, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativa quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei, mesmo sendo virtualmente. Não me esquecerei de contar pros meus netos também de uma amiga que fiz no stoponline, onde não tinha nada para fazer além do tédio adolescente, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu:
“Nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas
bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe
pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora.” Metal contra nuvens.
Pois que assim seja, amiga. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história...
terça-feira, 22 de junho de 2010
Desconstruções - Martha Medeiros.
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Não é tão doce, assim.
Tenho que reconhecer que tudo entre nós começou de uma maneira muito legal, muito bonita mesmo. Entretanto, bastaram alguns dias para que nenhuma das "promessas" que pareciam brotar naquele terreno que se criou entre mim e você frutificasse.
Infelizmente, não foi isso o que aconteceu… do grande amor que parecia estar nascendo sobraram apenas algumas reminiscências, pois tudo perdeu a graça muito rapidamente, e o que era doce acabou-se depressa demais, como se fosse uma goma de mascar ordinária.
Foi uma pena, ou melhor, é uma pena, pois ninguém entra num relacionamento esperando que ele não dê certo.
Quero que você saiba que não me sinto bem e nem um pouco feliz em ter de lhe dizer essas coisas. Na verdade, eu gostaria de estar escrevendo para falar que tudo entre nós, desde a primeira vez que nós conversamos e até hoje é maravilhoso e gratificante. Mas, apesar da minha contrariedade, em alguns momentos da vida é imprescindível ser sincero, para evitar que um pequeno equívoco acabe assumindo proporções maiores e muito danosas para as pessoas envolvidas em tal situação de equívoco.
Sabe, apesar dessa decisão de me separar de você, torço muito para que possamos tocar as nossas vidas com mais alegria, mantendo em nossas almas e corações o carinho e o respeito que sempre tivemos um pelo outro.
Um beijo triste...
Infelizmente, não foi isso o que aconteceu… do grande amor que parecia estar nascendo sobraram apenas algumas reminiscências, pois tudo perdeu a graça muito rapidamente, e o que era doce acabou-se depressa demais, como se fosse uma goma de mascar ordinária.
Foi uma pena, ou melhor, é uma pena, pois ninguém entra num relacionamento esperando que ele não dê certo.
Quero que você saiba que não me sinto bem e nem um pouco feliz em ter de lhe dizer essas coisas. Na verdade, eu gostaria de estar escrevendo para falar que tudo entre nós, desde a primeira vez que nós conversamos e até hoje é maravilhoso e gratificante. Mas, apesar da minha contrariedade, em alguns momentos da vida é imprescindível ser sincero, para evitar que um pequeno equívoco acabe assumindo proporções maiores e muito danosas para as pessoas envolvidas em tal situação de equívoco.
Sabe, apesar dessa decisão de me separar de você, torço muito para que possamos tocar as nossas vidas com mais alegria, mantendo em nossas almas e corações o carinho e o respeito que sempre tivemos um pelo outro.
Um beijo triste...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Sua solidão acabou, porque eu cheguei."
Assim que desliguei o messenger, repetia em mim "tristeza não tem fim, felicidade sim". Era aparentemente a trilha sonora do que passava na minha mente naquele instante.
Tentei fugir! Mergulhar em minha mente de funções atípicas do meu sistema, do meu corpo, onde aparentemente envolvo problemas matemáticos que um antigo professor desempenhava no quadro. Foi em vão. A música repetia-se ora com a voz suave do Tom Jobim, ora com a ríspida e sincera voz de Cazuza. Ou então, vinha apenas com um saxofone fúnebre habitual.
Pensei em tudo e fiz daquela "matemática", que era somente um pano de fundo, uma base para transformar em algo "a" mais. Ou pelo menos ser um pretexto bom suficiente para poder entristecer. Adicionei mais problemas, multipliquei impossibilidades. Subtraí de tudo, restos de alegrias, que naquele momento, aos meus olhos, eram restos. E por fim, não dividi nada com ninguém.
A música novamente veio, agora com uma orquestra sinfônica e uma voz doce de um homem não mais qualquer. Nesse momento, tive vontade de rir. Do meu melodrama. Da minha mania de fazer a realidade virar uma cena, jamais assistida, de um filme. Um belo filme.
Eu sabia que isso era só começo. E ainda sei. Não como uma mente pessimista, sem esperança. Uma mente já madura perante a isso. Acostumei com essas loucuras, esses desalinhos da vida. Então, cansada de ouvir a música mental, cansada de ficar pensando e simplesmente pensando, nada resolvendo, comecei a prestar atenção no cálculo daquela velha aritmética. (Que nunca consegui ao certo descobrir 'onde começa'). Esqueci dos meus históricos. Do que me falaram. Fiquei tão concentrada naquela aula tão, pelo menos para mim, repetitiva, que bateu o sinal. E pensei comigo: "Os loucos foram liberados do hospício. Uma correria afobada, disputa de todos, para ver quem sai do manicómio primeiro. O sinal foi um meio de voltar a ouvir " Tristeza não tem fim, felicidade sim", não sei porquê, mas foi..."
Quando eu saí daquela insônia terrível e tediosa, não senti frio e só consigui ver o céu azul que estava lá fora, e minha mãe não estava lá. Que raiva, pensei. Cadê minha mãe? Eu quero minha mãe! Eu quero minha mãe. " Tristeza não tem.." Preciso contar a ela o que ocorre com o seu bebê, como a própria costuma referir-se.
Mas lá estava ele... Um dos meus referenciais da loucura, da certeza e de paixão. (Embora odeie o termo). Embora também pense: "O que eu não odeio?"rs.
Meu botão de escape da loucura, que me retorna e torna a realidade, não tão má, não tão ruim. Mas a realidade que ele me ensinou a viver durante os três dias mais vividos. Idiota, feliz. Porque no final, é tudo relativo. Sem planejar detalhadamente o amanhã... Entrei na tua vida e vice-versa. O som das músicas, nas quais os significados soam pensar em ti e nas sensações de tri polaridades que consegue exercer em minha mente, tento jurar. A minha música, já muitas vezes mixada, da minha mente, finalmente acabou. Meu bem.
Tentei fugir! Mergulhar em minha mente de funções atípicas do meu sistema, do meu corpo, onde aparentemente envolvo problemas matemáticos que um antigo professor desempenhava no quadro. Foi em vão. A música repetia-se ora com a voz suave do Tom Jobim, ora com a ríspida e sincera voz de Cazuza. Ou então, vinha apenas com um saxofone fúnebre habitual.
Pensei em tudo e fiz daquela "matemática", que era somente um pano de fundo, uma base para transformar em algo "a" mais. Ou pelo menos ser um pretexto bom suficiente para poder entristecer. Adicionei mais problemas, multipliquei impossibilidades. Subtraí de tudo, restos de alegrias, que naquele momento, aos meus olhos, eram restos. E por fim, não dividi nada com ninguém.
A música novamente veio, agora com uma orquestra sinfônica e uma voz doce de um homem não mais qualquer. Nesse momento, tive vontade de rir. Do meu melodrama. Da minha mania de fazer a realidade virar uma cena, jamais assistida, de um filme. Um belo filme.
Eu sabia que isso era só começo. E ainda sei. Não como uma mente pessimista, sem esperança. Uma mente já madura perante a isso. Acostumei com essas loucuras, esses desalinhos da vida. Então, cansada de ouvir a música mental, cansada de ficar pensando e simplesmente pensando, nada resolvendo, comecei a prestar atenção no cálculo daquela velha aritmética. (Que nunca consegui ao certo descobrir 'onde começa'). Esqueci dos meus históricos. Do que me falaram. Fiquei tão concentrada naquela aula tão, pelo menos para mim, repetitiva, que bateu o sinal. E pensei comigo: "Os loucos foram liberados do hospício. Uma correria afobada, disputa de todos, para ver quem sai do manicómio primeiro. O sinal foi um meio de voltar a ouvir " Tristeza não tem fim, felicidade sim", não sei porquê, mas foi..."
Quando eu saí daquela insônia terrível e tediosa, não senti frio e só consigui ver o céu azul que estava lá fora, e minha mãe não estava lá. Que raiva, pensei. Cadê minha mãe? Eu quero minha mãe! Eu quero minha mãe. " Tristeza não tem.." Preciso contar a ela o que ocorre com o seu bebê, como a própria costuma referir-se.
Mas lá estava ele... Um dos meus referenciais da loucura, da certeza e de paixão. (Embora odeie o termo). Embora também pense: "O que eu não odeio?"rs.
Meu botão de escape da loucura, que me retorna e torna a realidade, não tão má, não tão ruim. Mas a realidade que ele me ensinou a viver durante os três dias mais vividos. Idiota, feliz. Porque no final, é tudo relativo. Sem planejar detalhadamente o amanhã... Entrei na tua vida e vice-versa. O som das músicas, nas quais os significados soam pensar em ti e nas sensações de tri polaridades que consegue exercer em minha mente, tento jurar. A minha música, já muitas vezes mixada, da minha mente, finalmente acabou. Meu bem.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
apenas silêncio...
Estamos aqui, reunidos isoladamente, sob as mesmas reivindicações.
São efêmeras as alegrias, são infinitos os problemas... Eu não quero voltar a ser criança para ser, novamente, idiota. Adulta que seja, eu quero ser o que sou. Hoje sou estúpida, medrosa, mas com lágrimas e tormentos, enxergo um mundo mais real... Ou só acho que enxergo?
Atarefada de lamentações, passamos dia após dia a mergulhar num tal de ego. O muro que subi foi para me proteger, mas também, para ficar tudo mais centrado em mim. E lengalenga de problemas montanhosos que não acabam, se multiplicam, sucessivamente. Mitoses mutantes, alotopradas, conjugando suas cópias numa só, um gigante que intitulamos o maior de todos os problemas. Seja ele qualquer merda que for. Culpamos um motivo central para todas as aflições.
Hoje, inutilmente, convido-me a desfragmentar esse gigante. Vamos despedaçar o grande problema. Terei mais, mas terei pequenos. A forma de fazer tal aterfato, eu não sei. Tenho medo do que não devo sentir.
Mas eu uso um caminho amador de quem quer muito parar de sofrer mazelas. Olho para o próximo e aspiro, com forte ousadia, o que posso. Se de lá saem problemas, cá estou para dizer: Fique firme.(Enganando-se todos os instantes que repito isso). Embora eu não esteja em meus próprios, dizer para os outros, me conforta.
Vejo solução em quase tudo...
Tão isolados, não evoluiremos. Sim, a vida vai passar. Cada dia mais gelo e mágoa para a gente ficar naquela fortaleza hipócrita de ser insensível, mesquinho. E ingrato.
Para quê tanta privacidade? Falarão, de qualquer forma, falarão. O amor ao próximo é um pensamento, cientificamente, genial. É um pretexto para unir seres que só tendem a se separar, à medida que crescem. Nascemos paratisas, sugamos do seio de uma mãe que não honramos o suficiente, dependemos de um pai que nunca poupamos. Depois, deixamos nossas colônias, as famosas famílias, para sermos um só. Mesmo ao lado de tão queridos, amáveis, eternos, lindos, amigos; mesmo ao lado de meigos, fieis e fortes irmãos; mesmo com conjugês e qualquer adereços humanos; somos individualistas. Eu. Nada mais.
Estou aqui, braços abertos, sinceros, calejados, querendo fechar para uns, querendo abrir para uns tantos ingratos, querendo esmurrar a maioria, e finalmente, querendo abraçar quem precisa de verdade.(Mas o que fazer quando quem precisa de um abraço é você?) Porque eu necessito dissolver meus problemas em minhas próprias lágrimas. Preciso fazer do meu gigante, pequenos incômados quaisquer.
Extremamente à "flor da pele". Sim, eu sou e sempre vou ser aquela que ama, que tem paciência, que perdoa, que planta o bem, que morre e nasce quantas vezes por possível para purificar.
Mas agora não. Sem paciência, não vou deixar meu corpo podre morrer para renascer. Quero aproveitar ao máximo de meus erros, usá-los como pretexto de outros. De minha voz que dizem doce, que não mais fala, envenena a mim mesma, como forma mesquinha de desabafar o que penso, que sinto e o que não deveria sentir. Me sinto impaciente, estou mexendo minhas pernas mesmo quando durmo. Estou com tiques, minha fome diminuiu, quero mais chicletes. E até quando fumo, entro num colapso de fumaça prazerosa até chegar ao desprazer do excesso. Gosto de ser assim, gosto do poder que sinto, gosto do simples fato de ser "assim". Quero ter raiva, preciso ter raiva de mim.
Porque eu sei, que daqui a poucos segundos, tudo isso estará dissolvido em lágrimas próprias. Dito e feito, estou limpa, vou sujar-me com o mundo, para recomeçar esse ciclo idiota. E me revolto que quando criança, eu não era pura e nem boa, só não sabia das coisas. E tenho raiva de terem mentido para mim... Minha pureza vem de agora. Dessa raiva e revolta. Sou teimosa, gotejo sangue, tenho feridas abertas e estou suja de mundo, mas eu estou aqui. E sempre vou estar aqui.
São efêmeras as alegrias, são infinitos os problemas... Eu não quero voltar a ser criança para ser, novamente, idiota. Adulta que seja, eu quero ser o que sou. Hoje sou estúpida, medrosa, mas com lágrimas e tormentos, enxergo um mundo mais real... Ou só acho que enxergo?
Atarefada de lamentações, passamos dia após dia a mergulhar num tal de ego. O muro que subi foi para me proteger, mas também, para ficar tudo mais centrado em mim. E lengalenga de problemas montanhosos que não acabam, se multiplicam, sucessivamente. Mitoses mutantes, alotopradas, conjugando suas cópias numa só, um gigante que intitulamos o maior de todos os problemas. Seja ele qualquer merda que for. Culpamos um motivo central para todas as aflições.
Hoje, inutilmente, convido-me a desfragmentar esse gigante. Vamos despedaçar o grande problema. Terei mais, mas terei pequenos. A forma de fazer tal aterfato, eu não sei. Tenho medo do que não devo sentir.
Mas eu uso um caminho amador de quem quer muito parar de sofrer mazelas. Olho para o próximo e aspiro, com forte ousadia, o que posso. Se de lá saem problemas, cá estou para dizer: Fique firme.(Enganando-se todos os instantes que repito isso). Embora eu não esteja em meus próprios, dizer para os outros, me conforta.
Vejo solução em quase tudo...
Tão isolados, não evoluiremos. Sim, a vida vai passar. Cada dia mais gelo e mágoa para a gente ficar naquela fortaleza hipócrita de ser insensível, mesquinho. E ingrato.
Para quê tanta privacidade? Falarão, de qualquer forma, falarão. O amor ao próximo é um pensamento, cientificamente, genial. É um pretexto para unir seres que só tendem a se separar, à medida que crescem. Nascemos paratisas, sugamos do seio de uma mãe que não honramos o suficiente, dependemos de um pai que nunca poupamos. Depois, deixamos nossas colônias, as famosas famílias, para sermos um só. Mesmo ao lado de tão queridos, amáveis, eternos, lindos, amigos; mesmo ao lado de meigos, fieis e fortes irmãos; mesmo com conjugês e qualquer adereços humanos; somos individualistas. Eu. Nada mais.
Estou aqui, braços abertos, sinceros, calejados, querendo fechar para uns, querendo abrir para uns tantos ingratos, querendo esmurrar a maioria, e finalmente, querendo abraçar quem precisa de verdade.(Mas o que fazer quando quem precisa de um abraço é você?) Porque eu necessito dissolver meus problemas em minhas próprias lágrimas. Preciso fazer do meu gigante, pequenos incômados quaisquer.
Extremamente à "flor da pele". Sim, eu sou e sempre vou ser aquela que ama, que tem paciência, que perdoa, que planta o bem, que morre e nasce quantas vezes por possível para purificar.
Mas agora não. Sem paciência, não vou deixar meu corpo podre morrer para renascer. Quero aproveitar ao máximo de meus erros, usá-los como pretexto de outros. De minha voz que dizem doce, que não mais fala, envenena a mim mesma, como forma mesquinha de desabafar o que penso, que sinto e o que não deveria sentir. Me sinto impaciente, estou mexendo minhas pernas mesmo quando durmo. Estou com tiques, minha fome diminuiu, quero mais chicletes. E até quando fumo, entro num colapso de fumaça prazerosa até chegar ao desprazer do excesso. Gosto de ser assim, gosto do poder que sinto, gosto do simples fato de ser "assim". Quero ter raiva, preciso ter raiva de mim.
Porque eu sei, que daqui a poucos segundos, tudo isso estará dissolvido em lágrimas próprias. Dito e feito, estou limpa, vou sujar-me com o mundo, para recomeçar esse ciclo idiota. E me revolto que quando criança, eu não era pura e nem boa, só não sabia das coisas. E tenho raiva de terem mentido para mim... Minha pureza vem de agora. Dessa raiva e revolta. Sou teimosa, gotejo sangue, tenho feridas abertas e estou suja de mundo, mas eu estou aqui. E sempre vou estar aqui.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
E fazer a mágica dos dias de frio no corpo e de calor na alma.
Não me reconheço mais. Sério! Acho que estou ficando doente porque né? Vamos do começo. Ele chegou. Me ligou, nos vimos, foi lindo, todo o blá blá blá, eu fiquei feliz. Mas no outro dia... Cadê os malditos fogos de artificio? Cadê o sol brilhando mais forte, o dia sorrindo e os sininhos tocando loucamente?
Pior!
Onde foi parar a vontade louca de falar, ver, abraçar? Foi quase como um assunto pendente resolvido. E isso é estranho. Porque ao contrário do que sempre acontecia, dessa vez ele não bagunçou minha vida... Só arrumou. Colocou tudo em seus devidos lugares. Eu deveria agradecer?
"Somos, se pudermos ser ainda
Somos donos do que hoje não há mais
Houve o que houve e o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Se não, irá nos ferir o não
Mas quem não quer dizer tchau?"
Pior!
Onde foi parar a vontade louca de falar, ver, abraçar? Foi quase como um assunto pendente resolvido. E isso é estranho. Porque ao contrário do que sempre acontecia, dessa vez ele não bagunçou minha vida... Só arrumou. Colocou tudo em seus devidos lugares. Eu deveria agradecer?
"Somos, se pudermos ser ainda
Somos donos do que hoje não há mais
Houve o que houve e o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Se não, irá nos ferir o não
Mas quem não quer dizer tchau?"
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