Bem vindo ao mundo da adaptação e justiça. Aqui você não bem escolhe, mas produz a adaptação do que fora escolhido para si. Aqui você não sai de mãos limpas, mas carrega o peso do que fez. Ou quem sabe, a leveza. O mundo justo é conservativo. O que inova é o que está fora, porque o que está dentro de cada ser humano é conservado, é o mesmo. Somos ainda "seres humanos", embora o que conduz a força da personalidade é própria educação e maturidade. Inúteis seres humanos que agem com violência. E a violência é a forma mais arcaica e pré-histórica de se resolver as coisas. Seres humanos gritam quando querem, mas não é bem assim que a Dona Cirlene conduz-nos ao bem estar. Parece até que vos ouço dizendo: - Não maltrate quem está do seu lado, muito menos aquele que longe fica... Bem vindo ao mundo da justiça, aqui você faz, aqui fazem com você. Qualquer que seja sua lágrima ou seus prantos ressentidos, não tenha medo e nem revolta, é seu mérito, o trófeu do que pode conquistar. Não tenha pena de quem sofre, porque sofremos aquilo que caçamos sofrer. Sim, é. O mundo da justiça é assim. Aqui você não escolhe a cor de sua vidinha, nem ao menos grita com o ritmo que ela toma. Você se cala e se adapta. Não existe espaço para seus mimos no mundo da adaptação. Podemos escolher nossos sonhos, mas sonhar é somente para os fortes. Fortes que tem a capacidade de assumir suas dores, em prol do sonho, fortes que tem a maturidade de se adaptar ( de modo benéfico e positivo) às dificuldades e mesquinhez do mundo. Por que o mundo existe? Ele existe e não cabe aos humanos saber porquêres inrespondíveis. Eis o mundo da adaptação.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Ah, caí em prantos e confusões, por que preciso de outras vozes, outros braços e abraços, quaisquer que sejam, os humanos?
De que me serve seus sorrisos, suas maldades e individualismo? E eu lutando contra a confiança, acreditando que se eu crer em promessas e palavras, serei tola, serei imatura. De que vale então você? Ou melhor, todos vocês.
Se não posso confiar, se não posso abraçar de verdade, se tenho que obrigar meu cérebro a ter consciência de que são, vocês, apenas meros mortais, humanos nojentos e vaidosos, por que eu preciso de vocês para ser feliz?
Deveríamos então, sermos auto-suficientes. Não em termos físicos, preciso do médico, do pedreiro e da professora. Mas auto-suficiente espiritualmente. Não queria precisar de nenhum pedaço humano para sentir-me feliz e completa.
Deveria sermos auto-suficientes... e somos.
O tempo introduz na dança da vida, que não preciso e não precisa de ninguém para ser feliz. Sim, nasci auto-suficiente, você também! Somos ao mesmo tempo, independentes e dependentes.
Porque apesar de eu não precisar de humanos para ser feliz, são eles que aumentam ou diminuem minha felicidade. São eles o controle da potência dela, que seja boa ou ruim.
Eu posso ser feliz, se eu amar a mim e acreditar em Deus. Se creio no perdão, no amor e na liberdade. Liberdade divina. Mas são vocês, pedaços humanos, que tornam minha felicidade mais ou menos intensa. Numa oscilação prazerosa, misteriosa e bem vinda.
Estou completa comigo. Mas são vocês que dão ritmo. O choro e o sorriso, o desespero e a gargalhada, enfatizam minha vida, liberta minha conduta.
Ora feliz, ora triste, por vocês, aumenta o degrau de subida até a o topo da eternidade. A plenitude intocável da satisfação futura. E não significa que sem a constância do sorriso, não possa existir a paz da felicidade.
De que me serve seus sorrisos, suas maldades e individualismo? E eu lutando contra a confiança, acreditando que se eu crer em promessas e palavras, serei tola, serei imatura. De que vale então você? Ou melhor, todos vocês.
Se não posso confiar, se não posso abraçar de verdade, se tenho que obrigar meu cérebro a ter consciência de que são, vocês, apenas meros mortais, humanos nojentos e vaidosos, por que eu preciso de vocês para ser feliz?
Deveríamos então, sermos auto-suficientes. Não em termos físicos, preciso do médico, do pedreiro e da professora. Mas auto-suficiente espiritualmente. Não queria precisar de nenhum pedaço humano para sentir-me feliz e completa.
Deveria sermos auto-suficientes... e somos.
O tempo introduz na dança da vida, que não preciso e não precisa de ninguém para ser feliz. Sim, nasci auto-suficiente, você também! Somos ao mesmo tempo, independentes e dependentes.
Porque apesar de eu não precisar de humanos para ser feliz, são eles que aumentam ou diminuem minha felicidade. São eles o controle da potência dela, que seja boa ou ruim.
Eu posso ser feliz, se eu amar a mim e acreditar em Deus. Se creio no perdão, no amor e na liberdade. Liberdade divina. Mas são vocês, pedaços humanos, que tornam minha felicidade mais ou menos intensa. Numa oscilação prazerosa, misteriosa e bem vinda.
Estou completa comigo. Mas são vocês que dão ritmo. O choro e o sorriso, o desespero e a gargalhada, enfatizam minha vida, liberta minha conduta.
Ora feliz, ora triste, por vocês, aumenta o degrau de subida até a o topo da eternidade. A plenitude intocável da satisfação futura. E não significa que sem a constância do sorriso, não possa existir a paz da felicidade.
Fraqueza...
É por isso que existe a força. É mais um valor inventado para o fracos. Porque quem é forte, não precisa ter força, nem sente falta dela. Nem sabe se um dia foi forte ou fraco, ou qualquer coisa. Forte passa despercebido em muitas crises e frustrações. Eles a sentem, eles a vivem, mas quem disse que percebem? E se percebem, querido, é por dias banais. Pouco. Pouquíssimo tempo.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.
sábado, 27 de março de 2010
Medo.
É... Estou quase acostumando com a dor, que de tão má, me deforma a uma forma qualquer, que não sei. Sou uma coisa que não reconheço, uma pessoa que não tem mais identidade.
Sem alma, sem rumo, tentando aceitar os fatos da vida e nada mais. Tentando entender que realmente não é fácil manter o coração puro, manter o coração limpo diante das dificuldades e maldades.. tudo culpa da dor.
Eu sonhei e hoje estou confusa dentre sentimentos de arrependimento e de orgulho. Ora sinto vontade de voltar ao passado e jamais ter ousado sonhar algo tão grande, ora sinto um pouco de alegria de ter tantas feridas, sangue pelo corpo e tormentos, preço pago pela coragem de enfrentar o mundo, ganhando ou não, sou vencedora do medo. Não temo o destino.
Ainda mais assim, despedaçada. A tristeza já é tão minha que não temo mais senti-la. Eu sou uma triste muito feliz, talvez sentindo a verdadeira felicidade. Igual uma linda rosa, mas cheia de espinhos, que não deixa de ser linda, não deixa de exalar seu perfume.
É muito fácil ser feliz quando não enfrenta o mundo.
É muito fácil dizer que a vida é bela, quando só se acordar, come e dorme, vivendo num ritmo mórbido, quase seco e sem luz, uma vidinha tão normal e tão ingrata com a sede da alma que é intensa e eterna.
Não que se deve errar e errar... fazer loucuras, perder juízo, ser um tolo intitulado intenso, que vive todas as experiências da vida como se isso fosse viver.
Eu que não sou cobaia para sentir todas as coisas, viver todas as experiências. Não sei de tudo e vivo. Vivo porque eu continuo a acordar em paz, mesmo dormindo com minhas feridas abertas e quase podres.
Uma hora secará. Porque meu Deus, não falha. Nem comigo que sou uma filha teimosa. Que sou rebelde e impaciente.
O dia florescerá para mim. E depois haverá, novamente, tempestades, antecipando mais uma bela manhã de flores.
Entre chuvas e flores, entre tormentos e risos, eu vou traçando minha vida. Sendo a triste mais feliz desse mundo.
Sem alma, sem rumo, tentando aceitar os fatos da vida e nada mais. Tentando entender que realmente não é fácil manter o coração puro, manter o coração limpo diante das dificuldades e maldades.. tudo culpa da dor.
Eu sonhei e hoje estou confusa dentre sentimentos de arrependimento e de orgulho. Ora sinto vontade de voltar ao passado e jamais ter ousado sonhar algo tão grande, ora sinto um pouco de alegria de ter tantas feridas, sangue pelo corpo e tormentos, preço pago pela coragem de enfrentar o mundo, ganhando ou não, sou vencedora do medo. Não temo o destino.
Ainda mais assim, despedaçada. A tristeza já é tão minha que não temo mais senti-la. Eu sou uma triste muito feliz, talvez sentindo a verdadeira felicidade. Igual uma linda rosa, mas cheia de espinhos, que não deixa de ser linda, não deixa de exalar seu perfume.
É muito fácil ser feliz quando não enfrenta o mundo.
É muito fácil dizer que a vida é bela, quando só se acordar, come e dorme, vivendo num ritmo mórbido, quase seco e sem luz, uma vidinha tão normal e tão ingrata com a sede da alma que é intensa e eterna.
Não que se deve errar e errar... fazer loucuras, perder juízo, ser um tolo intitulado intenso, que vive todas as experiências da vida como se isso fosse viver.
Eu que não sou cobaia para sentir todas as coisas, viver todas as experiências. Não sei de tudo e vivo. Vivo porque eu continuo a acordar em paz, mesmo dormindo com minhas feridas abertas e quase podres.
Uma hora secará. Porque meu Deus, não falha. Nem comigo que sou uma filha teimosa. Que sou rebelde e impaciente.
O dia florescerá para mim. E depois haverá, novamente, tempestades, antecipando mais uma bela manhã de flores.
Entre chuvas e flores, entre tormentos e risos, eu vou traçando minha vida. Sendo a triste mais feliz desse mundo.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Meu coração é secular...
Mais uma vez, chegamos a tal ponto, talvez o climáx do fracasso, que foi preciso uma briga para inventar-se perdões e enfim, reconciliar-se. Não da briga que tivemos, mas da mágoa que guardamos durante esse bom tempo que fingimos não doer. A briga foi um pretexto para haver uma reconciliação que seja, talvez abraços sinceros de perdão, talvez promessas cobertas de amor, mas qualquer ato de carinho, que derretesse o gelo infinito que estava exatamente entre nós.
Seres humanos são sempre os mesmos. Se acontece comigo um erro, acontece com todos, o mesmo e exato erro, que se põem com outros trajes, mas continua sendo mesmo.
O ego, orgulho, o eu, o egocentrismo existe sim e está nos corações mais bondosos assim como também nos mais perversos. Evitamos, mas não soubemos resistir. Vez ou outra eu topo com esse muro e bato de cara. De frente. Machuco. Caio no chão.
Lá, machucada, me recomponho. Como se minha alma, meu verdadeiro eu se perdesse dentro de mim e só no chão, em pedaços, para achá-lo de volta. Eu amo estar assim.
E na verdade, estamos assim. Nós dois, aos cacos. No chão. Enquanto eu pego seus restos, você me ajuda, pegando os meus. Juntaremos o restos que a vida fez de nós. Mesmo que nesse momento seja preciso eu pegar um pouco de você, para me recompor, mesmo que seja preciso eu dar um pouco do meu eu, para você se recompor, nos recomporemos.
Eu sempre soube que essa história era mesmo muito idiota para ser tão complexa. Sempre soube que por trás de tudo, havia um outro sentindo e hoje sei que esse sentido é o que sempre busco na vida, porque você, melhor do que ninguém, me ensinou a buscar o que há de mais verdadeiro. Nosso amor nunca não foi verdadeiro, mas por um tempo, por um longo tempo, foi calejado demais para ser puro... Foi sendo tampado com mágoas infinitas e engolidas, todas invisíveis. Fingimos que estava tudo bem, enquanto estava sendo afetado o que há de mais verdadeiro e puro no mundo. Como vírus que se instala no corpo e fica lá durante anos pra depois matar subitamente, sem avisar.
Antes que o amor morresse, veio entre nós muros. Batemos de frente. Quebramos a cara.
Hoje fico triste, não porque o perdi, não porque me redimi demais, nem porque estou afetando meu orgulho, acho que é porque foi preciso todo esse tempo, toda essa ladainha, para eu perceber tudo isso. Porque eu abri meus olhos, deixei que as lágrimas lavassem minha alma e agora eu enxergo que parte da minha vida sem seu apoio é um buraco negro de uma estrela que muito brilhou...
Não sei como vai ser bem esse nosso recomeço, do que na verdade, nunca teve fim! É um recomeço forjado, só pra renovar e eliminar o que polui.
Seres humanos são sempre os mesmos. Se acontece comigo um erro, acontece com todos, o mesmo e exato erro, que se põem com outros trajes, mas continua sendo mesmo.
O ego, orgulho, o eu, o egocentrismo existe sim e está nos corações mais bondosos assim como também nos mais perversos. Evitamos, mas não soubemos resistir. Vez ou outra eu topo com esse muro e bato de cara. De frente. Machuco. Caio no chão.
Lá, machucada, me recomponho. Como se minha alma, meu verdadeiro eu se perdesse dentro de mim e só no chão, em pedaços, para achá-lo de volta. Eu amo estar assim.
E na verdade, estamos assim. Nós dois, aos cacos. No chão. Enquanto eu pego seus restos, você me ajuda, pegando os meus. Juntaremos o restos que a vida fez de nós. Mesmo que nesse momento seja preciso eu pegar um pouco de você, para me recompor, mesmo que seja preciso eu dar um pouco do meu eu, para você se recompor, nos recomporemos.
Eu sempre soube que essa história era mesmo muito idiota para ser tão complexa. Sempre soube que por trás de tudo, havia um outro sentindo e hoje sei que esse sentido é o que sempre busco na vida, porque você, melhor do que ninguém, me ensinou a buscar o que há de mais verdadeiro. Nosso amor nunca não foi verdadeiro, mas por um tempo, por um longo tempo, foi calejado demais para ser puro... Foi sendo tampado com mágoas infinitas e engolidas, todas invisíveis. Fingimos que estava tudo bem, enquanto estava sendo afetado o que há de mais verdadeiro e puro no mundo. Como vírus que se instala no corpo e fica lá durante anos pra depois matar subitamente, sem avisar.
Antes que o amor morresse, veio entre nós muros. Batemos de frente. Quebramos a cara.
Hoje fico triste, não porque o perdi, não porque me redimi demais, nem porque estou afetando meu orgulho, acho que é porque foi preciso todo esse tempo, toda essa ladainha, para eu perceber tudo isso. Porque eu abri meus olhos, deixei que as lágrimas lavassem minha alma e agora eu enxergo que parte da minha vida sem seu apoio é um buraco negro de uma estrela que muito brilhou...
Não sei como vai ser bem esse nosso recomeço, do que na verdade, nunca teve fim! É um recomeço forjado, só pra renovar e eliminar o que polui.
terça-feira, 23 de março de 2010
Eu nunca mais quero ver você chorando.

Tá vendo todas estas nuvens? São passageiras. Se vão, como um dia você também irá. Pra longe, pra morte, pra nada. Você vai e isso aperta seco em meu peito, como se todo o sangue em meu corpo se esvaziasse, deixando meu coração sem ter o que bombear.
Então, não se preocupe tanto com este seu céu nublado, ele é só mais um item da pilha do seu passado. Eu estou aqui, apertando forte sua mão e isso é uma das coisas que importa. Não me venha com essas lágrimas silenciosas. O choro precisa de suspiros para ficar mais ameno, quando ele é assim, tão lacrimejante e mudo, me amedronta, porque sei que é mais doloroso. Por favor, pare de chorar. Sou tão inútil perto de todas suas queixas sobre a vida. Tudo que posso fazer e apertar sua mão sob a intensidade do que sinto, quanto mais doí, mais aperto.
Quem dera se eu pudesse mudar alguma coisa, abriria seu caminho com minhas mãos, daria todos os seus sonhos e poria na sua face um sorriso, daqueles tão sinceros e felizes, que chega a ser irritante.
Não, não me confesse seus segredos. Eu tenho medo de guardar coisas tão importantes, que mudaria vidas e destinos e pessoas. Sei que é o desespero, sei que a dor abre uma porta por acidente, justo a que passa o medo de morrer. Então você vai chorando e confessando, me dizendo tanta coisa, era pra eu gritar com você, era pra eu fazer escândalo e brigar com sua covardia de não ter enfrentado a vida em prol de seus princípios, que hoje são restos. Mas eu não consigo, seu choro é como um suplício divino. Me deixa tão intacta que para falar, falo baixo, sussurro e até penso antes. Fico como uma princesa sábia, delicada e de palavras doces. Não consigo me revoltar, só consigo olhar para seu rosto e continuar apertando sua mão. E junto apertando meu cérebro para ele ser o mais eficaz possível para não cair lágrimas de mim.
Quero desanuviar seu céu, quero eternizar você. As nuvens vão e até seu corpo pode ir, mas pra mim, você, realmente, nunca irá.
Eu nunca mais quero ver você chorando. Nunca mais.
Viciada em tecnologia...
Venho muito agarrada aos decibéis, bytes, pixeis, ondas eletromagnéticas. Qualquer coisa que faça barulho ou que mostre imagens. Mas que não me deixe sozinha...
Acordo, som. Chego, computador. Como, tevê. E quando enjoo de tudo, celular.
Não que tenho medo do silêncio, de ficar sozinha comigo. É que eu sinto saudades do barulho de conversas que era esta casa. As vozes, as brigas, gargalhadas ou cantorias.
Das vezes que eu acordava e tinha para quem contar meus sonhos. Das broncas que eu teria que dar pelo motivo que fosse. Das fofocas, dos medos, das intrigas, das besteiras. As conversas que me irritavam, as conversas desnecessárias.
Dos bom dias, das boa noites, dos "me deixe em paz". Sinto saudades das péssimas músicas que colocavam alto. De ouvir tantos desabafos e fatos estrondosos.
Eu sou viciada na tecnologia. Porque é ela quem me ilude a estar perto de quem eu quero.
Eu sei, não deveria. Há muita coisa pra fazer. É que o barulho lá fora perturba o silêncio aqui dentro. Debocha da minha solidão e eu, fraca, ligo o som ou a tevê ou o pecê.
Acordo, som. Chego, computador. Como, tevê. E quando enjoo de tudo, celular.
Não que tenho medo do silêncio, de ficar sozinha comigo. É que eu sinto saudades do barulho de conversas que era esta casa. As vozes, as brigas, gargalhadas ou cantorias.
Das vezes que eu acordava e tinha para quem contar meus sonhos. Das broncas que eu teria que dar pelo motivo que fosse. Das fofocas, dos medos, das intrigas, das besteiras. As conversas que me irritavam, as conversas desnecessárias.
Dos bom dias, das boa noites, dos "me deixe em paz". Sinto saudades das péssimas músicas que colocavam alto. De ouvir tantos desabafos e fatos estrondosos.
Eu sou viciada na tecnologia. Porque é ela quem me ilude a estar perto de quem eu quero.
Eu sei, não deveria. Há muita coisa pra fazer. É que o barulho lá fora perturba o silêncio aqui dentro. Debocha da minha solidão e eu, fraca, ligo o som ou a tevê ou o pecê.
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