Traumas, perdas, mentiras, ilusões. Quantas dessas pesam o peito. Afogam, amarram nossa alegria. Nos limitam a crer, que podemos livrar delas e tantas outras mais. Nos deixam duros e sésseis para viver intimidades, viver em profundidade com outréns. Freiam a velocidade cardíaca de querer bater mais e mais rápido. Impede a mente de fluir qualquer relacionamento.
Na infância a amizade viera sem planos. Um 'oi' ali, uma risadinha acolá e prevalecia a união. Quando pequenos, no jardim-de-infância, você queria ser amigo, brincar e deixar a imaginação dialogar. E era findada o amor entre amigos, ainda que um amor, assim banal.
Já o crescer, florescer, estourar e pipocar, sucederam em experiências mais íntimas e sérias. Amizade que era laço inquebrável, segredos guardados, boas lembranças. A vida que ia sendo como uma canção, e ele ou ela a sua dança perfeita, seu amigo, irmão ou amiga, irmã; Companheiros de toda a jornada.
E, ainda no crescer, o baque. Surto de brigas, laços quebrados. Ela é chata, não fala o que pensa. Já ele fala demais. Defeitos iam escorrendo da união certeira, as pessoas eram complicadas demais para entender, eram erradas, feias, bobas e chatas. Complicações e frustrações.
Mas na vida passageira, a chuva vem, a chuva vai. Logo vem novas pessoas, boas ou não, mas pessoas. Companhias que repelem a solidão de sábado a noite. No entanto, não era tão colorido assim. Amizades agora, seriam seletivas.
A vida não pára de correr contra o tempo, que mancha de sangue os sonhos. A vida crescida, adulto formado. Amigos aliados, amigos caídos. Os que ficaram, não podem mais ir, porque se chegou até aqui, queira Deus, que dure pra sempre. E os que foram? Pouco importa, precisamos criar nossos filhos.
A cada segundo seu coração cristaliza, endurece e fica mais forte. Não que seja ruim, um pouquinho de dureza, afinal é ela quem dá a resistência e suporte. Mas a cada segundo, ele continua assim. As pessoas que vem, as pessoas que vão. Amigos entrelaçados nas promessas da eternidade, você é o melhor, você foi a melhor. Um dia perder amigo, é algo que faz parte. De tantas passagens, mais um se foi, para um novo chegar. Não são pessoas falsas que você desperdiçou o seu tempo, são pessoas, espectros do tempo, do mundo, do destino.
Vieram, beijaram sua testa. Apertaram sua mão até um dia cansar. Ou cansa você, ou cansa a mão que aperta a sua. E parte pra outra testa, outra mão, outro personagem de sua história.
Cale essa voz que soa em seus ouvidos, dizendo que humanos são podres e falsos. Isso é, pode ser, mas você também é humano. Antes era fácil fazer um amigo, porque não havia medo, interesse e trauma. Não caia na armadilha de ser frio com a vida. Amigos são partículas que aquecem seu coração. São moléculas agitadas que esquentam a sua vida. Amigos ficam para sempre, na lembrança e no passado, no hoje em sua mente.
Realmente, espero que compreendam...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Complexo...
Me sinto pequena, me sinto um filhote. Me sinto um bebê ou uma criança de cinco anos. Sou insegura, tenho medo. O futuro é meu bicho-papão de todos os dias, a loucura de pensar o que vai acontecer, o que pode acontecer ou o que não. A insustentável paz que colho, ao plantar em lágrimas, meus sonhos. Artigos definidos antes de meus sentimentos. A dor, o amor, a carência, o orgulho. Tudo que intitula meu doce paraíso imaginário, numa piscina onde habitam os mais belos sentimentos, embebecidos no amor, a dona, rainha, a maior.
Mágoas inativas, mas existentes em meu coração. Ligadas à agonia da inconfiança humana, ligadas aos traumas que ora me protegem, ora me faz de otária. Mágoas que mortas, mas existentes. Mágoas e seus esqueletos, enfeitando, preenchendo meu espaço emocional, cuja nomenclatura mais vulgar é coração. Eu tive medo, tenho medo e sei que terei. O medo me faz conectada ao seu ser, de forma total. Sou sua cria, sua filha, seu fruto. Sou o produto do que um dia creu amar, sou a extensão do mesmo.
Minha vida não seria, se você você existisse. Mas creia, mesmo se eu nascesse por osmose ou telepatia, não seria. Eu não poderia existir sem suas palvras, sem seu amor. Sem sua face de menina. Não, mãe, não sem você.
Suas palavras, pesadas ou leves, doces ou amargas, certas ou erradas, me faz continuar. Nessa luta tão enfêmera contra a própria morte. Nesse vai-e-vem das dores, temores e horrores. Nos altos e baixos da alegria. Sua sabedoria, me incentiva como ninguém conseguiu. Sua face, me induz a ser alguém. Olhar em seus olhos, por traz destes óculos, me causa a nostalgia, o arrependimento de ter crescido um dia, saído do seu colo, do seu abraço, do seu mimo. Mas que mesmo assim, esse mesmo olhar de mãe amável, me faz ser o que sou.
Eu sou teimosa, sou má-criada. Sou respondona, crítica e chata. Não concordo com seus pensamentos, brigo. Eu não entendo sua posição, critico e pergunto. Não gosto de ouvir certas coisas e com a mesma pirraça que tem, falo coisas piores. Eu tenho pensamentos diferentes, são próprios, são diferentes. Eu sou 'do-contra', mas sou tão sua, sou tão humana, como outréns.
Eu sou amável, cubro-a de elogios. Sou carinhosa, falo que a amo só para ver seu rostinho de menina satisfeito. Sou guerreira, ninguém me tira da luta. Não tenho preguiça, não sou mesquinha. Sou seu espelho em coisas que faço. Sou quase você em coisas que penso.
Minha mãe, minha razão de viver. Eu não posso ser feliz se não for. Não há condições, fugiria das leis da física, se eu fosse. Eu a amo, estarei sempre com você. Porque é minha razão, meu maior motivo de viver.
Eu tenho muito orgulho, ainda que criticando, de você. Meu amor pela senhora é maior do que Saturno.
Mágoas inativas, mas existentes em meu coração. Ligadas à agonia da inconfiança humana, ligadas aos traumas que ora me protegem, ora me faz de otária. Mágoas que mortas, mas existentes. Mágoas e seus esqueletos, enfeitando, preenchendo meu espaço emocional, cuja nomenclatura mais vulgar é coração. Eu tive medo, tenho medo e sei que terei. O medo me faz conectada ao seu ser, de forma total. Sou sua cria, sua filha, seu fruto. Sou o produto do que um dia creu amar, sou a extensão do mesmo.
Minha vida não seria, se você você existisse. Mas creia, mesmo se eu nascesse por osmose ou telepatia, não seria. Eu não poderia existir sem suas palvras, sem seu amor. Sem sua face de menina. Não, mãe, não sem você.
Suas palavras, pesadas ou leves, doces ou amargas, certas ou erradas, me faz continuar. Nessa luta tão enfêmera contra a própria morte. Nesse vai-e-vem das dores, temores e horrores. Nos altos e baixos da alegria. Sua sabedoria, me incentiva como ninguém conseguiu. Sua face, me induz a ser alguém. Olhar em seus olhos, por traz destes óculos, me causa a nostalgia, o arrependimento de ter crescido um dia, saído do seu colo, do seu abraço, do seu mimo. Mas que mesmo assim, esse mesmo olhar de mãe amável, me faz ser o que sou.
Eu sou teimosa, sou má-criada. Sou respondona, crítica e chata. Não concordo com seus pensamentos, brigo. Eu não entendo sua posição, critico e pergunto. Não gosto de ouvir certas coisas e com a mesma pirraça que tem, falo coisas piores. Eu tenho pensamentos diferentes, são próprios, são diferentes. Eu sou 'do-contra', mas sou tão sua, sou tão humana, como outréns.
Eu sou amável, cubro-a de elogios. Sou carinhosa, falo que a amo só para ver seu rostinho de menina satisfeito. Sou guerreira, ninguém me tira da luta. Não tenho preguiça, não sou mesquinha. Sou seu espelho em coisas que faço. Sou quase você em coisas que penso.
Minha mãe, minha razão de viver. Eu não posso ser feliz se não for. Não há condições, fugiria das leis da física, se eu fosse. Eu a amo, estarei sempre com você. Porque é minha razão, meu maior motivo de viver.
Eu tenho muito orgulho, ainda que criticando, de você. Meu amor pela senhora é maior do que Saturno.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Morrer de verdades...

Eu sou intensa no que vivo, meu erro é acreditar demais. Esperar das pessoas a boa atitude, o bom senso, o normal edificante. Nietzsche disse que o grande defeito dos sinceros é achar que todos são sinceros também, eu erro nisso, eu sofro por isso. Porque não consigo simplesmente deglutir as desgraças do mundo, porque não consigo ignorar minha idiotice de não dá esmola, de não abraçar um velho mendigo. Exatamente o porquê da minha dor: minha ultra-sensibilidade.
Creia, não sou anormal. Sou apenas o pacote de sentimentos acumulados que resgato da lixeira das pessoas. Eu apenas sinto muito do que a maioria desligou. E pior do que entender sua dor, a dor dele e demais dores, é aspirar a dor pra mim, sentindo-a: meu maior defeito.
Fico sempre repetindo à mim, pare de achar que tudo é sofrido. Você chora pelas pessoas e inunda a cidade, você vê as pessoas afogarem e chora mais ainda. Não acredita muito nelas, entenda, alias, você sempre soube que ser humano machuca, erra, mente, odeia por puro instinto, tendência. A nossa tendência é essa, o fracasso, o acabado vazio.
Porque dentro de cada ser existe muito potencial, existe muito poder, muito domínio. E de tão grande se confunde, deixando aflorar os sentimentos mais pré-históricos, violentos e toscos. Forte não aquele que não chora e não sofre, mas aquele que vence o ego e chora, e sofre. E geme de dor, esperando acalento. Forte é aquele que permanece nos bons modos, no amor, no perdão e na justiça.
Se existe tudo de errado no mundo, é a fraqueza. Só a fraqueza.
Portanto, eu sei que sou assim. Duas vozes em mim. Uma diz: revolta. Outra diz: adapte-se.
Creia, não sou anormal. Sou apenas o pacote de sentimentos acumulados que resgato da lixeira das pessoas. Eu apenas sinto muito do que a maioria desligou. E pior do que entender sua dor, a dor dele e demais dores, é aspirar a dor pra mim, sentindo-a: meu maior defeito.
Fico sempre repetindo à mim, pare de achar que tudo é sofrido. Você chora pelas pessoas e inunda a cidade, você vê as pessoas afogarem e chora mais ainda. Não acredita muito nelas, entenda, alias, você sempre soube que ser humano machuca, erra, mente, odeia por puro instinto, tendência. A nossa tendência é essa, o fracasso, o acabado vazio.
Porque dentro de cada ser existe muito potencial, existe muito poder, muito domínio. E de tão grande se confunde, deixando aflorar os sentimentos mais pré-históricos, violentos e toscos. Forte não aquele que não chora e não sofre, mas aquele que vence o ego e chora, e sofre. E geme de dor, esperando acalento. Forte é aquele que permanece nos bons modos, no amor, no perdão e na justiça.
Se existe tudo de errado no mundo, é a fraqueza. Só a fraqueza.
Portanto, eu sei que sou assim. Duas vozes em mim. Uma diz: revolta. Outra diz: adapte-se.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Passe bem!
Bem vindo ao mundo da adaptação e justiça. Aqui você não bem escolhe, mas produz a adaptação do que fora escolhido para si. Aqui você não sai de mãos limpas, mas carrega o peso do que fez. Ou quem sabe, a leveza. O mundo justo é conservativo. O que inova é o que está fora, porque o que está dentro de cada ser humano é conservado, é o mesmo. Somos ainda "seres humanos", embora o que conduz a força da personalidade é própria educação e maturidade. Inúteis seres humanos que agem com violência. E a violência é a forma mais arcaica e pré-histórica de se resolver as coisas. Seres humanos gritam quando querem, mas não é bem assim que a Dona Cirlene conduz-nos ao bem estar. Parece até que vos ouço dizendo: - Não maltrate quem está do seu lado, muito menos aquele que longe fica... Bem vindo ao mundo da justiça, aqui você faz, aqui fazem com você. Qualquer que seja sua lágrima ou seus prantos ressentidos, não tenha medo e nem revolta, é seu mérito, o trófeu do que pode conquistar. Não tenha pena de quem sofre, porque sofremos aquilo que caçamos sofrer. Sim, é. O mundo da justiça é assim. Aqui você não escolhe a cor de sua vidinha, nem ao menos grita com o ritmo que ela toma. Você se cala e se adapta. Não existe espaço para seus mimos no mundo da adaptação. Podemos escolher nossos sonhos, mas sonhar é somente para os fortes. Fortes que tem a capacidade de assumir suas dores, em prol do sonho, fortes que tem a maturidade de se adaptar ( de modo benéfico e positivo) às dificuldades e mesquinhez do mundo. Por que o mundo existe? Ele existe e não cabe aos humanos saber porquêres inrespondíveis. Eis o mundo da adaptação.
domingo, 28 de março de 2010
Ah, caí em prantos e confusões, por que preciso de outras vozes, outros braços e abraços, quaisquer que sejam, os humanos?
De que me serve seus sorrisos, suas maldades e individualismo? E eu lutando contra a confiança, acreditando que se eu crer em promessas e palavras, serei tola, serei imatura. De que vale então você? Ou melhor, todos vocês.
Se não posso confiar, se não posso abraçar de verdade, se tenho que obrigar meu cérebro a ter consciência de que são, vocês, apenas meros mortais, humanos nojentos e vaidosos, por que eu preciso de vocês para ser feliz?
Deveríamos então, sermos auto-suficientes. Não em termos físicos, preciso do médico, do pedreiro e da professora. Mas auto-suficiente espiritualmente. Não queria precisar de nenhum pedaço humano para sentir-me feliz e completa.
Deveria sermos auto-suficientes... e somos.
O tempo introduz na dança da vida, que não preciso e não precisa de ninguém para ser feliz. Sim, nasci auto-suficiente, você também! Somos ao mesmo tempo, independentes e dependentes.
Porque apesar de eu não precisar de humanos para ser feliz, são eles que aumentam ou diminuem minha felicidade. São eles o controle da potência dela, que seja boa ou ruim.
Eu posso ser feliz, se eu amar a mim e acreditar em Deus. Se creio no perdão, no amor e na liberdade. Liberdade divina. Mas são vocês, pedaços humanos, que tornam minha felicidade mais ou menos intensa. Numa oscilação prazerosa, misteriosa e bem vinda.
Estou completa comigo. Mas são vocês que dão ritmo. O choro e o sorriso, o desespero e a gargalhada, enfatizam minha vida, liberta minha conduta.
Ora feliz, ora triste, por vocês, aumenta o degrau de subida até a o topo da eternidade. A plenitude intocável da satisfação futura. E não significa que sem a constância do sorriso, não possa existir a paz da felicidade.
De que me serve seus sorrisos, suas maldades e individualismo? E eu lutando contra a confiança, acreditando que se eu crer em promessas e palavras, serei tola, serei imatura. De que vale então você? Ou melhor, todos vocês.
Se não posso confiar, se não posso abraçar de verdade, se tenho que obrigar meu cérebro a ter consciência de que são, vocês, apenas meros mortais, humanos nojentos e vaidosos, por que eu preciso de vocês para ser feliz?
Deveríamos então, sermos auto-suficientes. Não em termos físicos, preciso do médico, do pedreiro e da professora. Mas auto-suficiente espiritualmente. Não queria precisar de nenhum pedaço humano para sentir-me feliz e completa.
Deveria sermos auto-suficientes... e somos.
O tempo introduz na dança da vida, que não preciso e não precisa de ninguém para ser feliz. Sim, nasci auto-suficiente, você também! Somos ao mesmo tempo, independentes e dependentes.
Porque apesar de eu não precisar de humanos para ser feliz, são eles que aumentam ou diminuem minha felicidade. São eles o controle da potência dela, que seja boa ou ruim.
Eu posso ser feliz, se eu amar a mim e acreditar em Deus. Se creio no perdão, no amor e na liberdade. Liberdade divina. Mas são vocês, pedaços humanos, que tornam minha felicidade mais ou menos intensa. Numa oscilação prazerosa, misteriosa e bem vinda.
Estou completa comigo. Mas são vocês que dão ritmo. O choro e o sorriso, o desespero e a gargalhada, enfatizam minha vida, liberta minha conduta.
Ora feliz, ora triste, por vocês, aumenta o degrau de subida até a o topo da eternidade. A plenitude intocável da satisfação futura. E não significa que sem a constância do sorriso, não possa existir a paz da felicidade.
Fraqueza...
É por isso que existe a força. É mais um valor inventado para o fracos. Porque quem é forte, não precisa ter força, nem sente falta dela. Nem sabe se um dia foi forte ou fraco, ou qualquer coisa. Forte passa despercebido em muitas crises e frustrações. Eles a sentem, eles a vivem, mas quem disse que percebem? E se percebem, querido, é por dias banais. Pouco. Pouquíssimo tempo.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.
Fraco é que precisa ficar repetindo na cabeça que é forte. Que vai tudo passar. Vamos lá, força marmanjo. Lute!
Fraco é quem sente tudo. O sensível é um fraco. Sente o sabor aflorado demais, se tem muito açúcar não come, se tá sem sal joga fora. Fraco não gosta de qualquer perfume, fraco não usa qualquer roupinha da moda. Fraco é sensível. Sente demais. É preso a maior de todas as fraquezas humanas: sentimentalidade. O sentimentalismo! Tão sentimental, pra quê?
Só mesmo quem ouve amplamente emoções e sentimentos, é fraco. Forte vive uma vida superior, a qual não se tem lamentações e torturas. E também, nem escolha. Eles aproveitam oportunidades. Mas não escolhe nada para si. Forte não secreta lágrimas, não ao vivo, não exposto.
Forte vai vivendo como um parasita. Alimenta-se de tudo que vier. Tudo é digerido, tudo é aproveitável. Fraco é que é crítico. Escolhe. Opina. Sonha. Luta. Frustra. FRUSTRA!
Ao que tudo me diz, fraqueza é meu sobrenome. Fraca por sonhar. Fraca por querer.
Fraca por dizer: eu quero. Fraca por pensar: eu posso.
sábado, 27 de março de 2010
Medo.
É... Estou quase acostumando com a dor, que de tão má, me deforma a uma forma qualquer, que não sei. Sou uma coisa que não reconheço, uma pessoa que não tem mais identidade.
Sem alma, sem rumo, tentando aceitar os fatos da vida e nada mais. Tentando entender que realmente não é fácil manter o coração puro, manter o coração limpo diante das dificuldades e maldades.. tudo culpa da dor.
Eu sonhei e hoje estou confusa dentre sentimentos de arrependimento e de orgulho. Ora sinto vontade de voltar ao passado e jamais ter ousado sonhar algo tão grande, ora sinto um pouco de alegria de ter tantas feridas, sangue pelo corpo e tormentos, preço pago pela coragem de enfrentar o mundo, ganhando ou não, sou vencedora do medo. Não temo o destino.
Ainda mais assim, despedaçada. A tristeza já é tão minha que não temo mais senti-la. Eu sou uma triste muito feliz, talvez sentindo a verdadeira felicidade. Igual uma linda rosa, mas cheia de espinhos, que não deixa de ser linda, não deixa de exalar seu perfume.
É muito fácil ser feliz quando não enfrenta o mundo.
É muito fácil dizer que a vida é bela, quando só se acordar, come e dorme, vivendo num ritmo mórbido, quase seco e sem luz, uma vidinha tão normal e tão ingrata com a sede da alma que é intensa e eterna.
Não que se deve errar e errar... fazer loucuras, perder juízo, ser um tolo intitulado intenso, que vive todas as experiências da vida como se isso fosse viver.
Eu que não sou cobaia para sentir todas as coisas, viver todas as experiências. Não sei de tudo e vivo. Vivo porque eu continuo a acordar em paz, mesmo dormindo com minhas feridas abertas e quase podres.
Uma hora secará. Porque meu Deus, não falha. Nem comigo que sou uma filha teimosa. Que sou rebelde e impaciente.
O dia florescerá para mim. E depois haverá, novamente, tempestades, antecipando mais uma bela manhã de flores.
Entre chuvas e flores, entre tormentos e risos, eu vou traçando minha vida. Sendo a triste mais feliz desse mundo.
Sem alma, sem rumo, tentando aceitar os fatos da vida e nada mais. Tentando entender que realmente não é fácil manter o coração puro, manter o coração limpo diante das dificuldades e maldades.. tudo culpa da dor.
Eu sonhei e hoje estou confusa dentre sentimentos de arrependimento e de orgulho. Ora sinto vontade de voltar ao passado e jamais ter ousado sonhar algo tão grande, ora sinto um pouco de alegria de ter tantas feridas, sangue pelo corpo e tormentos, preço pago pela coragem de enfrentar o mundo, ganhando ou não, sou vencedora do medo. Não temo o destino.
Ainda mais assim, despedaçada. A tristeza já é tão minha que não temo mais senti-la. Eu sou uma triste muito feliz, talvez sentindo a verdadeira felicidade. Igual uma linda rosa, mas cheia de espinhos, que não deixa de ser linda, não deixa de exalar seu perfume.
É muito fácil ser feliz quando não enfrenta o mundo.
É muito fácil dizer que a vida é bela, quando só se acordar, come e dorme, vivendo num ritmo mórbido, quase seco e sem luz, uma vidinha tão normal e tão ingrata com a sede da alma que é intensa e eterna.
Não que se deve errar e errar... fazer loucuras, perder juízo, ser um tolo intitulado intenso, que vive todas as experiências da vida como se isso fosse viver.
Eu que não sou cobaia para sentir todas as coisas, viver todas as experiências. Não sei de tudo e vivo. Vivo porque eu continuo a acordar em paz, mesmo dormindo com minhas feridas abertas e quase podres.
Uma hora secará. Porque meu Deus, não falha. Nem comigo que sou uma filha teimosa. Que sou rebelde e impaciente.
O dia florescerá para mim. E depois haverá, novamente, tempestades, antecipando mais uma bela manhã de flores.
Entre chuvas e flores, entre tormentos e risos, eu vou traçando minha vida. Sendo a triste mais feliz desse mundo.
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