sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Último, do ano.
A resposta de cada pergunta que me fiz neste ano me interessa muito, embora eu não possa permitir que elas me seduzam. Eu sou a sugestão, eu sou o conselho, mesmo sendo eles imaginários. Esse círculo está desigual e os minutos estão escoando, pesados. Na parte da manhã inspecionaram-se os danos, esses eram contidos nos tais ingredientes, que a cada dia longe da sua única e fiel animação tornavam-se mais densas e dispersas... Havia rumores carregando cacos, cacos de si.
Pessoalmente falo por mim, já que irei ou não me engasgar com a própria poeira refletida no agora. Oportunidade, chance de avanço ou progresso. Minimamente confesso estar feliz por mais este ano. E espero ainda passar por esse arame que postou-se sobre minha frente.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ai que mim.
Pago pelo preço impagável, busquei exatamente aquilo que não me era bem-vindo. "Tome cuidado com seus sonhos" me diziam, mas eu achava prazeroso por demais e não iria, nem sob tortura, parar de sonhar.
Hoje resta de mim pedaços, talvez. Sou sangue vivo e cinza pálido. Ferida e ainda naquele estado escrupuloso de latência. Reservando minha vida para mais tarde e é exatamente esse mais tarde que nunca chega. Por mérito.
Eu mereço cada lágrima derramada. Eu mereço cada grito enfraquecido. Eu mereço cada passo negativo, que é fracasso, mas é parte de uma suposta vitória.
Cada não que decorei. Cada obra maldita que contemplei. Cada dor no ego. Cada fratura da alma, exposta.
Ai de mim, que não tomou juízo. Que quer a regalia sem ao menos ter mérito.
Outra vez me ponho frente aqui, neste sepulcro mórbido de mais uma esperança. Estou flagelada, estou feia.
Ao menos, finalmente, descobri meus erros e mais que isso: assumi a culpa.
Eu sou apaixonada por cada milímetro de dor, masoquista ou não, eu gosto. Desafiei a vida, ela não foi obra do destino, não deixei ninguém traçar meu futuro. Eu quis tudo, tudo, tudo isso. Embora não soubesse dos detalhes, eu sabia que nada seria fácil, ainda mais para uma desmedida e por demais intensa como eu.
Preciso me expremer mais um pouco. E farei até acabar tudo de mim.
Eu sou apaixonada por cada milímetro da minha vida. Essa merda, ao menos, fui eu, a dona, quem fiz.
Daqui a pouco sigo em frente, não outra vez, mas de uma vez, talvez.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Seguir ou não.
Ah, se me dessem. Eu cavaria sua cova, abraçaria-o do mesmo jeito. E você, mesmo póstumo, seria ainda aquela estrela que fiz brilhar.
E isso é : você sumiu e me deixou aqui, seguindo estrelas, outras estrelas. Vãs. Sua insubstitualidade ainda me comove. Eu fraca, latejo veneno, rogo-lhe pragas e espero que você sofra. E que seja muito, muito feliz. Você, ah você, sumiu.
O tempo não curou-me a ferida, convenhamos meu bem, o tempo não é nada. Estou na bifurcação do tempo! O tempo é um fingido. E pesa em cima de mim. Não, eu não tenho o poder que você insistia em afirmar.
Ouvir sua música favorita, lembrar. Buscar explicações e cair no vazio da irrealidade. É um absurdo, eu já amadureci meus ramos e não choramingo por pouca bobagem. Mas é que, entenda, foi hoje. Nove de Nov... e acabou. A vida segue, meu bem. E eu não fui aos seus enterros.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Feita de trevas.
O prólogo dessa vivência era contido em fundamentos que por sua vez tinha vários traços e aspectos, escombros eram encontrados e diversas vezes superados, mas até quando? Sinto-me impedida a cada dia que passa por meus próprios protestos, embora construa um começo quer eu queria ou não. Lamentavelmente ou não, reerguerei sobre eu mesma, com toda cordialidade possível até porque consigo com absoluta certeza ressurgir das minhas cinzas quantas vezes forem necessárias, pois levarei este peso que sobressai embora gentilmente.
Pessoalmente, gosto do céu azul. Azul claro, bem claro. As pessoas próximas dizem que condiz comigo, o que é uma verdade. Mas procuro por esses dias lacunosos, solitários e escuros observar o aspecto inteiro. Um trilhão de cores e sabores, mais ou menos, e nenhum deles exatamente igual...
Obviamente as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim dele, mas, para mim, é muito claro que o dia inteiro visto atentamente mostra uma multidão de matizes e entonações a cada minuto observado com atenção. Pequenos momentos frágeis e doloridos eram simultaneamente arrastados pelos pés em um espasmo silencioso. Nessa hora o que eram lábios macios, viçosos e doces parecem um marrom corroído e descascado, feito tinta velha, que hoje espera desesperadamente por uma reforma.
Já não produzo com frequência, mas quando ele surge, meu sorriso é faminto. Era tudo estável e decididamente difícil. Toda noite, pesadelos e seu único alicerce era o "abraço apaixonado". O rosto fixo em suas memórias e lembranças... De olhos ainda fixos que fitavam o chão até adormecer. Ao acordar nadava, aos gritos, afogando-se em lençóis por diversas noites. O outro lado do seu coração agora flutuava nas trevas feito um barco e a única coisa boa advinda desses pesadelos era que eles traziam ao quarto, pessoas pelas quais, mentalmente poderiam acalmá-la e acarinhá-la.
E desde o começo soube que ele no meio do grito e não iria embora...
Havia uma luz no fim do túnel.
Um acesso quase inspirado.
E logo depois — Nada.
(Não ir embora: Ato de confiança e amor. Comumente decifrado em atos.)
00:09h.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Somos um par, cheio de coisas ímpares.
Dividindo-me em pedaços sarais, descubro a mim mesma num âmbito profissional, amoroso, familiar, íntimo, de amizade... E sinto que estou contente e satisfeita em muitos deles (embora todos os dias aprenda algo que me [des]constrói.). Mas sinto que sou feliz mesmo, se penso que você estará ao meu lado. Ainda com os beicinhos ciumentos e com os charmezinhos bobos, com os problemas cotidianos e as más línguas, com os desencantos de alguns e os olhares invejosos de outros, sou feliz com você!
Tão rápido que eu nem sei como explicar. Não deixarei de escrever por medo de tudo mudar... Conte-me a sua história e deixe-me expor a minha, para que o palco deste momento seja a verdade e a sinceridade sempre, exatamente como você me ensinou. Estarei aqui esperando por você, todos os dias num novo pôr-do-sol e me preencha com o seu sorriso, que eu já sei de cor. Deixe as elucidações de lado, na tentativa de descrever este sentimento. Apenas sinta e permita-me jogar fora o vazio que aí dentro existia, construindo uma casa com os muros de cor-lilás claro e muitas plantazinhas no jardim... E sim... Eu te amo, minha felicidade.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sem obrigatoriedade.
Somos atitudes e palavras. Podemos afastar ou aproximar as pessoas, em virtude delas. Sempre valorizo qualquer tipo de ação ou promessa na qual eu sinta sinceridade. Como ocorreu essa semana, adorei receber mensagens de carinho, saudade, amizade, amor... E se me ligam no meio da noite, para dizer que viram uma determinada cena de filme, uma peça de teatro ou uma roupa super diferente, que era a “minha cara”; eu fico super feliz e sem vontade de desligar o telefone.
São com pequenos gestos que construímos o nosso lugarzinho no coração das pessoas. Hoje, nos dias de aniversário, todo mundo deixa recadinho no Orkut, felicitando-nos com todo amor... Mas vou ser sincera: ainda prefiro aquele torpedo no celular ou aquela ligação três segundos, que nos deixa com a sensação de “quero mais”. Uma flor no cabelo, um beijo nas mãos, uma anotação escondida no caderno... Posso ser tola mesmo, mas gosto disso. Creio que seja através disso que construo minha personalidade.
Queria que cada um tivesse um pincel, para colorir a vida das outras pessoas, com tintas que as fizessem felizes e bonitas; infelizmente, as pessoas insistem em carregar borrachas! E eu continuo aqui... Não estou à espera de nada. Porém, não vou mentir que adoraria um suco de maracujá com leite agora. Você poderia fazer um pra mim?
Sinceramente, essa sensibilidade ainda vai ser a minha maior virtude, e não tenho vergonha alguma disso.
Pense...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Comedido.
Talvez, mais que entendido as conseqüências dos atos, hoje eu aceitaria que errar faz parte do crescimento.
Tive que ser boba, para hoje ser prudente; ser gentil demais, para hoje ser seletiva; ser igual, pensar igual, para hoje ser totalmente diferente. Agi com impulsos desnecessários, busquei expectativas sem chãos sólidos, sonhei com o impossível e o mantive distante. Ainda ajo com impulsos, porém, com sonhos planejados pisando em nuvens, mas tudo soa um pouco mais diversificado que antes. Parecem e são mais nítidos.
Dói muito, quando você espera algo de uma pessoa, seja por quais forem os motivos. Machuca, apenas machuca. E ainda destrói mais, quando você acredita que o passado faz parte de páginas velhas e mofadas e ele parece tão novo, como que conservado num álbum de fotografias coloridas. Não quero queimar também as lembranças do que eu fui contigo, pai. Ao contrário, gostaria de mantê-las na estante para maiores esclarecimentos do meu eu... Mas somente com o intuito de usá-las como sabedoria e não como dor, receios e mais ressentimentos vindos à tona.
Sim, um dia eu tive que ser Outra de mim, para ser a Si com a essência atual e marcas de outros tempos, de outros anos. Não posso me arrepender dos meus amadurecimentos. Caso contrário, eu não teria estes sorrisos estampados onde quer que eu vá, não teria essas mãos que ainda lhe fazem carinho em sua face, e este olhar sereno quando meus olhos procuram os seus aflitos por carinho e proteção que ainda sinto falta... Esta grande e intensa pretensão e confiança de ainda achar que mudará e me dará orgulho não passe de uma história que foi escrita inteiramente pela minha caneta azul –minha cor favorita...